terça-feira, 1 de outubro de 2013

DOCUME

NTO 88 DA CNBB
PROJETO NACIONAL DE EVANGELIZAÇÃO:
O BRASIL NA MISSÃO CONTINENTAL
“A ALEGRIA DE SER DISCÍPULO MISSIONÁRIO”.
DOC. DA CNBB - PAULINAS


OBJETIVO DIOCESANO

EVANGELIZAR

o povo desta Diocese,

a partir do encontro com Jesus Cristo, como discípulos missionários,

sob a ação do Espírito Santo e à luz da Palavra de Deus,

promovendo a permanente conversão da pessoa, renovando a comunidade

e participando na transformação da sociedade

“Para que todos tenham Vida e a tenham em abundância”


(Jo10,10).


Ato de Publicação 2009

Equipe de elaboração do plano

-Dom Canísio Klaus

-Pe. Paulo Antonio Müller

-Pe. Silvino Tarcísio Hammes

-Ir. Sarvelina Maria Nicolodi

-Ir. Telma Pereira Barbosa

-Frei Eliseu Aiolti

-Pe. Cristiano Francisco de Assis

Editoração:

Gráfica e Editora Sanches Ltda.

A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, constitui violação do copyright (lei 5.988)

Copyright (2009), DIOCESE DE DIAMANTINO.

Direito de Edição deste Livro: Gráfica e Editora Sanches Ltda. Rua Manoel Dionísio Sobrinho nº 232-S - Centro Telefax (0**65) 3326-1780 - Tangará da Serra - MT

www.graficatangara.com.br


Edição 2009


APRESENTAÇÃO

“Conhecer Jesus Cristo pela fé e nossa alegria, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher” (DA. 18)

Inspirados e animados pelo insistente apelo missionário que a Igreja reavivou na Conferência de Aparecida, a Diocese de Diamantino apresenta com alegria e muita esperança o Novo Plano Diocesano de Pastoral (2009-2012). Este é fruto da caminhada histórica a fé do povo de Deus e sobretudo do último plano de pastoral que culminou com a celebração do Ano da Família e do Senso Religioso Diocesano.

O Novo Plano Diocesano de Pastoral tem na Palavra de Deus, no Documento de Aparecida, nas diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e nas prioridades pastorais do Regional Oeste II a sua inspiração maior para seu conteúdo teológico doutrinal e sua ação evangelizadora.

Para dar uma resposta concreta ao Projeto Nacional de Evangelização “O Brasil na Missão Continental” e ao convite do Documento de Aparecida sermos discípulos missionários de Nosso Senhor Jesus Cristo, a metodologia de ação do nosso plano propõe as Santas Missões Populares, com o tema: “VINDE TODOS EVANGELIZAR” e com lema: “A ALEGRIA DE SER DISCÍPULO MISSIONÁRIO”. Ainda a metodologia de ação do plano terá no anúncio do querigma o fio condutor de todo o processo de formação do discípulo missionário seguindo estes quatro passos: CONHECER - ENCONTRAR - CONVERTER - REALIZAR.

Que este plano ajude a iluminar as nossas ações evangelizadoras e fortaleça a vida e a missão dos discípulos missionários para um verdadeiro encontro pessoal com Cristo, promovendo juntos a dignidade humana, a renovação da comunidade e a construção da sociedade mais justa e solidária, a fim de que todos “tenham mais vida e a tenham em abundância”. (cf. Jo 10,10)

Que Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira da Diocese, primeira discípula missionária nos proteja e interceda a bênção de Deus sobre todo o povo desta Diocese.

Diamantino-MT, 17 de março de 2009

Dom Canísio Klaus

Bispo Diocesano




SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

SUMÁRIO

IA REALIDADE DIOCESANA

1. UM PEQUENO HISTÓRICO

1.1 Povoamento inicial e economia . . . . . . . . . . . . . . . . 07 1.2 Criação da prelazia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 08 1.3 Criação da Diocese e Paróquias . . . . . . . . . . . . . . . 09 1.4 Aspectos culturais e religiosos. . . . . . . . . . . . . . . . . 10

2.Alguns indicadores geográficos, econômicos

e sócio-culturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11 3. A Igreja que somos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12

II OBJETIVO GERAL

2.1 A missão da Igreja é evangelizar . . . . . . . . . . . . . . . 15 2.2 Ministério da Palavra . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 2.3 Ministério da Liturgia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 2.4 Ministério da Caridade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17

III MARCO DOUTRINAL

3 A Igreja em estado permanente de missão . . . . . . . 19 3.1 Vocação e missão do discípulo missionário . . . . . . 19 3.2 Promover a dignidade da pessoa . . . . . . . . . . . . . . 20 3.2.1 Caminhos para a ação evangelizadora . . . . . . . . . . 21 3.3 Renovar a comunidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 3.3.1 Caminhos da ação evangelizadora . . . . . . . . . . . . . 22 3.4 Construir uma sociedade solidária. . . . . . . . . . . . . . 25 3.4.1 Caminhos para a ação evangelizadora . . . . . . . . . . 25

IV AÇÃO PASTORAL DIOCESANA

4.1 Pastorais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 4.2 Movimentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36 4.3 Outras experiências de evangelização . . . . . . . . . . 38

V ORGANIZAÇÃO PASTORAL DIOCESANA

5.1 Diocese . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 5.1.1 Cúria Diocesana . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 5.1.2 Conselho Presbiterial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 5.1.3 Colégio de Consultores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 5.1.4 Assembléia Diocesana de Pastoral . . . . . . . . . . . . . 40 5.1.5 Coordenação Diocesana de Pastoral . . . . . . . . . . . 41 5.1.6 Conselho Diocesano de Pastoral. . . . . . . . . . . . . . . 41 5.1.7 Conselho Econômico Diocesano . . . . . . . . . . . . . . . 42



5.1.8 Ministério do Bispo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 5.1.9 Setor Diocesano de Pastoral . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 5.2 Paróquia. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 5.2.1 Conselho de Pastoral Paroquial (CPP) . . . . . . . . . . 44 5.2.2 Conselho Administrativo Econômico

Paroquial (CAEP). . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44 5.2.3 Conselho de Pastoral Comunitário (CPC) . . . . . . . . 44 5.2.4 Comunidade Cristã . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 5.2.5 Os Ministérios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45 5.2.6 Grupos Cristãos de Base. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 5.2.7 Família . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46

VI METODOLOGIA DE AÇÃO

2009 Conhecer . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 48

2010 Encontrar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

2011 Converter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

2012 Realizar - Celebrar. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50

VII AVALIAÇÃO

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52

VIII ENDEREÇOS

. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53

Siglas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59


I

A REALIDADE DIOCESANA

1. Um pequeno histórico

1.1. Povoamento inicial e economia

O início do povoamento e exploração do diamante e do ouro, daí o nome “Diamantino”, ocorreu em 18 de setembro 1728. A descoberta de minérios foi realizada pelo sorocabano e bandeirante Gabriel Antunes Maciel. Este aventureiro estava, na verdade, à procura de minérios na lendária “Martírios”, região supostamente situada no norte do então Estado do Mato Grosso, na época apenas uma terra dependente de São Paulo. Devido à abundância de ouro e diamantes, muitos escravos eram trazidos para o serviço pesado no garimpo.

Pastoralmente Diamantino era atendido por padres diocesanos e religiosos vindos de Cuiabá e Rosário Oeste, às vezes mais interessados em minérios e riquezas do que na ação missionária. Era a época do Padroado (1719-1889), sendo a Igreja Católica a única Igreja oficial no país. A Paróquia de Diamantino foi criada em 1811, mas a atual igreja matriz começou a ser construída em 1818, uma igreja nunca completamente concluída e em constantes reformas até os dias de hoje. (Em prova disto, aos 09 de setembro de 2003 através da Portaria n. 013/2003, a Secretaria de Estado de Cultura do Estado do Mato Grosso, procedeu o tombamento histórico da igreja matriz e casa canônica de Diamantino. As obras de recuperação da igreja matriz iniciaram em janeiro de 2008 com previsão de conclusão para o mesmo ano na festa da Imaculada Conceição em oito de dezembro) .

Com o assassinato do Padre Domingos Tanganelli em 1872, dentro da igreja, por defender a abolição da escravatura, a Paróquia


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ficou sem padres residentes até 1930. Vinham apenas esporadicamente padres de Cuiabá e mais tarde de Rosário Oeste para a festa da Imaculada no dia 8 de dezembro de cada ano, para as desobrigas (casamentos, batizados, bênçãos e crismas).

No aspecto econômico, Diamantino nos seus 280 anos de existência, sempre esteve à mercê das riquezas do momento, sobressaindo inicialmente os minérios, em seguida a borracha, a poaia, a madeira, mais recentemente a agropecuária, a agricultura de exportação baseada na soja, algodão, arroz, milho, açúcar, álcool e atualmente a suinocultura e avicultura. O grande destaque econômico do momento são as instalações de grandes firmas no setor de frigoríficos de gado e aves, bem como de curtumes e fábricas de biodiesel, de álcool e de óleos vegetais. Em toda área da diocese surgem sempre mais as pequenas hidroelétricas.

1.2. Criação da Prelazia.

Na década de vinte, do século passado, o Papa Pio XI chamou a Companhia de Jesus, ordem religiosa fundada por Santo Inácio de Loyola em 1540, para assumir uma Prelazia no Brasil. Diante de vários convites, entre eles, Goiás e Espírito Santo, prevaleceu o apelo de Dom Aquino Corrêa, Arcebispo de Cuiabá. Dom Aquino escolheu a região de Diamantino, com uma vasta extensão de terras abarcando todo o médio norte e o norte do Estado. A sede da Prelazia ficou sendo a vila de Diamantino, na época com apenas cerca de 400 habitantes. Toda a vasta extensão abrangida pela Prelazia não tinha nesta época mais de mil habitantes brancos e cerca de cinco mil índios de diversos povos. A Companhia de Jesus aceitou o pedido de Dom Aquino a 22 de março de 1929.

Em 1930, o Provincial da Província jesuítica de São Paulo, destinou para a missão os padres João Batista Du Dreneuf, José Materni e o irmão Osvaldo Dall´Agnollo. Em 26 de abril de 1930 o padre João Batista Du Dreneuf prestava juramento como Administrador Apostólico, na capela da Nunciatura no Rio de Janeiro e no mesmo dia o Núncio Apostólico D. Bento Aloisi Masella, promulgava o decreto de execução da Bula de ereção canônica, denominada “Cura Universae Ecclesiae” (em 22/03/1929). A posse ocorreu em 21 de dezembro de 1930.

Os jesuítas, a partir de 1930, e as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, a partir de 1934, desenvolviam atividades missionárias em diversas frentes, estabelecendo inicialmente a sede da missão às


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margens do Rio Juruena no local chamado Mangabal. Esta sede foi transferida posteriormente para Utiariti, região de terras mais férteis. Atendiam entre outros povos, os Iranxes, Nhambiquaras, Beiços-de-pau, Paresi, Rikbatsa, Salumã e os índios Bacairis do Rio Novo e Paranatinga. Na mesma época os missionários atendiam a Paróquia de Diamantino, única existente em toda a Prelazia. Foi também criada a Paróquia territorial e depois pessoal de Santa Terezinha de Utiariti em 1953, sendo que a territorial foi fechada em 1977, e a pessoal continua até hoje. No atendimento religioso pastoral não indígena, mas também missionário, estava incluída toda a vasta extensão dos povoados de Rosário Oeste, Nobres, Alto Paraguai, Nortelândia, Arenápolis e regiões de garimpo, sítios e fazendas da região. O povo era composto de proprietários de sesmarias, criadores de gado, pequenos agricultores e uma população flutuante de seringueiros e garimpeiros. Quase todos eram católicos, com apenas uns 50 protestantes.

