domingo, 23 de junho de 2013

ANGELUS DOMINGO 23 DE JUNHO DE 2913

Angelus com Papa Francisco deste domingo,23.



Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho deste domingo ressoa uma das palavras mais incisivas de Jesus: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem sacrificar a sua vida por amor de mim, salva-la-á” (Lc 9, 24).

Aqui há uma síntese da mensagem de Cristo, e é expressa com um paradoxo muito eficaz, que nos faz conhecer o seu modo de falar, quase nos faz ouvir a sua voz…

Mas o que significa “perder a vida por causa de Jesus”? Isso pode acontecer de dois modos: explicitamente confessando a fé ou implicitamente defendendo a verdade. Os mártires são exemplos máximos do perder a vida por Cristo. Em dois mil anos há uma série imensa de homens e mulheres que sacrificaram a vida para permanecerem fiéis a Jesus Cristo e ao seu Evangelho. E hoje, em tantas partes do mundo, há tantos, tantos, – mais que nos primeiros séculos – tantos mártires que dão a própria vida por Cristo, que são levados à morte para não renegar Jesus Cristo. Esta é a nossa Igreja. Hoje temos mais mártires que nos primeiros séculos! Mas há também o martírio cotidiano, que não comporta a morte, mas também esse é um “perder a vida” por Cristo, cumprindo o próprio dever com amor, segundo a lógica de Jesus, a lógica da doação, do sacrifício. Pensemos: quantos pais e mães todos os dias colocam em prática a sua fé oferecendo concretamente a própria vida pelo bem da família! Pensemos nisto! Quantos sacerdotes, frades, irmãs desenvolvem com generosidade o seu serviço pelo reino de Deus! Quantos jovens renunciam aos próprios interesses para dedicar-se às crianças, aos deficientes, aos idosos… Também esses são mártires! Mártires cotidianos, mártires do dia-a-dia!

E depois há tantas pessoas, cristãos e não cristãos, que “perdem a própria vida” pela verdade. E Cristo disse “eu sou a verdade”, então quem serve à verdade serve a Jesus.

Uma dessas pessoas, que deu a vida pela verdade, é João Batista: propriamente amanhã, 24 de junho, é a sua grande festa, a solenidade do seu nascimento. João foi escolhido por Deus para preparar o caminho diante de Jesus, e o indicou ao povo de Israel como o Messias, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (cfr Jo 1, 29). João consagrou-se todo a Deus e ao seu enviado, Jesus. Mas, no final, o que aconteceu? Foi morto por causa da verdade, quando denunciou o adultério do rei Herodes e de Herodíades. Quantas pessoas pagam por preço caro o compromisso pela verdade! Quantos homens justos preferem ir contracorrente, de modo a não renegar a voz da consciência, a voz da verdade! Pessoas justas, que não têm medo de ir contracorrente! E nós, não devemos ter medo! Entre vocês há tantos jovens. A vocês jovens digo: não tenham medo de ir contracorrente, quando nos querem roubar a esperança, quando nos propõem estes valores que estão danificados, valores como a comida estragada e quando uma comida está estragada, nos faz mal; estes valores nos fazem mal. Devemos ir contracorrente! E vocês, jovens, sejam os primeiros: vão contracorrente e tenham este orgulho de ir contracorrente. Avante, sejam corajosos e vão contracorrente! E sejam orgulhosos de fazê-lo!

Queridos amigos, acolhamos com alegria esta palavra de Jesus. É uma regra de vida oferecida a todos. E São João Batista nos ajuda a colocá-la em prática.

Neste caminho nos precede, como sempre, a nossa Mãe, Maria Santíssima: ela perdeu a sua vida por Jesus, até a Cruz, e a recebeu em plenitude, com toda a luz e a beleza da Ressurreição. Maria nos ajude a fazer sempre mais nossa a lógica do Evangelho.