Vieram também como missionários (as) para a Diocese: Irmãs da Divina Providência, em 1963; Padres Combonianos, em 1975; Irmãs Carmelitas da Caridade de Vedruna, em 1975; Padres da Igreja-Irmã da diocese de Santa Cruz do Sul, RS, em 1978; Freis Capuchinhos, em 1983; Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, em 1987; Padres da Igreja-Irmã da diocese de Jacarezinho, PR, em 1989; Padres Dehonianos, no final de 1995; Irmãs do Instituto Diocesano Discípulas do Divino Pastor, em 2000; Irmãs da Congregação Missionária Servas do Espírito Santo, em 2001; Irmãs da Congregação da Pequena Missão para Surdos, em 2003 e Irmãos Lassalistas em 2007.

A Diocese conta hoje com quatro padres diocesanos incardinados, cinco padres diocesanos vindos das “igrejas irmãs” de Jacarezinho - PR. e Santa Cruz do Sul - RS., onze freis capuchinhos e sete padres dehonianos.

1.3. Criação da Diocese e Paróquias.

O Administrador Apostólico Pe. João Batista Du Dreneuf faleceu em 1948, sendo sepultado na parede, à direita da Matriz da Imaculada Conceição. Em seu lugar assumiu o padre Alonso Silveira de Mello como Administrador apostólico e em seguida como primeiro bispo da Prelazia em 1955, mediante a Bula “Dilecto Filio Alphonso”. Dom Alonso criou as Paróquias de Alto Paraguai (1953), Arenápolis (1957), Nortelândia (1962) e as Reitorias de Porto dos Gaúchos,


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Paranatinga e Tangará da Serra (1968).

Depois de Dom Alonso assumiu Dom Henrique Froehlich (1971), que criou as Paróquias de São José do Rio Claro (1975), Denise (1977) e Santo Afonso (1980).

Em 16 de outubro de 1979 a Prelazia foi elevada ao grau de Diocese, sendo Dom Henrique Froehlich seu primeiro bispo diocesano.

Com a criação da nova Diocese de Sinop, em 06 de fevereiro de 1982, desmembrada de Diamantino e a nomeação de Dom Henrique, como seu primeiro bispo, assumiu Dom Agostinho Kist, em 1982, que criou as quase paróquias de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, em 1984; Brasnorte, Tapurah e Campo Novo do Parecis, em 1989. Em 1998 assume como terceiro bispo diocesano, Dom Canísio Klaus que logo elevou à categoria de paróquia as quase-paróquias acima citadas e em 1999 criou a Paróquia de Sapezal. Hoje a Paróquia de Brasnorte pertence à nova Diocese de Juína.

1.4. Aspectos culturais e religiosos.

O povo da nossa Diocese pertence originalmente a diversas culturas, algumas minoritárias que teimam em sobreviver, mas acabam assumindo traços da cultura dominante. Na verdade não existem culturas superiores, existem culturas diferentes. Os principais agentes da evangelização em nossa Diocese vieram de fora acompanhando os migrantes, estando incluídos os padres, irmãs religiosas, ministros extraordinários da comunhão Eucarística, catequistas e outros leigos mais engajados nas atividades comunitárias. Urge, portanto, uma sadia inculturação para que Jesus Cristo seja “tudo em todos”, respeitando tradições típicas dos nativos e dos povos indígenas nas suas peculiaridades culturais e religiosas. Estas particularidades se manifestam, sobretudo nas procissões, ladainhas diversas, novenas, água benta, velas em profusão, terço, rezas, devoções, batismos em casa e na fogueira, etc. Tudo isso sem se esquecer dos desvirtuamentos, superstições e crenças populares. Todas essas maneiras de demonstrar a fé são louváveis em si, apenas as coisas secundárias na fé não devem prevalecer sobre as essenciais, para que não haja um desvirtuamento da fé.

Todos esses aspectos culturais e religiosos devem ser levados em conta na elaboração de um plano de pastoral que respeite a variada mescla de tradições do nosso povo. A


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preocupação com estes segmentos significa uma atenção especial

para com os menos favorecidos da sociedade.

2. Alguns indicadores geográficos, econômicos e

sócio-culturais

Existem ainda na região deficiências que inibem um bom planejamento pastoral tais como: um povo ainda em formação na sua identidade, provindo em sua maioria do sul, centro e nordeste do país; a falta de clero diocesano e também soluções pastorais e humanas para os povos indígenas da região, bem como para os migrantes internos do Estado. A densidade demográfica, por outro lado, é de apenas 2,53 habitantes por km² na Diocese.

Tais indicadores tornam difícil um planejamento eficiente e continuado, pois os vazios demográficos, entre outros, dificultam qualquer plano que possa ser executado com êxito.

No aspecto geográfico, houve e há uma melhoria nas comunicações com a abertura e asfaltamento de estradas. O surgimento de uma economia de transformação da produção agrícola local e regional tem contribuído muito para o crescimento econômico e a vinda de grandes empresas e fábricas para nossa região.

Diante do avanço tecnológico na agricultura, sobra cada vez mais mão-de-obra no campo. No cultivo da cana-de-açúcar e algodão as máquinas vão tomando o espaço do trabalho humano. Nas culturas do arroz, soja, milho e outras, bastam alguns operadores qualificados no manejo do maquinário.

Diante deste quadro ocorre um êxodo cada vez maior do homem do campo em direção às cidades pólos de desenvolvimento onde há grande demanda de empregos. Com a presença sempre maior de Faculdades no interior diminuiu a migração para a capital Cuiabá e outras regiões. Há ainda acampados na beira das rodovias à espera de algum lote ou desapropriação de alguma fazenda improdutiva. Os assentados normalmente sobrevivem com a falta de condições de subsistência, de acompanhamento técnico e financiamento adequado à permanência no lote adquirido. Temos atualmente 43 assentamentos na Diocese, em torno de 6.583 famílias e num total de 26.332 pessoas.

Estes números variam constantemente porque muitas famílias abandonam ou vendem seus lotes por razões diversas como: falta de apoio dos órgãos públicos; acompanhamento técnico


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e infra-estrutura nos assentamentos; falta de critério de seleção; falta de aptidão e motivação de trabalhar na terra. Outro desafio recente é a presença de evangélicos no meio rural. Uma boa percentagem dos assentados pertence a alguma das muitas denominações evangélicas ou pentecostais com suas igrejas espalhadas pelos assentamentos. Urge a Igreja particular de Diamantino priorizar com um serviço religioso e pastoral qualificado a estes menos favorecidos da nossa sociedade.

No campo religioso vale lembrar ainda, que a formação religiosa das famílias que vieram para o Mato Grosso e das nativas, é de cunho devocional, sem muito compromisso comunitário e social por deficiência do compromisso cristão assumido no batismo. O processo de evangelização também costuma falhar, desenvolvendo conhecimentos e espiritualidades sem a prática do compromisso com a comunidade. Este quadro desafiante tem melhorado com o surgimento dos movimentos eclesiais direcionados às famílias e aos jovens, merecendo destaque o ano da família em 2007. É animador o florescimento e crescimento vocacional com mais celebrações matrimoniais, ordenações sacerdotais e profissões religiosas. Também está crescendo a consciência da partilha, participação e pertença do povo nas paróquias e na diocese. Na elaboração de um plano de pastoral deve-se levar em conta estes fatores implicantes da nossa realidade sócio-econômica e cultural-religiosa.

3. A Igreja que somos

A área geográfica da Diocese é de 107.498 km², com uma população aproximadamente de 272.849 habitantes. É formada por 13 paróquias e 18 municípios. A cidade de Diamantino, com 280 anos de existência, berço da migração para a região, é originária da época dos garimpos de diamantes e de ouro. As outras cidades surgiram a partir da década de cinquenta, motivadas pela expansão mineral e agrícola. O povo veio migrando em geral aos poucos, até a sua fixação definitiva. Em muitos lugares os migrantes encontraram povos indígenas de diversas etnias, gerando conflitos em torno das demarcações de terras, às vezes, ainda não homologadas oficialmente.

O povo proveniente do centro-sul estabeleceu-se de preferência nas regiões de cerrado, visando agricultura e pecuária. Hoje nota-se um grande fluxo migratório em direção às cidades pólos de desenvolvimento e Cuiabá, e menos para as últimas fronteiras


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agrícolas no extremo norte do Estado, em direção ao Pará – Santarém e ao longo da BR 163. Os Migrantes formaram comunidades e trouxeram lideranças. Os missionários de diversas congregações religiosas masculinas e femininas acompanharam este fluxo migratório, atendendo espiritualmente o povo e animando- o também nas crises e dificuldades financeiras, doenças e desânimos da vida.

A Igreja particular de Diamantino também está crescendo no ritmo das mudanças da Igreja no Brasil e no mundo, tendo hoje a grande preocupação em se organizar para melhor servir ao Povo de Deus em suas legítimas aspirações sociais e religiosas. Constitui seu próprio planejamento, agindo na formação de suas lideranças com manual próprio de formação, elaborado por uma equipe da diocese, e organizando as diversas pastorais e movimentos que constituem a Igreja no seu dia a dia. A Diocese organizou-se em quatro setores, visando reduzir distâncias e favorecer um dinamismo interno na condução das atividades pastorais. Merece destaque a prioridade que é dada à pastoral vocacional, através do Serviço de Animação Vocacional (SAV), com três Seminários, dois diocesanos e um dos Freis Capuchinhos. Foi importante também a instalação do Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa - SEDAC, centro de formação filosófica e teológica dos nossos futuros padres e também de lideranças leigas e missionárias, localizado em Várzea Grande, MT. Temos também a presença de congregações religiosas em diversas paróquias da diocese, atuando na saúde, na educação e nas pastorais. No ano de 2000 foi fundado o Instituto Diocesano das Irmãs Discípulas do Divino Pastor.

Hoje os desafios são muitos: Que Igreja somos e queremos ser? Sabemos discernir e descobrir o que é ser católico hoje? Sabemos respeitar a diversidade na Igreja, falar uma nova linguagem e manter viva a esperança do pobre?

Queremos ser uma Igreja solidária, preocupada com o bem do povo, em sentido amplo. Desejamos ser uma Igreja no Mato Grosso, encarnada na nossa realidade cultural esócio-econômica, sem esquecer os aspectos rurais e urbanos, tendo em vista a construção de uma sociedade justa e fraterna.

Portanto, queremos ser uma Igreja Missionária, que a partir do encontro pessoal com Cristo, assuma o Evangelho como verdadeiros discípulos missionários, dispostos a acolher as orientações do magistério da Igreja, do Documento de Aparecida, das Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora, do Brasil e do


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Regional Oeste 2, propondo-nos a uma sincera e autêntica conversão pessoal e pastoral, sendo uma Igreja em estado permanente de missão.


II

OBJETIVO GERAL

EVANGELIZAR

o povo desta Diocese,

a partir do encontro com Jesus Cristo, como discípulos missionários,

sob a ação do Espírito Santo e à luz da Palavra de Deus,

promovendo a permanente conversão da pessoa, renovando a comunidade

e participando na transformação da sociedade

“para que todos tenham Vida e a tenham em abundância” (Jo10,10).

2.1. A missão da Igreja é evangelizar

A Igreja, Povo de Deus, constituída por discípulos missionários tem a missão de evangelizar, levando a salvação de Jesus Cristo através dos séculos para todas as pessoas, como sacramento universal de salvação. A Igreja existe por causa do Evangelho. Evangelizar é a missão da Igreja e é sua razão de ser. Somos todos chamados a proclamar com coragem, entusiasmo, perseverança e criatividade a mensagem perene do Evangelho, para que nossos povos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). O conteúdo central da missão é levar vida digna a todos em Cristo. A evangelização é tarefa de todos os fiéis, chamados em virtude do seu batismo a serem discípulos missionários de Jesus Cristo. Portanto, a missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã. A missão evangelizadora hoje, pede sempre mais de cada um de nós, uma profunda vivência da fé, fruto de uma


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experiência pessoal do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo, no seu seguimento.

Nossa conversão pessoal nos impulsionará a uma firme decisão missionária em que todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais passarão por uma profunda renovação e atualização, exigindo nossa conversão pastoral que implica escuta e fidelidade ao Espírito Santo e à Palavra de Deus.

Somente uma Igreja missionária e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza a sua vocação.

Assumir permanentemente a sua missão evangelizadora é, para todas as comunidades e para cada cristão, a condição fundamental para perseverar e reviver o clima pastoral de alegria no Espírito, que animou a Igreja em seu nascimento e a sustentou em todos os grandes momentos de sua história. Por isso, o Apóstolo Paulo podia afirmar com vigor: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim. É, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar”. (1 Cor 9,16)

A Igreja, Povo de Deus da Diocese de Diamantino,animada pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus, com as novas luzes do Documento de Aparecida, das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e das prioridades do Regional Oeste 2, se propõe continuar sua ação pastoral através do seu novo Plano Diocesano, promovendo a dignidade da pessoa, renovando a comunidade e participando na construção de uma sociedade na qual todos tenham vida e a tenham em abundância.

2.2. Ministério da Palavra: Evangelizar é promover a

dignidade da Pessoa Humana.

A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva e fundamental para a fé do cristão, já que ela possibilita o acolhimento livre ao anúncio salvífico da pessoa de Jesus Cristo. “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas através de um encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, Jesus Cristo, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (Bento XVI). É através da pregação do querigma que acontece um autêntico encontro com Jesus Cristo.

“O poder do Espírito e da Palavra contagia as pessoas e as leva a escutar a Jesus Cristo, a crer Nele como seu Salvador, areconhecê-lo como quem dá o pleno significado a suas vidas e a


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seguir seus passos” (DA nº 279). Portanto, o anúncio e a proclamação da Palavra são fundamentais para a vida e a missão da Igreja e ocupam lugar central na liturgia, pois Cristo está presente em sua palavra. É Ele quem fala quando se lêem as Sagradas Escrituras.

2.3. Ministério da Liturgia: evangelizar é renovar a

comunidade formando o Povo de Deus.

A liturgia é a celebração do Mistério Pascal da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo e de toda a história da salvação. Por isso a liturgia ocupa na ação evangelizadora da Igreja, um lugar central. Conforme o Concílio Vaticano II ela é “o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força”(SC nº 10). Nela o discípulo realiza o mais íntimo encontro com o seu Senhor e dela recebe a motivação e a força máximas para a sua missão na Igreja e no mundo. A liturgia é celebrada pela comunidade e implica necessariamente uma renovação e um compromisso de transformação da realidade.

A nossa Igreja diocesana sente a necessidade de celebrações litúrgicas bem preparadas, animadas e vivenciadas, que provoquem a conversão e a renovação das comunidades.

2.4. Ministério da caridade: evangelizar é participar na

transformação da sociedade.

Se as fontes de vida da Igreja são a Palavra e os Sacramentos, o centro da vida cristã é a caridade, o amor doação, o amor que vem de Deus mesmo. “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele”.(1Jo 4,16).Aqui se encontra a marca, o distintivo do cristão nas palavras do próprio Jesus: “Como eu vos amei, assim também vós deveisamar-vos uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,34s)

O amor cristão tem duas faces inseparáveis, que são a comunhão fraterna e a prática do serviço aos pobres, sofredores e necessitados. (cf. DCE nº 31)

Numa sociedade que privilegia o lucro e a produtividade,como valores supremos, na qual a dignidade da pessoa humana não é valorizada, a Igreja toda deve fazer-se presente de forma concreta e operante. Esta presença e ação deverão atravessar todas as suas estruturas e prioridades pastorais, manifestando-se em opções e


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gestos concretos. Hoje os novos rostos dos pobres, dos excluídos e dos marginalizados de nossa sociedade são os migrantes, as vítimas da violência, os portadores de DST/HIV, ostóxico-dependentes, os idosos, meninos e meninas da prostituição, da violência, do tráfico de pessoas, do grande número de abortos, pessoas com necessidades especiais, indígenas e camponeses sem terra... Estes rostos clamam da nossa Igreja um empenho por uma ampla solidariedade e fraternidade.

Estejamos atentos para não reduzir a caridade cristã ao assistencialismo paternalista, mas sim levá-lo a uma oportunidade de doar e doar-se, de aprender e crescer na partilha dos dons espirituais e dos bens materiais.

A caridade cristã deve promover a vida humana em todas as suas modalidades e defendê-la sempre, baseada no fundamento sólido e inviolável dos direitos humanos. Daí a importância do anúncio de uma antropologia integral, na valorização da bioética, na preservação do meio ambiente e no respeito às culturas.

É importante que a nossa Igreja forme pessoas em níveis de decisão: empresários, políticos, formadores de opinião no mundo do trabalho, dirigentes sindicais...; enfim, os fiéis leigos de nossas pastorais para que estejam presentes na vida pública, atuando como verdadeiros sujeitos eclesiais e competentes interlocutores entre a Igreja e a sociedade. Para isso se faz necessário fortalecer e criar com urgência os Comitês (da Bioética, Política...) e os Conselhos (de Direitos ou Comunitários...).


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III

MARCO DOUTRINAL

3. A IGREJA EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO

Jesus Cristo é o Evangelho vivo de Deus Pai. Fundou a Igreja com a missão de evangelizar. Evangelizar é a “graça, a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda” (EN, n° 14). É anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo para todos: “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho para todas as criaturas” (Mc 16,15). A missão de todos os cristãos batizados é evangelizar, por que todos são chamados a serem “discípulos missionários” de Jesus Cristo.

A Diocese terá presente na ação evangelizadora e na sua missão as quatro exigências: serviço, diálogo, anúncio e

testemunho de comunhão, enriquecidas com as proposições do Documento de Aparecida, que se referem à conversão pessoal, à conversão pastoral e à missionariedade e será orientada por estes três âmbitos de ação: pessoa, comunidade e sociedade.

3.1 Vocação e missão do discípulo missionário

A vocação cristã funda-se numa opção pessoal pelo Reino de Deus, revelado por Jesus Cristo – “eu creio” – e seu desdobramento numa vivência eclesial-comunitária, “nós cremos”. O batismo sela a fé do cristão e ao mesmo tempo insere-o na grande comunidade eclesial.

O discípulo é alguém chamado por Jesus Cristo para com Ele conviver, participar de sua Vida, unir-se à sua Pessoa (cf. Mc 1,17).

“Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). Entrega assim sua liberdade a Jesus, que é caminho, verdade e vida (cf. Jo 14,6) (DGAE n° 57).

Acolhendo a pessoa de Jesus Cristo, pela fé, o cristão une-


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se a Ele e entra em comunhão com o Pai e o Espírito Santo. A comunhão com a Santíssima Trindade é o fundamento da comunhão na Igreja, e da missão no mundo. Não há discipulado sem comunhão e missão (cf. DA nº 156).

Nutrida pela Palavra e pela Eucaristia, a Igreja é a “casa e escola de comunhão”, onde os discípulos compartilham a mesma fé, esperança e amor a serviço da missão evangelizadora (cf. DGAE n° 50).

O discípulo entra num processo formativo permanente: do encontro vivo com Jesus Cristo à conversão; da conversão ao discipulado; do discipulado à comunhão e da comunhão à missão permanente. É verdade que do encontro de cada pessoa com Jesus Cristo vivo brotarão a libertação, a conversão, a comunhão e a solidariedade como exigências básicas para fazer de cada ser humano um apóstolo da nova evangelização.

A Igreja propõe na sua ação evangelizadora e pastoral os quatro eixos que fortalecem o itinerário formativo do discípulo missionário: a experiência religiosa, a vivência comunitária, a

formação bíblico-doutrinal e o compromisso missionário de

toda a comunidade.

A espiritualidade que fortalece a mística do discípulo missionário se fundamenta: na escuta da Palavra de Deus, na participação da Eucaristia e demais celebrações, na oração, na abertura e acolhida do Espírito e na doação do serviço aos irmãos.

3.2. PROMOVER A DIGNIDADE DA PESSOA

“Filhos de Deus, nós o somos” (1 Jo 3,2).

O ser humano é dom de Deus. Foi criado à sua “imagem e semelhança”, por amor e para amar. É pessoa dotada de razão, vontade, autonomia, liberdade e dignidade. A dignidade humana da pessoa precisa ser promovida e defendida em todas as etapas da existência, desde a concepção até a morte natural. A pessoa humana sempre é “um fim e nunca um meio”, portanto não é um objeto a ser manipulado.

O referencial para compreender a dignidade da pessoa humana é Jesus Cristo, “rosto humano de Deus e rosto divino do homem” (Papa João Paulo II). Ele se apresenta como caminho, verdade e vida, diante de todos os sinais de exclusão, de injustiça e de morte


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que as pessoas sofrem neste mundo. Por isto o cristão, como discípulo missionário, tomará consciência de que o viver é Cristo, ou seja, não somos nós que vivemos, mas é Cristo que vive em nós. “Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Por que sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 4-5).

3.2.1 Caminhos para a ação evangelizadora

Ser discípulo missionário é ir ao encontro de todas as pessoas em sua totalidade. Buscar quem está afastado ou excluído da vida da comunidade é nosso grande desafio. Por isto, é preciso visitar, conversar, ter o encontro pessoal, criar laços de confiança e de experiência de vida, escutar e dialogar com as pessoas em seus mais variados ambientes de vida e trabalho, como caminhos para a verdadeira evangelização.

A criança é sinal vivo dos que acolhem o Reino de Deus. Perante os problemas e situações que afetam a vida das crianças,do nascituro, ou seja, desde a concepção, durante toda a sua infância, torna-se urgente uma verdadeira ação missionária e evangelizadora junto a elas. A valorização da pastoral da criança, da catequese, da liturgia com as crianças e da infância missionária, são meios eficientes para educá-las e evangelizá-las.

Diante da vulnerabilidade e da fácil manipulação dosadolescentes e jovens, como instrumento de consumo, torna-seurgente renovar a “opção afetiva e efetiva de toda a Igreja pela Juventude”(cf. DGAE nº 123) para que seja protagonista de sua própria vida e da evangelização dos próprios jovens. O Setor Juventude e a pastoral vocacional precisam estar atentas para acompanhar, orientar e despertar nos jovens a descoberta da sua verdadeira vocação e também da sua missão, como cristãos católicos, na Igreja e na sociedade.

Torna-se necessário também respeitar e valorizar osidosos, não considerando eles como um peso, mas sim aprender deles a sabedoria da vida. A Igreja e a pastoral da pessoa idosa, lutarão pela defesa dos seus direitos e pela vida até a sua morte natural. (cf. DA nº 450).

O homem e a mulher, chamados para o sacramento do matrimônio, constituem uma nova família, que é santuário da vida e lugar do encontro com Deus. A família é o maior patrimônio da humanidade, lugar e escola da comunhão, pequena igreja doméstica. A espiritualidade conjugal e familiar se expressa no


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diálogo e no perdão, na oração em família, na participação da Eucaristia dominical e na dedicação aos serviços pastorais na comunidade. (cf. DGAE n° 130).

A Igreja faz a opção pela vida, mergulhando nas profundezas da existência humana, desde o nascituro, ou seja, da concepção até o seu declínio natural, em todos os ambientes da vida e do trabalho das pessoas, preferencialmente onde a dignidade é mais desrespeitada, explorada e excluída.

3.3. RENOVAR A COMUNIDADE

“Onde dois ou três estiverem reunidos, Eu estarei no meio deles!” (Mt 18,20).

A pessoa humana, criada à imagem e semelhança do Deus- Trindade, que é amor e comunhão, terá sua plena realização como cristã, quando se torna irmã de todos e de tudo, na partilha dos dons e dos bens, nos serviços e compromissos comunitários.

A fraternidade cristã exige acolhida de todas as pessoas, sem discriminação. Jesus Cristo nos convida a vivermos unidos em comunidade, a exemplo dos doze apóstolos e das primeiras comunidades cristãs (cf. At 2,42s).

3.3.1 Caminhos da ação evangelizadora

O diálogo deve ser regra permanente para uma boa convivência fraterna na comunidade eclesial. Quanto maior for a união na comunidade mais eficaz será o seu testemunho evangelizador.