Fonte: Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal

Da redação do Portal Ecclesia.

sábado, 15 de junho de 2013

YOUCAT PE REGINALDO




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YOUCAT 309
A vivência da Campanha da Fraternidade faz alguns chamados a juventude de todo Brasil. Através de missões, campanhas, novenas e diversas atividades, dentro e fora da Igreja, os jovens testemunham que é possível ser um verdadeiro cristão no nosso dia-dia, sem deixar de ser jovem, de curtir a vida. Deus fez um chamado, e alegremente os jovens respondem: "Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8).

Inspirados por Cristos os jovens cristãos defendem sua fé além das quatro paredes da igreja. É necessário ir ao encontro de quem está fora, buscar as almas mundanas, e transformá-las com nosso testemunho. Desta forma aprende-se que ser cristão é fazer a diferença, onde nos encontramos. Bento XVI diz: “Deus faz a diferença. Mais ainda: Deus nos faz diferentes, nos faz novos.” 

A Campanha da Fraternidade pede sobretudo um encontro pessoal com Jesus, encontrando primeiro dentro de si, para depois compartilhar essa experiência com o próximo. Esse encontro só acontece através da abertura do coração para o amor. O amor a si mesmo, a amor a Cristo, e amor ao próximo. “O amor é, portanto, a maior de todas as energias, aquela que anima e aperfeiçoa todas as outras forças com a vida divina.” [YouCat 309]. Que não apenas durante esta campanha, mas em todos os tempos, possamos nos abrir a ação do Jesus, que nos ensina e nos ajuda a amar. Jesus é amor! Arrisquemos viver por amor!


162 – Mas se Deus é amor, como pode então haver Inferno?

Não é Deus que condena o ser humano. É o próprio ser humano que, por livre vontade, rejeita o amor misericordioso de Deus e a Vida eterna, excluindo-se da comunhão com Deus.

Deus anseia pela comunhão até com o último pecador; Ele quer que todos se convertam e sejam salvos. Todavia, Deus criou o ser humano livre e respeita as suas opções. Nem o próprio Deus força o amor. Sendo amor, Ele é “impotente” quando alguém, em vez do Céu, escolhe o Inferno.

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159 – O que é Purgatório?

O Purgatório, frequentemente imaginado como um lugar, é antes um estado. Quem morre na graça de Deus (isto é, em paz com Deus e com os outros), mas ainda necessita de purificação para poder estar face a face diante de Deus, passa por um purgatório.

Quando São Pedro traiu Jesus, o Senhor voltou-Se e olhou para ele «e, saindo Pedro para fora, chorou amargamente» (cf. Lc 22, 61 ss.). Trata-se aqui de um sentimento “como no purgatório”. E provavelmente a maioria de nós espera, no momento da morte, um purgatório como este: o Senhor olha-nos cheio de amor e nós sentimos uma ardente vergonha e um doloroso arrependimento pelo nosso comportamento mau ou “simplesmente” insensível. Só após esta dor purificadora seremos capazes de nos encontrar com Seu olhar amoroso numa pura alegria celestial. (Foto: Detalhe da pintura do Purgatório, segundo o artista Serafino Elmo)

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157 – Seremos colocados, após a morte, perante algum julgamento?

O chamado juízo especial ou pessoal sucede à morte do indivíduo. O juízo universal, também chamado último ou final, sucede no Último Dia, ou seja, no fim do mundo, aquando do regresso do Senhor.

Na morte, cada pessoa chega ao momento da Verdade. Nessa altura, nada mais pode ser reprimido ou ocultado, nada mais pode ser alterado. Deus vê-nos tal como somos. Comparecemos perante o Seu julgamento “justificador”, porque na proximidade santa de Deus somos ou “justos”, como Deus nos queria quando nos criou, ou “injustos”. Talvez tenhamos de passar por um processo de purificação, talvez possamos cair logo nos braços de Deus. Talvez, porém, estejamos tão cheios de maldade, de ódio, de um rotundo “não” a tudo, que apartemos a nossa face do amor de Deus para sempre. Uma vida sem amor é nada mais que o inferno.

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155 – Como nos ajuda Cristo na morte, se nos confiarmos a Ele?
Cristo vem ao nosso encontro e introduz-nos na Vida eterna. «Não é a morte que me vai buscar, mas Deus.» (Santa Teresa de Lisieux)

Tendo em conta o sofrimento e a morte de Jesus, a nossa morte pode tornar-se mais ligeira. Num ato de confiança e de amor ao Pai, podemos dizer “sim” como Jesus fez no monte das Oliveiras. Tal compostura chama-se “sacrifício espiritual”: aquele que morre une-se ao sacrifício de Jesus na cruz. Quem morre assim, numa confiança em Deus e em paz com os outros, ou seja, sem pecado grave, está no caminho para a comunhão com Cristo ressuscitado. A nossa morte não nos faz cair mais fundo que nas Suas mãos. Quem morre não viaja para “nenhures”, mas regressa à casa do amor de Deus, o seu Criador.

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150 – Pode a Igreja perdoar realmente os pecados?

Sim. O próprio Jesus não apenas perdoou pecados, como também deu à Igreja o encargo e o poder de libertar as pessoas dos seus pecados.

Através do serviço do sacerdote, é concedido o perdão de Deus, pelo que a culpa é perfeitamente apagada, como se nunca tivesse existido. O SACERDOTE só o pode fazer porque Jesus o fez participar no Seu próprio poder de perdoar pecados.

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146 – O que significa a “comunhão dos Santos”?

Pertencem à “comunhão dos santos” todas as pessoas que colocaram a sua esperança em Cristo e Lhe pertencem pelo Batismo, tenham elas já morrido ou vivam ainda. Porque somos um “corpo” em Cristo, vivemos uma comunhão que abraça o Céu e a Terra.

A Igreja é maior e mais viva do que pensamos. A ela pertencem conhecidos e desconhecidos, grandes santos e pessoas modestas, os vivos e os mortos, encontrem-se estes ainda em processo de purificação ou estejam já na glória de Deus. Podemos ajudar-nos mutuamente até para além da morte. Podemos pedir ajuda aos santos que mais nos dizem ou têm o nosso nome, e inclusivamente aos nossos familiares falecidos que cremos já estarem em Deus. Inversamente, podemos ajudar os nossos falecidos ainda em processo de purificação, mediante a nossa oração de súplica. Tudo o que uma pessoa faz ou sofre em Cristo e por Cristo torna-se proveitoso para todos; infelizmente, isso também significa, contrariamente, que cada pecado danifica a comunhão.

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139 – Em que consiste a vocação dos leigos?

Os LEIGOS são enviados parar se comprometerem na sociedade, para que o Reino de Deus possa crescer no mundo.

Um LEIGO não é um cristão de segunda classe, porque ele participa no ministério sacerdotal de Cristo (sacerdócio comum dos fiéis). Ele empenha-se para que as pessoas do seu meio (escola, faculdade, família e profissão) aprendam a conhecer e a amar Cristo. Ele cunha com a sua fé a sociedade, a economia e a política. Ele promove a vida eclesial assumindo ministérios, como o acolitado e o leitorado, disponibilizando-se para dirigir grupos e aderindo aos movimentos e conselhos eclesiais (por exemplo, os conselhos paroquiais, pastoral ou econômico). Também os jovens devem refletir seriamente sobre o lugar em que Deus os quer.

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137 – Por que se chama a Igreja «apostólica»?

A Igreja chama-se «apostólica» porque ela, fundada pelos Apóstolos, baseia-se na sua Tradição e é guiada pelos seus sucessores.

Jesus chamou os APÓSTOLOS como Seus colaboradores mais próximos. Eles eram as Suas testemunhas oculares. Após a Sua ressurreição, apareceu-lhes reiteradas vezes, deu-lhes o Espírito Santo e enviou-os ao mundo como Seus mensageiros plenipotenciários. Na Igreja jovem, eram a garantia da unidade. Através da imposição das mãos, transmitiram aos seus sucessores, os bispos, o seu envio e os seus plenos poderes. E assim foi até hoje. Este processo é designado por SUCESSÃO APOSTÓLICA.