A Paróquia, “célula viva da Igreja e lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e a comunhão eclesial” (DA nº170), deve tornar-se sempre mais uma comunidade viva e dinâmica de discípulos missionários de Jesus Cristo (cf. DGAE n° 154). A Paróquia precisa reformular sua estrutura, e ser uma comunidade de comunidades, ou grupos, capazes de se articularem e viverem em comunhão, para serem discípulos missionários de Jesus Cristo (cf. DGAE n° 156). O caminho para tal éa Setorização da paróquia, transformando-a em pequenas comunidades ou grupos, dentro do espírito do diálogo, com uma coordenação e animação própria, em vista da pastoral orgânica.


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A religiosidade popular, catolicismo profundo inculturado na vida de nosso povo, maneira legítima de viver a fé, modo de sentir- se Igreja e forma de ser missionário, deve ser acolhida na comunidade paroquial como riqueza evangelizadora (cf. DGAE n°160).

O diálogo ecumênico com os irmãos e irmãs que crêem em Jesus Cristo, mas pertencem a outras Igrejas, deve ser buscado no espírito da conversão interior, como superação do proselitismo e como crescimento ecumênico (cf. DA nº 234 ).

A Palavra de Deus é a fonte cotidiana para a formação e alimentação das comunidades cristãs. E cada comunidade “é chamada a descobrir e integrar os talentos escondidos e silenciosos, com os quais o Espírito presenteia os fiéis” (DA nº 162).

Toda a pessoa é portadora de dons e deve colocá-los a serviço em união com os dons dos outros, para formar um único corpo, a Igreja. Por isto a diversidade ministerial na comunidade, a formação dos conselhos paroquiais de pastoral e a articulação das ações evangelizadoras, constituem o caminho da verdadeira pastoral orgânica na paróquia.

As comunidades precisam de uma verdadeira conversão pastoral, passando “além de uma pastoral de mera conservação

para uma pastoral decididamente missionária” (DGAE n° 172). Para isto é preciso abandonar estruturas que já não favoreçam mais a transmissão e o cultivo da fé e ter uma ação missionária planejada, organizada e sistemática.

Urgente se faz ir ao encontro dos católicos afastados da vida comunitária, por razões diversas, e ajudá-los a redescobrirem a dimensão comunitária da fé, através da visita, do contato pessoal, do diálogo, da presença amiga e fraterna, solidária e missionária. Cada comunidade precisaria formar uma equipe missionária para atender este trabalho, resgatando estas pessoas, demonstrando ser de fato comunidade essencialmente missionária.

Sentindo a importância desta ação missionária, em todos os níveis, a Igreja está organizando os diversos Conselhos Missionários: COMIPA, COMIDI, COMIRE e COMINA, que são os conselhos paroquial, diocesano, regional e nacional respectivamente. Estes conselhos são “os espaços e os instrumentos” privilegiados da Igreja para animar e viver a sua dimensão missionária.

A Igreja da Diocese de Diamantino quer “ser uma Igreja em estado permanente de Missão”, por isto se propõe a ser:

Uma Igreja acolhedora – capaz de acolher e valorizar


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todas as pessoas e as suas experiências mais profundas, para com aqueles que participam e os que estão afastados.

Uma Igreja servidora – que está a serviço dos pobres, dos sofridos, dos indefesos e dos excluídos. Ser servidora na prática da justiça, da verdade, da defesa da vida e da transformação da sociedade. Ser servidora na educação e na formação da consciência crítica das pessoas frente à manipulação, massificação e banalização da existência humana.

Uma Igreja dialogante – capaz de compreender e valorizar o outro, de respeitar o diferente. Que promova o diálogo ecumênico e o inter-religioso, esquecendo as diferenças e valorizando o que temos em comum.

Uma Igreja ministerial – capaz de reconhecer e valorizar todos os ministérios e serviços presentes na Igreja, segundo seu carisma próprio, e colocá-los a serviço de todos e da construção do bem comum.

Uma Igreja criativa – capaz de rever sua prática pastoral e ter a coragem de buscar novos métodos, nova linguagem, novas expressões e um novo ardor missionário. Capaz de sair “de uma pastoral de conservação e passar para uma pastoral decididamente missionária” (DGAE n° 172).

Uma Igreja evangelizadora – que anuncia o Evangelho de Jesus Cristo e o seu Reino de justiça, amor, paz, vida, esperança e solidariedade. Trabalha com a catequese e a liturgia renovadas, organizadas, encarnadas e libertadoras, evangelizando pelo anúncio da Palavra de Deus e pelo testemunho pessoal de vida e de fé.

Uma Igreja missionária – capaz de ir ao encontro, como “discípulos missionários”, dos católicos afastados, nos ambientes da escola e da universidade, do trabalho e das periferias, dos desempregados, dos sem terra, dos sem tetos e dos povos indígenas, das famílias afastadas e dos casais de segunda união. Ser presença missionária no mundo da política, da educação e das culturas, na realidade urbana e nos meios de comunicação social.

Uma Igreja profética – que anuncia com coragem e convicção pela Palavra de Deus e pelo testemunho de vida e de fé, a verdade sobre Jesus Cristo, sobre a Igreja e sobre a Pessoa humana, denunciando todas as injustiças e sinais de morte existentes em nossa sociedade.

Uma Igreja defensora da vida e da ecologia – inspirada no princípio divino da criação (cf. Gn. 1,26-30), coloca-se em defesa e promoção da vida humana e do meio ambiente, como dons sagrados


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de Deus, fundamentais para a sobrevivência humana e ecológica de hoje, de amanhã e do futuro.

A Igreja é alimentadora da vida e da fé, do amor e da esperança do Povo de Deus. Por isto não “basta estar na Igreja”, mas como discípulos missionários é preciso “ser Igreja”.

3.4. CONSTRUIR UMA SOCIEDADE SOLIDÁRIA

“Não havia necessitados entre eles!”. (At. 4,34)

As condições de vida de milhões de abandonados, pobres e excluídos, contradizem o Projeto do Reino de Deus e desafiam os cristãos a um compromisso de defesa e promoção da dignidade humana. A opção preferencial pelos pobres, que a Igreja faz, está implícita na fé que ela professa em Jesus Cristo, o amigo e defensor dos pobres. Por isto ela é companheira, é sacramento de amor, de solidariedade e de justiça entre os povos, tendo na figura do Bom Samaritano o seu modelo de ação (cf. DGAE n° 177). A fé cristã leva à solidariedade com todos, no seio de uma Igreja samaritana.

“O compromisso social da Igreja tem sua raiz na própria fé. O interesse autêntico e sincero pelos problemas da sociedade nasce da solidariedade para com as pessoas e do encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo” (DGAE n° 178).

3.4.1 Caminhos para a ação evangelizadora

A Igreja na sua ação evangelizadora quer contribuir para a construção de uma sociedade justa e solidária. Para isto, trabalha por uma cultura de vida e de respeito para com a pessoa humana. Trabalha por uma nova cultura de austeridade, contra o consumismo, em que todos possam ter também as mínimas condições de vida digna, estimulando assim a segurança alimentar e nutricional, promovendo a justa distribuição de renda e apoiando as iniciativas de economia solidária. Reassume seu compromisso com as políticas públicas, sobretudo combatendo a corrupção e a impunidade, especialmente a corrupção eleitoral através da Lei 9840. Empenha-seno trabalho pela segurança e no combate à criminalidade e à violência, marcando presença também junto aos presídios. A Igreja defende uma sociedade que respeite as diferenças e procura educar seus fiéis para a preservação do meio


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(cf. Mt 5, 13-14)
(cf. DGAE


ambiente, de modo especial a água, sinal de vida e patrimônio da humanidade.

Cada comunidade local é chamada a ter iniciativas de solidariedade que venham ao encontro das necessidades humanas básicas, criando e apoiando comissões, movimentos e organizaçõesnão-governamentais, participando ativa e conscientemente nos Conselhos de Direitos, nos diversos comitês e, sobretudo, acompanhando os trabalhos do Legislativo, do Executivo e do Judiciário, para evitar a corrupção, a impunidade, o prejuízo ao bem comum e tudo que possa atentar contra a vida e a lei natural.

n° 187 e 189).

Frente à realidade do mundo globalizado, surgiram osnovos areópagos, como o mundo das culturas e da urbanização, o mundo da educação e dos meios de comunicação, que exigem da Igreja uma presença realmente missionária e uma eficaz ação evangelizadora, para uma formação cristã, moral e ética, daqueles que são os formadores de opinião e lidam com a vida do nosso povo no dia a dia.

A Igreja, na missão de colaborar na construção de uma sociedade justa e solidária e criar uma consciência ética, moral e cristã, fundamenta o seu conhecimento e a sua prática na Palavra de Deus e na Doutrina Social da Igreja.

A ação evangelizadora da Igreja, nas escolas e nas universidades católicas, requer a atenção para uma autêntica formação da consciência cristã, inspirada no Evangelho, sobretudo no campo da bioética e da justiça social, combatendo assim os que defendem uma sociedade sem Deus.

Os meios de comunicação, especialmente o Rádio, a Televisão e a Internet, instrumentos poderosos para a formação da opinião pública e também a manipulação, mas também para a ação evangelizadora e formação do senso crítico, precisam ser usados mais e melhor, com maior competência e profetismo, para o anúncio do Evangelho e dos valores do Reino de Deus. Torna-senecessário fortalecer e animar a Pastoral da Comunicação em nossas paróquias e na diocese.

O discípulo missionário sempre deve estar atento aos sinais de mudança e de transformação do mundo e da sociedade, para então ser presença do amor de Deus, “ser sal e ser luz” nesta nova realidade.


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IV

AÇÃO PASTORAL DIOCESANA

4.1 PASTORAIS

Pastoral da Liturgia

O Que é?

É a atualização da salvação, desejada pelo Pai, realizada por Jesus Cristo e continuada pela Igreja sob a ação do Espírito Santo. É a ação celebrativa da Igreja que reúne a comunidade,santifica as pessoas e dá graças a Deus Pai através de sinais, palavras, cantos, orações e símbolos.

Objetivo Geral

Promover a dimensão litúrgico-celebrativa, fonte e cume da ação evangelizadora e pastoral da diocese, tendo em vista a participação consciente e ativa dos fiéis, por meio de expressões simbólicas, adaptadas a cultura e à compreensão do povo.

Ações Práticas

-Fortalecer as equipes de liturgia e de celebração em todas as paróquias e comunidades;

-Promover cursos de formação litúrgica para as equipes;

-Fornecer e usar recursos tecnológicos para a criatividade

litúrgica.

Pastoral da Catequese

O Que é?

É a educação permanente da fé que acompanha a pessoa por toda a vida e se integra no seu crescimento global. Visa à comunhão e a participação na comunidade de fé. (Cf. CR 129).

Objetivo Geral

Desenvolver um processo permanente de iniciação e formação na fé, com ênfase nos adultos, à luz da Palavra de Deus,


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proporcionando um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que leve à conversão, ao engajamento na comunidade eclesial e ao compromisso missionário.

Ações Práticas

-Integrar a família e os responsáveis pelos catequizandos na catequese com encontros e visitas;

-Proporcionar aos catequizandos conhecimento das pastorais e movimentos e engajá-los nas suas atividades;

-Continuar o processo de formação de catequistas para todas as etapas, usando um material unificado para toda a diocese;

-Participar dos encontros no Regional e refazê-los em nível diocesano, setorial e paroquial.

Setor da Juventude

O Que é?

É toda organização pastoral e movimento juvenil católico que privilegia e incentiva a formação e acompanhamento de grupos de jovens na base, que discutem a realidade local e mundial à luz do evangelho, tendo como tripé: a formação, a espiritualidade e o lazer. Faz uso da metodologia: VER-JULGAR-AGIR-REVER-CELEBRAR.

Objetivo Geral

Conduzir os jovens a vivenciar a experiência do discipulado a partir do encontro pessoal com Cristo, num processo de formação na fé, a fim de que possam se perceber como pessoa, comunidade e sociedade, sendo agente da sua própria vida.

Ações Práticas

- Conhecer e evangelizar o jovem a partir de um olhar de fé, da Palavra de Deus e do Magistério da Igreja;

- Capacitar jovens para evangelizar outros jovens, conforme as oito linhas de ação da Evangelização da Juventude.

(Doc. 85);

- Promover diversos encontros espirituais e formativos para os jovens.

Pastoral Familiar

O Que é?

É a ação que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada, por meio de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo a evangelização das famílias na convivência interna e com a sociedade.


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Também se destina à formação da pessoa humana independente de sua situação familiar, com o propósito de promover a sua inclusão e resgatar seus valores e sua dignidade.

Objetivo Geral

Evangelizar a família para que, educada no amor, possa ser geradora da vida e da fé, formadora da personalidade, promotora do desenvolvimento e da vivência comunitária.

Ações Práticas

-Colocar quadro luminoso – Outdoor, em pontos estratégicos na cidade, sobre família, com mensagem a ser renovada;

-Realizar celebrações mensais envolvendo a família com temas: semana da vida, dia do nascituro, semana da família;

-Usar dos meios de comunicação social para divulgar a pastoral familiar;

-Incrementar a catequese familiar;

-Acolher e promover a inclusão dos casais de segunda

união.

Pastoral do Dízimo

O Que é?

É a ação organizada que visa formar em nós, cristãos, a consciência de partilha como sinal de gratidão a Deus por tudo que recebemos gratuitamente.

Objetivo Geral

Despertar no cristão a consciência do dízimo, fundamentada no ensinamento bíblico, motivando a cultura da partilha, para que promova a auto-sustentação da comunidade eclesial, nas dimensões religiosa, social e missionária.

Ações Práticas

-Promover assembléias setoriais anuais com orientações diocesanas comuns;

-Acompanhar e orientar as equipes paroquiais;

-Motivar os cristãos a assumirem o dízimo como sinal de partilha com a comunidade, num compromisso de pertença e expressão de fé.

Pastoral Vocacional – (SAV)

O Que é?

É o serviço organizado da Igreja que promove e anima a

dimensão vocacional e ministerial nas comunidades eclesiais.


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É um trabalho pastoral da Igreja que visa despertar os cristãos para a vocação humana, cristã e eclesial, discernir os sinais indicadores do chamado de Deus, cultivar os germes de vocação eacompanhar o processo de ação vocacional consciente e livre (cf. PDV

nº 34)

Objetivo Geral

Sensibilizar as comunidades para a realidade das vocações, através dos serviços de animação vocacional (SAV) promovendo o seguinte itinerário: despertar, acolher, acompanhar, encaminhar e sustentar os vocacionados (as)

Ações Práticas

-Reforçar e articular as equipes vocacionais,motivando-as e capacitando-as através de reuniões, assembléias e encontros de formação;

-Promover a consciência vocacional nas escolas, na catequese , nas pastorais e movimentos, através dos meios de comunicação disponíveis;

-Promover gincanas, teatros, vídeos, vigílias e celebrações vocacionais;

- Realizar um encontro anual diocesano com os

vocacionados;

-Promover a coleta de alimentos para os Seminários e Centro de Formação;

-Oportunizar aos seminaristas uma experiência missionária nas paróquias, através de técnicas e meios próprios capazes de promoverem novas vocações.

Pastoral da Criança

O Que é?

Éum trabalho voluntário das(os) líderes comunitárias (os) capacitadas (os), para acompanhar gestantes e crianças de zero a seis anos, promovendo a vida em abundância e criando uma cultura de paz através de ações básicas de saúde, nutrição, educação e cidadania desenvolvidas na comunidade

Éecumênica e não faz discriminação de cor, raça, religião ou opção política.

Objetivo Geral

Continuar a missão de Jesus de promover a vida e a vida em

abundância.

Ações Práticas

- Apoiar de forma integral as gestantes e incentivar o


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aleitamento materno;

-Orientar as mães para a importância da educação nutricional que previna a obesidade infantil;

-Realizar encontro de setor para líderes;

-Acompanhar o crescimento e o desenvolvimento da criança através do peso, cartão de vacina e dos indicadores;

-Incentivar encontro de formação e espiritualidade para líderes e famílias acompanhadas (Celebração da Vida).

Pastoral da Saúde

O Que é?

É uma ação organizada de solidariedade com as pessoas que têm sua vida e dignidade afligidas pela enfermidade. Baseando- se na fé ela anuncia e testemunha a presença consoladora de Jesus Cristo Salvador na vida e na família do enfermo.

Objetivo Geral

Proporcionar saúde e salvação para que todos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10, 10).

Ações Práticas

-Promover encontros de formação humana e cristã para os agentes da saúde;

-Desenvolver os conhecimentos da farmácia alternativa e/ ou natural e da saúde comunitária e preventiva;

-Visitar os enfermos nos hospitais e nas residências;

-Realizar celebrações especiais com os enfermos.

Pastoral da Pessoa Idosa

O Que é?

É uma Evangelização por meio de líderes capacitados, que une fé e vida realizando a visitação familiar às pessoas idosas promovendo a sua dignidade, seus direitos e sua espiritualidade.

Objetivo Geral

Assegurar a dignidade e a valorização integral das pessoas idosas, realizando a promoção humana e espiritual, respeitando os direitos, num processo de formação continuada junto às famílias e comunidades para que as pessoas idosas sejam protagonistas de sua auto-realização, sem distinção de raça, sexo, credo religioso e opção política.

Ações Práticas

- Realizar as visitas domiciliares às pessoas idosas, por


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líderes capacitados, acompanhando-as com base nos indicadores

próprios, promovendo a mística da fraternidade cristã: fé e vida;

-Realizar nos setores um encontro anual para capacitação de lideres;

-Organizar a equipe diocesana de acordo com as orientações do regimento interno desta pastoral;

-Promover e exigir políticas públicas que favoreçam a dignidade da pessoa idosa.

Pastoral da Comunicação

O Que é?

É toda a ação organizada que usa os meios de comunicação disponíveis para evangelizar, estabelecendo uma comunicação interna e externa da vida pastoral da Igreja.

Objetivo Geral

Evangelizar o Povo de Deus através dos meios de comunicação social, anunciando os valores humanos e cristãos, oferecendo informação objetiva e eficiente para a formação de uma consciência crítica e cristã.

Ações Práticas

-Formar a coordenação diocesana e paroquial da pastoral da comunicação;

-Oferecer cursos de formação para os agentes;

-Assumir com mais empenho o uso dos meios de comunicação na ação evangelizadora;

-Valorizar os amplos recursos da internet e utilizá-los de modo criativo e responsável.

Pastoral Carcerária

O Que é?

É presença de acolhida, amor, paz, verdade e perdão de Jesus Cristo junto aos encarcerados, para ajudá-los na recuperação do verdadeiro valor e sentido da vida.

Objetivo Geral

Evangelizar os encarcerados renovando neles o espírito cristão através da palavra de fé, perdão, conforto, esperança e amor à vida, visando libertação e sua reintegração na sociedade.

Ações Práticas

-Visitar os encarcerados;

-Realizar contatos com seus familiares;


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-Estabelecer parcerias com entidades públicas;

-Formar uma equipe com lideranças das comunidades e oferecer assistência espiritual, jurídica, social e psicológica ligada a Igreja Católica para acompanhamento dos encarcerados;

-Participar do conselho comunitário de segurança.

Pastoral Indígena

O Que é?

É a ação evangelizadora da Igreja junto aos povos indígenas, respeitando as etapas pedagógicas da conversão e iniciação cristã, e aproveitando os valores da própria cultura indígena na elaboração da mensagem cristã.

Objetivo Geral

Promover uma evangelização intercultural junto aos povos indígenas e apoiar o processo de autonomia nos seus aspectos étnicos e culturais.

Ações Práticas

-Proporcionar uma formação adequada e permanente dos missionários que atuam junto aos povos indígenas;

-Promover o diálogo inter-religioso e intercultural, respeitando as características étnicas de cada grupo indígena;

-Apoiar as entidades públicas nos serviços de saúde e

educação;

-Celebrar as datas especiais, como o dia do Índio e o mês missionário.

Pastoral do Menor

O Que é?

É uma resposta da Igreja no Brasil à situação da criança e do adolescente empobrecidos e em situação de risco pessoal e social.

Objetivo Geral

Garantir às crianças e adolescentes os direitos conquistados na lei 8069/90, Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Ações Práticas

-Formar agentes à luz da Palavra de Deus e a partir do ECA;

-Implantar e organizar a Pastoral do Menor na diocese;

-Denunciar toda a forma de negligência ou violação dos direitos do menor;

-Estabelecer parcerias com entidades afins.


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Pastoral da Educação

O Que é?

É a presença evangelizadora da Igreja no mundo da educação, que através de reuniões, encontros e ações comunitárias, organiza grupos de educadores e de alunos, garantindo uma formação mais integral e libertadora da pessoa humana.

Objetivo Geral

Evangelizar educadores e alunos, à luz da Palavra de Deus e da doutrina da Igreja, para despertar nas pessoas a consciência crítica e libertadora do exercício da cidadania.

Ações Práticas

-Organizar e implantar a pastoral na diocese;

-Promover encontros com grupos de educadores para reflexão, partilha e ação cristã;

-Ser presença através da educação religiosa nas escolas;

-Ser presença evangelizadora nas universidades.

Pastoral Presbiteral

O Que é?

É uma ação conjunta e planejada da igreja particular, sobretudo a partir do bispo e do conselho presbiteral, em favor do presbítero, sua pessoa, vida e missão. Deve ser um espaço de integração e intercâmbio, que leve o presbítero a cultivar a alegria e o prazer de ser padre superando obstáculos e dificuldades (CNP, 2002).

Objetivo Geral

Motivar a convivência solidária e fraterna entre os presbíteros, favorecendo de maneira planejada e articulada ações que concorrem para o seu crescimento na comunidade presbiteral e na missão de serviço ao Evangelho e à Igreja.

Ações Práticas

-Proporcionar a formação permanente através de cursos de revitalização teológica, pastoral, espiritual e humana;

-Promover reuniões para planejamento, avaliação pastoral, partilha de vida e momentos de lazer nas paróquias;

-Incentivar visitas entre os presbíteros;

-Participar de encontros a nível regional e nacional;

-Organizar e realizar o retiro anual.


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Pastoral da Sobriedade

O Que é?

É uma ação concreta da Igreja na prevenção, intervenção e na recuperação de pessoas portadoras de dependência química, bem como na reinserção familiar e social, e na atuação política, visando o resgate da cidadania.

Objetivo Geral

Recuperar a pessoa da dependência química através de sua reinserção na família, na Igreja e na sociedade, despertando o verdadeiro sentido da existência humana, a fim de que viva com dignidade a condição de filho de Deus.

Ações Práticas

-Organizar encontros de formação para os agentes;

-Integrar todas as pastorais no trabalho de prevenção;

-Realizar encontros semanais no grupo de auto-ajudaseguindo os 12 passos da pastoral;

-Orientar e favorecer o encaminhamento para as comunidades terapêuticas;

-Firmar parcerias com entidades e organismos sociais;

-Promover políticas de prevenção nas escolas, nas ruas e nos ambientes de trabalho.

Pastoral da Aids

O Que é?

É um serviço da Igreja que atua especificamente no campo das DST/HIV/AIDS. Faz um trabalho de prevenção, acolhida, conscientização dos valores evangélicos, sendo presença misericordiosa de Jesus Cristo na defesa da vida e dos direitos das pessoas infectadas.

Objetivo Geral

Conscientizar as pessoas dos valores cristãos, assumindo a tarefa de romper os preconceitos e possibilitar a vida digna aos portadores da HIV/AIDS.

Ações Práticas

-Implantação da Pastoral DST/HIV/AIDS em todas as

paróquias;

-Acolher, animar e reavivar a fé das pessoas portadoras, promovendo sua auto-estima;

-Articular e estabelecer parcerias com os serviços de saúde e sociedade civil;

-Capacitar agentes para assistência aos soropositivo-HIV;


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- Conscientizar a sociedade da gravidade da doença e da necessidade de prevenção.