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133 – Por que se chama a Igreja «católica»?

Ser “católico” (gr. katholikós) significa estar “referido ao todo”. A Igreja é católica porque Cristo a chamou a confessar toda a fé, a guardar e celebrar todos os SACRAMENTOS, a anunciar a boa-nova na sua totalidade. E Ele enviou-a a todos os povos.

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122 – Para que quer Deus a Igreja?

Deus quer a Igreja, porque nos quer salvar, não individualmente, mas em comunhão. Ele quer fazer de toda a humanidade o Seu Povo.

Ninguém vai para o Céu por uma porta insocial. Quem só pensa em si e na salvação da própria alma vive “in-socialmente”. Isso é impossível tanto na Terra como no Céu. Nem Deus é insocial; não é um Ser solitário, autossuficiente. O Deus trino é, em Si mesmo, “social”, uma comunhão, um eterno intercâmbio de amor. Também o ser humano, segundo o modelo de Deus, visa relação, permuta, participação e amor. Somos responsáveis uns pelos outros.

123 – Qual é a missão da Igreja?

A missão da Igreja é permitir que, em todos os povos, brote e cresça o Reino de Deus, que Jesus já inaugurou.

Aonde Jesus foi, o Céu tocou a Terra, despontou o Reino de Deus, um reino de paz e de justiça. A Igreja serve este Reino de Deus. Ela não é um fim em si mesma. Ela tem de continuar o que Jesus começou. Ela deve proceder como Jesus procederia. Ela transmite as Palavras de Jesus e prossegue a celebração dos sinais sagrados de Jesus (SACRAMENTOS). Portanto, a Igreja, com toda sua fraqueza, é um pedaço do Céu sobre a Terra.

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121 – O que significa “Igreja”?

Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa “os convocados”. Todos nós, que somos batizados e cremos em Deus, somos convocados pelo Senhor. Juntos somos a Igreja. Cristo é, no dizer de São Paulo, a «cabeça» da Igreja; nós somos o seu «corpo».

Quando celebramos os sacramentos e ouvimos a Palavra de Deus, Cristo está em nós e nós estamos n’Ele – isto é a Igreja. A Sagrada Escritura descreve a comunhão estreita, pessoal e vital de todos os batizados com Jesus através de metáforas sempre novas: ora fala do Povo de Deus, ora da Esposa de Cristo; ora é chamada Mãe, ora é a Família de Deus ou comparada a um banquete nupcial. A Igreja nunca é uma simples instituição ou uma “igreja administrativa” que podemos pôr de lado. Podem escandalizar-nos os erros e os defeitos da Igreja, mas não nos podemos distanciar dela, porque Deus a escolheu irrevogavelmente e, apesar de todos os pecados, não Se distancia dela. A Igreja é a presença de Deus na humanidade, pelo que a devemos amar.

"A Igreja é uma mulher de idade muito avançada, com muitas rugas. Mas é a minha mãe. E numa mãe não se bate." Karl Rahner, ao ouvir críticas descabidas à Igreja






106 – Existem provas da ressurreição de Jesus?

Em sentido científico-natural, não há provas da ressurreição de Jesus. Há, porém, testemunhos individuais e coletivos muitos fortes de um grande número de pessoas que presenciaram os acontecimentos em Jerusalém.

O mais antigo testemunho escrito da ressurreição é uma carta que São Paulo escreveu aos Coríntios cerca de vinte anos após a morte de Jesus: «Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram.» (1Cor 15,3-6)

São Paulo refere aqui uma Tradição viva que ele encontrou na comunidade primitiva quando ele próprio se tornou cristão, dois ou três anos depois da morte e da ressurreição de Jesus, devido ao seu próprio encontro transformador com o Senhor ressuscitado. Os discípulos compreenderam o fato do túmulo vazio (Lc 24,3-6) como a primeira indicação real da ressurreição. Foram precisamente umas mulheres, cujo testemunho era inválido para o Direito de então, que o descobriram. Embora se diga que já o APÓSTOLO São João no túmulo vazio, «viu e acreditou» (Jo 20,8), a certeza de que Jesus vivia só se consolidou mediante uma série de aparições. Os múltiplos contatos com o Ressuscitado terminaram com a ascensão de Jesus ao Céu. Contudo, os encontros com o Senhor vivente continuam até hoje, o que demonstra que Jesus Cristo ainda vive!