Obra da Infância Missionária

O Que é?

É uma obra missionária da Igreja, que se propõe a anunciar às crianças e aos adolescentes cristãos de todo o mundo a obra redentora de Jesus, educando-as gradualmente na dimensão missionária universal, para que as mesmas desejem partilhar a sua fé, seus dons e seus bens materiais com outras crianças.

Objetivo Geral

Despertar nas crianças a consciência missionária universal eguiá-las a uma comunhão espiritual e material com as demais

crianças.

Ações Práticas

-Aprofundar o compromisso missionário decorrente do batismo favorecendo as vocações missionárias;

-Continuar a implantação da obra da infância missionária nas paróquias da diocese;

-Promover encontros de formação para assessores e coordenadores;

-Colaborar com os pais, educadores e catequistas no despertar da fé missionária universal nas crianças;

-Ensinar as crianças a se relacionarem com Deus na oração e no serviço ao próximo, na diversidade de dons e culturas.

4.2 MOVIMENTOS

Renovação Carismática Católica

O Que é?

É um movimento mundial que visa reviver o clima ardente da experiência de Pentecostes procurando reanimar na Igreja de hoje as origens carismáticas.

Objetivo Geral

Fazer acontecer hoje, nos cristãos, aquela bênção transformadora que ocorreu com os apóstolos e discípulos de Jesus no dia de Pentecostes, valorizando os carismas através dos grupos de oração.

Ações Práticas

- Estruturar os grupos de oração em todas as cidades da

diocese;


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-Realizar eventos que venham proporcionar um maior crescimento espiritual;

-Oferecer uma formação sólida na doutrina e vivência dentro da Igreja Católica.

Apostolado da Oração

O Que é?

Uma associação de fiéis, que por meio do oferecimento diário de si mesmos, se juntam ao sacrifício Eucarístico e deste modo, pela união vital com Cristo, colaboram na salvação do mundo.

Objetivo Geral

Promover a devoção (culto) ao Sagrado Coração de Jesus, incentivar o amor à Eucaristia e levar os associados a serem apóstolos e missionários, principalmente pela oração.

Ações Práticas

-Fazer oferecimento diário de si mesmo e de suas ações e rezar pelas intenções mensais do Papa;

-Participar da missa e fazer comunhão reparadora na 1ªsexta-feira do mês;

-Promover adoração a Jesus Eucarístico;

-Visitar os doentes e pobres;

-Promover anualmente a Concentração Diocesana do Apostolado da Oração.

Lareira

O Que é?

É um movimento para casais que busca fortalecer e ajudar as famílias na espiritualidade conjugal e vivência comunitária, inserindo-os nas pastorais.

Objetivo Geral

Incentivar o casal a tomar consciência de sua ação e vivência em família e também sua missão na Igreja através dos trabalhos nas pastorais.

Ações Práticas

-Engajar os casais nas pastorais;

-Celebrar uma missa mensal com todos os casais

lareiristas;

-Reunir mensalmente os grupos de vivência para o fortalecimento dos casais no movimento, nos trabalhos pastorais e também no estudo bíblico;

-Realizar encontros e palestras para reavivar a


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espiritualidade.

- Realizar três lareiras por ano.

CEBs

O Que é?

São pequenas comunidades, constituídas por pessoas que moram próximas, partilham a mesma fé, esperança, caridade e se reúnem freqüentemente para refletir a realidade à luz da Palavra de Deus, promovendo a dignidade da vida, superando as dificuldades cotidianas da família, da comunidade e da sociedade.

Objetivo Geral

Promover o encontro das pessoas, para que à luz da Palavra de Deus se tornem discípulas missionárias de Jesus Cristo, transformando a realidade para que todos tenham vida em abundância.

Ações Práticas

-Promover o diálogo ecumênico, a participação nos movimentos populares em defesa da vida: Políticas Públicas, Sociais e Ecológicas;

-Promover em cada setor da diocese um encontro anual de formação e retiro para os coordenadores das comunidades e dos grupos de reflexão;

-Participação nos encontros das CEBs do Regional, do Nacional e nos Intereclesiais.

4.3 OUTRAS EXPERIÊNCIAS DE EVANGELIZAÇÃO

Dentro da realidade da nossa diocese, reconhecemos o surgimento de algumas experiências de evangelização:

-Encontro de Casais com Cristo (ECC), em Lucas do Rio Verde, Tapurah e São José Rio Claro;

-Legião de Maria, em Tapurah;

-Vicentinos, em São José do Rio Claro;

-Acampamentos, em Tangará da Serra;

-Jornada Jovem (JJ), em Lucas do Rio Verde;

-Segue-me, em Lucas do Rio Verde e Tapurah;

-Missão Dehoniana Juvenil (MDJ), em Tapurah e São José do Rio Claro;

-Movimento Sacerdotal Mariano, em Nova Mutum, Arenápolis e São José do Rio Claro.


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V

ORGANIZAÇÃO PASTORAL DIOCESANA

5.1.DIOCESE

Éuma parte do Povo de Deus composta por um determinado número de paróquias, organizada em setores, numa determinada área geográfica, que expressa a imagem da Igreja una, santa, católica e apostólica de Jesus Cristo, também chamada Igreja particular.

Éa integração das paróquias entre si e o primeiro espaço da comunhão, da missão e da participação nas Diretrizes de Ação Evangelizadora no Regional, Nacional e Universal.

Éa garantia da formação dos agentes de pastoral, a orientação para a celebração dos sacramentos e a dinamização da ação evangelizadora.

Compete ao Bispo diocesano governar a Igreja particular, com poder legislativo, executivo e judiciário, de acordo com o direito.

(CDC cân. 391)

O Bispo é o primeiro responsável pela vida pastoral e pela ação evangelizadora na diocese. Ele é sinal de unidade e de comunhão com o clero e o Povo de Deus das paróquias.

A Diocese, em todas as suas comunidades e estruturas, é chamada a ser “comunidade missionária”. (cf. DA, n° 168).

5.1.1. CÚRIA DIOCESANA

É o conjunto dos organismos e das pessoas que auxiliam o bispo no governo da diocese, principalmente na direção da ação pastoral, no cuidado da administração e no exercício do poder judiciário. (cf. CDC cân 469).


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5.1.2. CONSELHO PRESBITERAL

É um grupo de sacerdotes, representativo do clero diocesano, que têm a função de ajudar o bispo, no governo da diocese e na promoção dos trabalhos pastorais.

O conselho presbiteral deve agir sempre com a presença do bispo, que é seu presidente, tendo somente voto consultivo. (cf. CDC,

cân. 500)

As funções deste conselho são: dar parecer sobre questões que envolvem o governo da diocese; fazer a ligação entre o bispo e os presbíteros; ser ouvido para a ereção ou supressão de paróquia.

Os membros natos deste conselho são: o vigário geral, o coordenador diocesano de pastoral, o reitor do seminário maior e o pároco da catedral. Alguns dos membros são eleitos, tais como os coordenadores dos setores. Os outros membros são nomeados pelo bispo.

5.1.3. COLÉGIO DE CONSULTORES

É um grupo de sacerdotes (6 a 9), que são nomeados pelo bispo diocesano, dentre os membros do conselho presbiteral, para exercerem funções determinadas pelo direito. Em caso da Sé vacante, o conselho elege o administrador diocesano.

O colégio de consultores dará seu consentimento para o bispo realizar atos administrativos extraordinários, efetuar alienações superiores à quantia determinada pela Conferência Episcopal, destituir o chanceler e os notários da cúria, conceder cartas dimissórias, nomear ou destituir o ecônomo da diocese antes do prazo determinado.

O colégio de consultores deverá deliberar somente com a maioria absoluta dos membros presentes e terá um mandato de cinco anos.

5.1.4.ASSEMBLÉIA DIOCESANA DE PASTORAL

Éa instância máxima e soberana para propor e aprovar planejamentos, tomar decisões, fazer opções pastorais para a ação evangelizadora na diocese.

A assembléia diocesana de pastoral é o organismo próprio para a avaliação conjunta da caminhada pastoral da diocese. É o momento de partilhar as experiências de evangelização realizadas


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nas paróquias. É o lugar privilegiado para planejar e fazer as opções prioritárias na pastoral de conjunto.

Participam da assembléia diocesana de pastoral: o bispo diocesano, os padres, um religioso (a) por paróquia, assessores e coordenadores diocesanos das pastorais e dos movimentos, representante dos ministros e dos conselhos paroquiais de pastoral, e outros convidados.

5.1.5. COORDENAÇÃO DIOCESANA DE PASTORAL

É uma equipe composta de três pessoas, escolhidas e nomeadas pelo bispo, com a aprovação do clero diocesano.

A coordenação diocesana de pastoral tem como função: ajudar na reflexão, no planejamento, no acompanhamento e na avaliação da pastoral na diocese; representar a diocese junto ao regional; ajudar na assessoria de encontros e cursos de formação; ser o elo entre as paróquias, setores e coordenações diocesanas de cada pastoral.

5.1.6. CONSELHO DIOCESANO DE PASTORAL

Éum organismo de serviço eclesial, na animação da vida e do ministério pastoral, para promover a comunhão e a participação com todo o Povo de Deus.

Éum espaço representativo, deliberativo e articulador de toda pastoral na diocese.

O conselho diocesano de pastoral tem como função: coordenar a elaboração do plano diocesano de pastoral e acompanhar a execução do mesmo; planejar, acompanhar e avaliar as atividades pastorais na diocese; integrar todas as pastorais numa pastoral de conjunto; convocar e organizar a assembléia diocesana de pastoral.

Compete ao bispo convocar e presidir o conselho diocesano de pastoral, que tem somente voto consultivo e publicar o que nele foi tratado.

Os membros que compõem este conselho: o bispo, a coordenação diocesana de pastoral, um membro de cada conselho paroquial de pastoral, os coordenadores do setor, assessores e coordenadores de cada pastoral e movimento, coordenador do núcleo da CRB, o representante dos presbíteros.


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5.1.7. CONSELHO ECONÔMICO DIOCESANO

É um órgão de assessoria e de execução, na questão da administração dos bens móveis e imóveis e das finanças da diocese.

O conselho tem como função: cuidar e administrar os bens da diocese; zelar por todo o seu patrimônio; prever e aprovar o orçamento e o balanço financeiro anual; zelar pelo balancete de todas as paróquias; assessorar as paróquias quanto ao registro e as escrituras dos bens imóveis; avaliar e aprovar plantas de construção ou de reformas na diocese e nas paróquias; propor ao bispo a aquisição, a permuta ou a venda de bens.

São membros deste conselho: o bispo, o vigário geral, o administrador diocesano, o coordenador diocesano de pastoral, profissionais indicados pelo bispo. O mandato é de cinco anos.

5.1.8. MINISTÉRIO DO BISPO

Os Bispos, que por divina instituição sucedem aos apóstolos, são constituídos pelo Espírito Santo que lhes foi conferido, pastores da Igreja, a fim de serem também eles mestres da doutrina, sacerdotes do culto sagrado e ministros do governo.(cf. CDC, cân. 375).

Compete ao bispo diocesano, na diocese que lhe é confiada, todo o poder ordinário, próprio e imediato, que se requer para o exercício de múnus pastoral, com exceção das causas que forem reservadas pelo direito ou por decreto do Sumo Pontífice, à suprema ou outra autoridade eclesiástica. (cf. CDC, cân. 381).

A visita pastoral é para o bispo um meio eficaz para realizar concretamente o seu ministério de bom pastor, indo ao encontro das pessoas do seu rebanho, nas comunidades rurais, nos assentamentos, nas aldeias indígenas, nos bairros e nas cidades.

Na Paróquia, o bispo privilegie o encontro com as pessoas, a começar pelo pároco, demais sacerdotes, religiosos/as e lideranças. Convém que o bispo olhe e vistorie os livros paroquiais, conheça, acompanhe os projetos administrativos e as construções. Também é importante a presença do Bispo nos meios de comunicação, nas instituições civis, religiosas, assistenciais e de caridade.

As celebrações dos sacramentos e a pregação da Palavra de Deus se tornam um momento forte para exercer a favor do seu povo o ministério da Palavra, da Santificação e da Guia Pastoral.


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Diante das angústias e preocupações, das alegrias e expectativas do povo, poderá dirigir-lhe um convite à esperança na fidelidade a Jesus Cristo.

Toda visita pastoral bem realizada, torna-se um sinal da presença do Senhor que visita o seu povo na paz.

5.1.9. SETOR DIOCESANO DE PASTORAL

O Setor Pastoral é um conjunto de Paróquias, de uma região mais próxima, que organizam, planejam e realizam conjuntamente suas atividades pastorais. Tem um coordenador e um conselho setorial, que procura coordenar e animar os trabalhos pastorais, promover reuniões e encontros de formação com as lideranças, trocam serviços e experiências pastorais, em vista de uma melhor e maior integração, comunhão e participação das pessoas na evangelização.

A Diocese está organizada em quatro setores: Setor 1 = Alto Paraguai, Diamantino e São José do Rio Claro. Setor 2 = Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Tapurah.

Setor 3 = Arenápolis, Denise, Nortelândia e Santo Afonso. Setor 4 = Campo Novo do Parecis, Sapezal e Tangará da Serra.

5.2. PARÓQUIA

É uma determinada área geográfica, localizada numa diocese, constituída por várias comunidades de fiéis que formam o Povo de Deus, sob a orientação do pároco que é nomeado pelo bispo diocesano.

O pároco é o pastor próprio da paróquia, que tem a responsabilidade pastoral de ensinar, santificar e coordenar a evangelização, juntamente com os outros padres, religiosos (as) e as lideranças leigas.

A paróquia é organizada e exerce sua missão evangelizadora através do conselho de pastoral paroquial, do conselho administrativo econômico paroquial, juntamente com todas as coordenações das pastorais e dos movimentos pertencentes a ela.

A paróquia deve ser uma “comunidade de comunidades”, uma verdadeira “comunidade missionária”, onde vivem e são formados os “discípulos missionários de Jesus Cristo”. É o “espaço da iniciação cristã, da educação e da celebração da fé”. (cf. DA nº 170)


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É preciso renovar a estrutura da paróquia, organizando-aem Setores, Núcleos e Grupos de Famílias, para descentralizar a ação evangelizadora, aproximando mais os fiéis católicos etornando-os mais participativos, verdadeiros discípulos missionários.

A assembléia paroquial de pastoral é a instância máxima para planejar, definir e assumir as opções pastorais e também para avaliar a ação evangelizadora e propor mudanças e melhorias no processo de evangelização.

5.2.1. CONSELHO DE PASTORAL PAROQUIAL (CPP)

É formado por um grupo de pessoas, representantes das pastorais e dos movimentos, que sob a coordenação do pároco tem a função de organizar, animar e promover a pastoral de conjunto na paróquia. Este conselho deverá ser fermento na massa, sinal de comunhão e participação das pastorais e dos movimentos na evangelização.

São membros deste conselho: o pároco, o presidente do CAEP, os coordenadores das pastorais e dos movimentos, representante dos religiosos. O compromisso dos membros é de no mínimo por dois anos.

5.2.2 CONSELHO ADMINISTRATIVO ECONÔMICO

PAROQUIAL (CAEP)

É um grupo de pessoas, representativo da comunidade paroquial, que ajuda o pároco na administração material, pastoral e na sustentação financeira da paróquia.

Este conselho tem como função: zelar pelos bens móveis e imóveis da paróquia; realizar promoções para sustentação financeira e promover melhorias; ajudar na conscientização do dízimo; zelar pelos funcionários e agentes de pastoral; prestar contas e zelar pela contabilidade mensal e anual. O mandato dura dois anos.

5.2.3. CONSELHO DE PASTORAL COMUNITÁRIO (CPC)

É um grupo de pessoas, formado por representantes das pastorais e dos movimentos da comunidade, que tem a função de coordenar e animar a vida cristã da comunidade. O mandato dura dois anos.


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5.2.4. COMUNIDADE CRISTÃ

É formada pelos fiéis cristãos que moram mais próximos, que celebram juntos a sua fé, organizam sua vida comunitária e buscam uma vivência mais cristã, fraterna e solidária.

5.2.5. OS MINISTÉRIOS

Ministério é um “dom do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo, que torna seu portador apto a desempenhar determinadas atividades, serviços e ministérios em ordem à salvação”.

É considerado ministério “o carisma que, na comunidade e em vista da missão na Igreja e no mundo, assume a forma de serviço bem determinado, envolvendo um conjunto mais ou menos amplo de funções, que responda a exigências permanentes da comunidade e da missão, seja assumido com estabilidade, comporte verdadeira responsabilidade e seja acolhido e reconhecido pela comunidade eclesial”.

Ministérios existentes na Igreja:

Ministérios reconhecidos – são serviços e/ou funções assumidas na comunidade eclesial, mas sem nenhuma formalidade canônica ou litúrgica.

Ministérios confiados – são conferidos para as pessoas por algum gesto litúrgico ou alguma forma canônica. São os ministérios da sagrada comunhão, do batismo, do casamento.

Ministérios instituídos – são funções conferidas pela Igreja através de um rito litúrgico chamado “instituição”. São os ministérios do Leitorato e do Acolitato.

Ministérios ordenados – são as funções conferidas através do sacramento da Ordem. São os ministérios do Diaconato, do Presbiterato e do Episcopado, cujo carisma específico é o da coordenação e da animação. (cf. Doc. 62, CNBB, n° 84 a 88).

Na Diocese temos os Ministérios da Palavra, da Comunhão Eucarística e da Esperança, que são conferidos pelo Bispo, válidos por dois anos, com possibilidade de renovação por mais tempo.


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5.2.6. GRUPOS CRISTÃOS DE BASE

São pessoas e/ou famílias que se reúnem em pequenos grupos, para estudar e refletirem a Palavra de Deus e os ensinamentos da Igreja, buscando respostas para suas dúvidas e problemas. Estes grupos rezam, celebram, refletem e partilham sua fé e vivência cristã, para serem verdadeiros “discípulos missionários” na comunidade.


5.2.7. FAMÍLIA

É uma comunidade de amor, vida e fé, constituída por Deus, para ser a verdadeira “Igreja doméstica”. É dom de Deus e o bem mais precioso da humanidade. É escola do amor, da fé e dos valores humanos e cristãos. É o lugar privilegiado para a experiência com Deus e para a evangelização. É o fundamento da Igreja e da sociedade. É o santuário da vida e o futuro da humanidade.


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VI

METODOLOGIA DE AÇÃO

A Assembléia Diocesana de Pastoral, em novembro de 2008, aprovou a elaboração do Novo Plano de Pastoral, para os anos 2009 a 2012.

A proposta deste Plano será o desafio, e ao mesmo tempo, a grande esperança, de chegar ao ano de 2012, com a realização e a celebração das Santas Missões Populares em toda a Diocese.

As Santas Missões Populares, em nossa Diocese, terá como tema: VINDE TODOS EVANGELIZAR!

VINDE, é o convite que Jesus faz aos dois discípulos de João, que queriam conhecê-lo e saber onde morava (cf. Jo. 1, 38-39).O mesmo convite é feito para todo o Povo de Deus da Diocese: vinde participar das missões!

TODOS, é o próprio Jesus quem convida a todos nós para irmos ao seu encontro: “Vinde a mim, vós todos...”(cf. Mt. 11, 28).

EVANGELIZAR, a exemplo dos doze apóstolos, nós também somos chamados e enviados por Jesus, o grande missionário do Pai, para evangelizar: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações.”(cf. Mt. 28, 19-20; Mc.16,15).

Vinde todos evangelizar é, portanto, o grande apelo de Deus e da nossa Igreja diocesana, feito para todos e a cada um de nós, que somos os batizados, para nos unirmos neste grande mutirão evangelizador, e assim participarmos ativamente e alegremente das santas missões populares, sendo verdadeiros “discípulos missionários” na vida e na comunidade.

As Santas Missões Populares, em nossa Diocese, terá como lema: ALEGRIA DE SER DISCÍPULO MISSIONÁRIO!

O Apóstolo Paulo, em suas cartas, muitas vezes nos fala da


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alegria que devemos sentir e viver em nossa fé e vivência cristã. (cf. Fil. 4,4; 1Ts. 5,16).

Em sintonia e comunhão com a Igreja e o Projeto Nacional de Evangelização, O Brasil na Missão Continental, adotamos também o mesmo lema para as Santas Missões Populares em nossa Diocese.

Inspirados e provocados pelas orientações do Documento de Aparecida, queremos todos com muita alegria, assumir a nossa missão de “sermos discípulos missionários” na vida, na família e na comunidade.

Nossa metodologia de ação seguirá a proposta do Documento de Aparecida, tendo o anúncio do querigma, como o fio condutor de todo o processo de formação do discípulo missionário e da própria missão, seguindo estes quatro passos: CONHECER -

ENCONTRAR - CONVERTER - REALIZAR.

A N O 2 0 0 9

C O N H E C E R

Objetivo:

Motivar em cada batizado o processo de conhecimento da

Pessoa e do Projeto de Jesus Cristo.

Meta: - Conhecer a Pessoa de Jesus Cristo.

Iluminação:

? Valorizar o material do Ano Paulino e do Ano Catequético.

Vivência: - O Discipulado.

•Realizar cursos bíblicos, encontros e retiros;

•Praticar a Leitura Orante da Bíblia;

•Revitalizar a oração em família;

•Organizar os conselhos Missionários: COMIDI e COMIPA;

•Preparar e celebrar bem os sacramentos da iniciação cristã: batismo, eucaristia e crisma.


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A N O 2 0 1 0

E N C O N T R A R

Objetivo:

Proporcionar a alegre experiência do discipulado no encontro pessoal e comunitário com Cristo.

Meta: - Encontro pessoal e comunitário com Cristo.

Iluminação: (Lc. 24, 13-35)

A experiência que os discípulos de Emaús tiveram com Jesus Cristo, caminhando e conversando com Ele, e no convite “fica conosco Senhor..., no abençoar, partir e servir o pão, eles o reconheceram..., depois o testemunharam para os outros..,” foi para eles o real e verdadeiro encontro com Jesus Cristo.

Vivência: - Comunhão – expressão da vivência comunitária da fé.

•Fazer visitas, orações e adoração diante do Santíssimo Sacramento;

•Praticar a Leitura Orante da Bíblia;

•Revitalizar a oração nos grupos de famílias;

•Retomar e assumir os Cinco Mandamentos da Igreja;

•Visitar e ir ao encontro das pessoas, famílias e comunidades;

•Realizar com alegria e gratuidade os serviços comunitários;

•Valorizar e dar uma dimensão mais missionária à religiosidade popular;

•Preparar e celebrar bem os sacramentos do serviço: o matrimônio e a ordem.

A N O 2 0 1 1(Pré-missão)

C O N V E R T E R

Objetivo:

Incentivar nas comunidades e em cada batizado, o

processo de conversão pessoal e pastoral.

Meta: - Compromisso à Missionariedade.

(Iluminação): ( Mc. 16, 14-18; 1Cor. 9, 16)


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A missão que Jesus Cristo viveu e ensinou, Ele também a deixou para seus os discípulos e para a sua Igreja: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc.16,15). Portanto a missão de evangelizar é para todos nós, que fomos batizados. São Paulo também nos alerta dizendo: “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho” (1Cor. 9,16).

Vivência: - Conversão Pessoal e Pastoral.

•Retomar e assumir os Dez Mandamentos;

•Praticar a Leitura Orante da Bíblia;

•Investir recursos humanos e financeiros na formação dos discípulos-missionários;

•Ir ao encontro, para acolher e integrar na comunidade, os

afastados e não praticantes;

• Reorganizar a vida paroquial na dimensão

a d m i n i s t r a t i v a , a n i m a ç ã o p a s t o r a l e a ç ã o

evangelizadora;

•Fortalecer e respeitar as decisões do Conselho Administrativo e de Pastoral;

•Celebrar e vivenciar os sacramentos da cura: a penitência e a unção dos enfermos.