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102 – Como podemos também nós assumir o sofrimento da nossa vida, tomando “a cruz sobre nos” e seguindo Jesus?

Os cristãos não devem procurar o sofrimento. Se, porém, são confrontados com um sofrimento inevitável, ele pode ganhar um sentido para eles, caso unam o seu sofrimento ao de Cristo. «Cristo sofreu também por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os Seus passos.» (1 Pd 2,21)

Jesus disse «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me!» (Mc 8,34). Os cristãos têm a missão de mitigar o sofrimento no mundo. Porém, ele continuará a existir. Na fé, podemos assumir o nosso sofrimento e partilhar o do próximo. Desta forma, o sofrimento humano unir-se-á com o amor redentor de Cristo, transformando-se, assim, em parte da força divina que tornará o mundo melhor.

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YOUCAT 98

Diante da morte de Jesus Cristo, podemos nos questionar: Deus quis a morte de seu próprio filho?  Na morte violenta sofrida por Cristo, temos que entender que existe condições externas  e não somente na morte em si,  isto se justifica no motivo “para que nós, filhos do pecado e da morte, tivéssemos a Vida.” [YouCat 98], podemos confirmar isto na carta de São Paulo a comunidade de Filipos  “Ele tinha a condição divina mas não se apegou a sua igualdade com Deus (...)  humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz!” Fl (2, 6;8)

Existe uma prova tão grande de amor tanto pelo lado de Deus quanto pelo lado de Jesus que podemos confirmar na Cruz, Deus para nos salvar colocou seu filho no mundo da morte, e se uniu a Seu Filho Jesus Cristo nesta missão, podemos verificar a unidade do Pai e Filho que estavam indissociavelmente aliados e preparados para realizar sua tarefa de amor, tomando sobre Si os pecados da humanidade, assim: “Ele quis dar-nos a Sua Vida eterna, para desfrutarmos da Sua alegria, e quis sofre nossa aflição, o nosso abandono e a nossa morte, para em tudo estar em comunhão conosco, para nos amar até o fim e para além da morte.” [YouCat 98]


Desta forma podemos entender o mistério da Cruz, a qual nós cristãos católicos trazemos como marca de nossa salvação, como afirma Santa Rosa de Lima “Além da cruz, não existe outra escada para subir ao Céu” e neste mesmo sentido temos a fala de Santo Anselmo de Cantuária “Só quem seriamente ponderou quão pesada é a cruz  pode conceber quão pesado é o pecado.” O nosso Papa Francisco nos exorta, quando de sua homilia na missa com os cardeais “Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.” [Papa Francisco, Santa Missa com os Cardeais - Capela Sistina -14-03-2013]

81 – Maria teve outros filhos além de Jesus?

Não. Jesus é o único filho biológico de Maria.

Já na Igreja antiga se partia do princípio de que a virgindade de Maria era perene, o que excluía a ideia de que Jesus tivesse irmãos biológicos. Em aramaico, a língua-mãe de Jesus, só existe uma palavra para “irmão” e “irmã”, "primo” e “prima”. Onde, nos Evangelhos se fala de “irmãos” de Jesus (por exemplo Mc 3,31-35), refere-se a parentes próximos d’Ele.

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66 – Estava no plano de Deus que o ser humano sofresse e morresse?

Deus não quer que o ser humano sofra nem morra. A ideia original de Deus para o ser humano era o Paraíso: vida eterna e paz entre Deus, o ser humano e o seu ambiente, entre homem e mulher.