A N O 2 0 1 2

REALIZAR E CELEBRAR

AS SANTAS MISSÕES POPULARES

A Igreja tem a grande missão de Evangelizar. O Documento de Aparecida nos diz que a Diocese, a Paróquia e todos os batizados, devem ser mais missionários na ação evangelizadora, precisam ser verdadeiros “discípulos missionários”.

Sentindo este apelo e respondendo aos anseios do Povo de Deus da Diocese, a Assembléia Diocesana de Pastoral aprovou, em seu Novo Plano de Pastoral, a realização das Santas Missões Populares.

As Santas Missões Populares é um tempo forte e especial de evangelização, é tempo de graça e de salvação, tempo de reavivar a vivência comunitária da fé e o compromisso com a missão da Igreja.


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Santas, porque é a mesma missão de Jesus, o Cristo, o Santo, o Ungido de Deus. “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu e enviou-me para anunciar a Boa Nova aos pobres...” (Lc. 4,18-19).

Missões, porque é tempo de ser enviado, de sair, de caminhar, de ir ao encontro daqueles que estão afastados da comunidade. É tempo de anunciar e testemunhar a pessoa, a vida e a missão de Jesus Cristo. É tempo de viver uma experiência profunda de Deus e da vida em comunhão. (cf.Mc. 1,39; Lc. 8,1).

Populares, porque elas acontecem no meio do povo, com o povo e a partir dos anseios e clamores do povo, que luta por mais vida e dignidade. Porque todos são convidados à conversão de vida e à participação da construção de um mundo mais justo, fraterno e solidário. (cf. Lc. 10, 1-12).

Portanto, o Ano de 2012 na Diocese, será o ano da graça e da bênção, com a realização e celebração das Santas Missões Populares em todas as Paróquias.


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VII

AVALIAÇÃO

Um bom planejamento é fundamental para obtenção do sucesso na realização de uma atividade ou de um projeto de ação. Exige estabelecer os objetivos, as metas, as prioridades e uma metodologia de ação. O método Ver-Julgar-Agir-Rever-Celebrar,continua sendo muito importante e eficaz em nossa programação pastoral e ação evangelizadora.

“Avaliação é um propósito para redimensionar um trabalho traçado, discutido e ordenado num plano de ação, norteando o caminho em busca do objetivo proposto”.

A avaliação serve para detectar as falhas cometidas no processo de planejamento e de execução de um plano de ação, e também para corrigir, melhorar e apontar novas maneiras de realizar a ação.

A Assembléia Diocesana de Pastoral é o grande momento para avaliar o caminho percorrido, reconhecendo as falhas cometidas no processo de evangelização, e também para assumir novas propostas e novos desafios, neste processo de “ser uma Igreja em estado permanente de missão”.


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VIII

ENDEREÇOS

Cúria Diocesana

Rua das Camélias 75 – Jardim Eldorado - Cx. P. 02 78400-000 – Diamantino MT

Fone/Fax: (65) 3336-1213Bispado: Fone (65) 3336-1055E-mail: diocesedtno@uol.com.br diocesedtno@brturbo.com.br

Centro de Pastoral

Endereço: Av. Conceição s/n – Cx. P. 9178400–000 – Fone: (65) 3336-1085

PARÓQUIAS

Alto Paraguai

Paróquia São José – Criação: 12/09/1953 Área: 2.053 Km². - População: 8.144 habitantes Endereço: Rua Joaquim Murtinho s/n - Centro78410-000 – Fone (65) 3396-1131

E-mail – paroquiaaparaguai@uol.com.br

Comunidades: urbanas 4: rurais 4; pontos de celebração 8

Arenápolis

Paróquia São Sebastião – Criação: 03/12/1957. Área: 419 Km². - População: 9.908 habitantes. Endereço: Praça Sete de Setembro, 232 - Cx. P. 1578420-000 – Fone (65) 3343-1281

E-mail – paroquiass@vsp.com.br Comunidades: urbanas 5; rurais 3.


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Campo Novo do Parecis

Paróquia São Cristóvão – Criação 02/07/1989. Área: 9.630 km² - População: 25.000 habitantes Endereço: Av. Brasil, 955 - Cx P. 89 – Centro.78360-000 – Fone (65) 3382-1269

E-mail – paroquiacnp@brturbo.com.br

Comunidades: urbanas 5; rurais 2; pontos de celebração 20 Aldeias indígenas 4.

Denise

Paróquia Sagrado Coração de Jesus

Criação: 30/01/1977.

Área:1.211,55 km² – População: 10.200 Habitantes Endereço: Praça Brasília 161- Cx. P. 45 - Centro 78380-000 – Fone (65) 3342-1213

E-mail – paroquiadse@uol.com.br

Comunidades: urbanas 2; rurais 6; pontos de celebração 10

Diamantino

Paróquia Imaculada Conceição

Criação: 09/08/1811.

Área: 10.890 km² – População: 22.000 habitantes. Endereço: Av. Des. J.P.F. Mendes 630 - Cx.P. 241 78400-000 – Fone: (65) 3336-1171

E-mail – paroquiadtno@uol.com.br

Comunidades: urbanas 8; rurais 12; pontos celebração 11 Uma aldeia indígena com 180 habitantes.

Lucas do Rio Verde

Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima

Criação: 18/04/1983.

Área: 6.000 Km² . População: 42.000 habitantes. Endereço: Rua Guarapuava, 189 E – Cx.P. 41 – Bairro Pioneiro

78455-000 – Fone (65) 3336-1311E-mail – pnsrf@terra.com.br

Comunidades: urbanas 5; rurais 14; pontos celebração 4

Nortelândia

Paróquia Sant'Ana – Criação: 25/01/1962. Área: 1.351 Km² – População: 6.652 habitantes Endereço: Rua Valentim Peron, 202 - Cx. P. 03


54



78430-000 – Fone: (65) 3346-1216E-mail – paroquiasantana@vsp.com.br

Comunidades: urbanas 5; rurais 4; pontos de celebração 2

Nova Mutum

Paróquia Sagrada Família – Criação: 03/05/1984 Área: 12.921,53 km² – População: 31.950 habitantes Endereço: Av Mutum, 1382 N – Cx.P. 123

78450-000 – Fone: (65) 3308-1123 Município abrangente: Santa Rita do Trivelato. E-mail – paroquiamutum@uol.com.br

Comunidades: urbanas 4; rurais 13; pontos de celebração 19.

Santo Afonso

Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens

Criação: 06/04/1980.

Área: 3.030 km² – População: 5.170 habitantes Endereço: Praça da Bíblia s/n

78425-000 – Fone: (65) 3312-1283

E-mail – paroquiansmdoshomens@hotmail.com.br Município abrangente: Nova Marilândia.

Comunidades: urbanas 2; rurais 6; pontos de celebração 5.

São José do Rio Claro

Paróquia São José – Criação: 04/03/1975 Área: 16.527 km² – População: 22.875 habitantes Endereço: Av. Brasil, 1.437 - Cx. P. 91

78435-000 – Fone (66) 3386-1127Município abrangente: Nova Maringá.E-mail – paroquia_sao.jose@hotmail.com

Comunidades: urbanas 5; rurais 12; pontos de celebração 6

Sapezal

Paróquia Nossa Senhora de Fátima

Criação: 07/03/1999.

Área: 10.000 km² – População: 14.254 habitantes Endereço: Rua do Barbado, 960 - Cx. P. 115 78365-000 – Fone: (65) 3383-1641

E-mail – paroquiasapezal@onlinet.com.br Comunidades: urbanas 3; pontos de celebração 25 Aldeias indígenas 11.


55



Tangará da Serra

Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Criação: 09/03/1968

Área: 8.217 km² – População: 82.000 habitantes. Endereço: Rua Júlio M. Benevides, 390 S – Sala 23 - Cx. P. 121

78300-000 – Fone: (65) 3326-1607E-mail – freitangara@terra.com.br

Comunidades: urbanas 19; rurais 38; pontos celebração 3

Tapurah

Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Criação: 10/03/1989.

Área: 10.690 km² – População: 20.000 Habitantes Endereço: Av. Paraná, 1690 Cx. P. 21

78555-000 – Fone: (66) 3547-1279

Municípios abrangentes: Itanhangá e Ipiranga do Norte. E-mail – paroquiatapurah@yahoo.com.br

Comunidades: urbanas 4; rurais 10; pontos de celebração 9

SEMINÁRIOS

Diamantino

Seminário Jesus Bom Pastor Endereço: Av. Conceição s/n – Cx. P. 9178400-000 – Fone: (65) 3336-1085E-mail – seminário.menor@uol.com.br

Várzea Grande

Seminário Rainha dos Apóstolos

Endereço: Rua Antônio Sotero de Almeida, 536 – Cristo Rei 78115-330 – Fone: (65) 3685-1983

E-mail – seminariodiamantino@yahoo.com.br

Tangará da Serra

Seminário Santa Terezinha

Endereço: Estrada 05, nº 951 S – Alto Alegre – Cx. P. 121 78300-000 – Fone: (65) 3325-4187


56



COMUNIDADES RELIGIOSAS FEMININAS

Denise

Irmãs Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus

Endereço: Rua Piauí, 287 - Cx. P. 18

78380-000 – Fone: (65) 3342-1165

Tangará da Serra

Irmãs da Divina Providência

Comunidade Nossa Senhora Aparecida

Endereço: Rua Júlio M. Benevides, 367 S – Cx. P. 121 78300-000 – Fone: (65) 3326-2500

Arenápolis

Irmãs da Divina Providência

Comunidade Bom Jesus

Endereço: Praça Sete de Setembro, 51 – Cx. P. 75 74420-000 – Fone: (65) 3343-1417

Diamantino

Irmãs Discípulas do Divino Pastor

Fraternidade Santíssima Trindade

Endereço: Av. Conceição, s/n - São Benedito – Cx. P. 91 78400-000 – Fone: (65) 3336-2795

Irmãs da Imaculada Conceição

Instituto Missionário Madre Paulina Endereço: Av. Municipal, 171478400-000 – Fone: (65) 3336-1875

Nova Mutum

Irmãs Discípulas do Divino Pastor

Fraternidade São José

Endereço: Rua das Seringueiras, 1846 W – Residencial Paraíso

78450-000 – (65) 3308-3758

Sapezal

Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo

Cx. Postal 82

78365-000 – Fone: (65) 3383-2003 Fax: (65) 3383-1280


57



COMUNIDADE RELIGIOSA MASCULINA

Lucas do Rio Verde Irmãos Lassalistas

Unilasalle

Endereço: Av. Universitária, 2002 – Bairro Bandeirantes 78455-000 - Fone: (65) 3549-4646www.unilasallelucas.edu.br


58




SIGLAS


At

Atos dos Apóstolos


1 Cor

Primeira Carta aos Coríntios


Fl

Carta aos Filipenses


Gn

Gênesis


Jo

Evangelho de João


1 Jo

Primeira Carta de João


Lc

Evangelho de Lucas


Mc

Evangelho de Marcos


Mt

Evangelho de Mateus


1 Ts

Primeira Carta aos Tessalonicenses


CDC

Código de Direito Canônico


SEBs

Comunidades Eclesiais de Base


CNBB

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil


CNP

Comissão Nacional dos Presbíteros


CR

Catequese Renovada


CRB

Conferência dos Religiosos do Brasil


DA

Documento de Aparecida


DCE

Deus Caritas Est


DGAE

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora


DST

Doenças Sexualmente Transmissíveis


ECA

Estatuto da Criança e do Adolescente


EN

Evangelii Nuntiandi


HIV

Vírus da Imunodeficiência Humana


PDV

Pastores Dabo Vobis


RO2

Regional Oeste 2


SC

Sacrosanctum Concilium


SEDAC

Studium Eclesiástico Dom Aquino Corrêa



59

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