Por vezes, sentimos o modo como a vida deveria ser, como nós deveríamos ser; mas, de fato, vivemos em guerra com nós próprios, somos determinados pela angústia e por paixões descontroladas, e perdemos a harmonia original com o mundo e, por fim, com Deus. Na Sagrada Escritura, a experiência dessa alienação é expressa na história da “queda original”. Porque o pecado se introduziu furtivamente, Adão e Eva tiveram de abandonar o Paraíso, no qual estavam em harmonia consigo e com Deus. A fadiga laboral, o sofrimento, a mortalidade e a inclinação para o pecado são indícios da perda do Paraíso.

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65 – E as pessoas que se sentem homossexuais?

A Igreja crê que a homossexualidade não corresponde à ordem da Criação na qual foram delineadas a necessidade do complemento e a atração mútua entre homem e mulher, com vista à 
geração dos filhos. Por isso, a Igreja não pode aprovar práticas homossexuais. No entanto, ela deve respeito e amor a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, porque são todas respeitadas e amadas por Deus.

Todo ser humano que existe na Terra provém da união de uma mãe e um pai. Por isso, para algumas pessoas orientadas homossexualmente é uma experiência dolorosa não se sentirem eroticamente atraídas pelo sexo oposto e terem de sentir, numa união homossexual, a falta da fecundidade física, como é próprio da natureza do ser humano e da divina ordem da Criação. Frequentemente, contudo, Deus chama a Si por vias inusitadas: uma carência, uma perda ou uma ferida – assumida ou aceite – pode tornar-se um trampolim para se lançar nos braços de Deus, aquele Deus que tudo corrige e Se deixa descobrir mais como Redentor que como Criador.



60 – Por que razão é Jesus o maior modelo do mundo?

Jesus é singular não apenas porque nos mostra a verdadeira essência de Deus, mas também porque é o verdadeiro ideal do ser humano.
Jesus foi mais que um ser humano ideal. Até os pretensos seres humanos ideais são pecadores. Por isso, nenhum ser humano pode ser a medida do ser humano. Jesus, por seu turno, não cometeu pecado. Só com Jesus Cristo, «em tudo igual a nós, exceto no pecado» (Hb 4,15), compreendemos o que significa “ser humano” e o que faz a humanidade ser, no mais autêntico sentido da expressão, infinitamente digna de amor. Jesus, o Filho de Deus, é o ser humano verdadeiro por excelência. N’Ele reconhecemos o que Deus pretende do ser humano.




51 – Se Deus tudo sabe e tudo pode, por que não evita o mal?

«Deus só permite o mal para fazer surgir dele algo melhor.» (São Tomás de Aquino)

O mal no mundo é um mistério sombrio e doloroso. O próprio Crucificado perguntou ao Seu Pai: «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27,46) Muito dele é incompreensível. Mas de algo temos a certeza: Deus é cem por cento bom. Ele nunca pôde ter sido o autor de algo mau. Deus criou o mundo bom, embora ainda não aperfeiçoado. Com violentas faltas e penosos processos, ele desenvolve-se até à definitiva perfeição. Pode distinguir-se aquilo a que a Igreja chama de mal físico, como um deficiência ingênita ou uma catástrofe natural, do mal moral, que atinge o mundo pelo abuso da liberdade. O “inferno na terra” – crianças-soldado, atentados suicidas, campos de concentração... – é geralmente operado por seres humanos. A pergunta decisiva não é, portanto, «Como se pode crer num Deus bom, se há tanto mal?», mas «Como poderia o ser humano, com coração e inteligência, suportar a vida neste mundo se não existisse Deus?» A morte e a ressurreição de Cristo mostram-nos que o mal não tem a primeira nem a última palavra: do pior dos males Deus fez surgir o bem absoluto. Nós cremos que Deus, no Juízo Final, acabará com toda a injustiça. Na vida do mundo vindouro, o mal não terá mais lugar e o sofrimento acabará.



50 – Que papel desempenha o ser humano na Providência Divina?
O aperfeiçoamento da Criação pela Providência Divina não acontece acima e para além de nós. Deus convida-nos a colaborar no aperfeiçoamento da Criação.

O ser hum
ano pode rejeitar a vontade de Deus, porém, é melhor se Ele se tornar um instrumento do amor divino. Madre Teresa, na sua vida terrena, esforçou-se por pensar assim: «Sou apenas um pequeno lápis na mão de Nosso Senhor. Ele pode apontar ou afiar o lápis. E pode escrever ou desenhar aquilo que Ele quiser e onde Ele desejar. Se o escrito ou o desenho forem bons, apreciamos não o lápis ou o material empregue, mas aquele que os utilizou.» Quando, de igual modo, Deus age em nós e através de nós, nunca deveríamos confundir o nosso pensamento, os nossos planos e atos, com a ação de Deus. No fundo, Ele não precisaria do nosso trabalho; mesmo na ausência deste, nada Lhe faltaria.

21 – Fé – o que é isso?

Fé é conhecimento e confiança. Tem sete características:

- A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos.

- A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação.

- A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino.

- A fé é absolutamente segura porque Jesus o garante.

- A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor.

- A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio.

- A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do CÉU.

9 - O que nos mostra Deus quando nos envia Seu Filho?

“Em Jesus Cristo, Deus nos mostra toda a profundidade do Seu misericordioso amor”.
Através de Jesus Cristo, torna-Se visível o Deus invisível. Ele torna-Se como nós. Isto mostra-nos até que ponto vai o amor de Deus: Ele carrega todo o nosso peso. Ele percorre conosco todos os caminhos. Ele vive a nossa solidão, o nosso sofrimento, o nosso medo da morte. Ele apresenta-Se onde não podemos avançar, para nos abrir a porta para a Vida”.

3 - Porque procuramos Deus?
Deus colocou no nosso coração um desejo: procurá-l'O e encontrá-l'O. Santo Agostinho diz: «Tu criaste-nos para Ti e o nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti.» A este desejo de Deus chamamos RELIGIÃO.

A busca de Deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo própria quando encontrou Deus. «Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ela.» (Santa Edith Stein)




segunda-feira, 3 de junho de 2013

YOUCAT PATTE II

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sexta-feira, 31 de maio de 2013


#Graças Mãe

O mês de maio, foi dedicado de modo particular a Nossa Senhora e a todas as nossas queridas mães. Todas as vezes que nos predispomos a falar de Maria nos reportamos sempre á história do amor de Deus por nós. Encontramos na face de Maria a face de um Deus terno e amoroso, a face materna de Deus.
Por meio de Maria, temos o exemplo mais belo da ação do Espírito Santo. Maria estava totalmente solícita e aberta a Deus (Lc 1,38). Ela possibilitou ao Espírito Santo a maravilha das maravilhas: a encarnação de Deus. Ela deu o seu "sim" a Deus: "Eis a escrava do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra". Foratalecida pelo Espírito Santo, andou com Jesus por montes e vales, até a cruz, junto a qual Jesus no-la deu por mãe. [YOUCAT 117]. Ela simboliza todos os seres humanos abertos a àção de Deus na história, e por isso é modelo de discípula missionária. Obrigada a essa amorosa mãe, e a todas que são iluminadas por seu exemplo de graça e sabedoria!
Através da oração a nossa querida Mãe, queremos agradecer a tudo o que vivevemos até aqui, apanrados pela intercessão da Virgem. Colocamos sob seus pés, cada passo da equipe do Catecismo Jovem, cada palavra, cada post, cada foto, cada curtir, comentário ou compartilhamento. Cada coração que pudermos tocar como instrumentos que somos, na busca por tornar o YOUCAT mais conhecido, e seu estudo e ensinamentos aprofundados. Obrigada, Mãe de Deus e Nossa Mãe, continue a nos guiar e proteger.
Ave Maria, cheia de graça,
o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres,
e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus,
rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte.
Amém.

sábado, 18 de maio de 2013


#Pentecostes


“Veni Creator Spiritus, Mentes tuorum visita...” (tradução: Vinde, Espírito criador, visitai nossas almas...)

É com o belo e antiquíssimo hino de invocação ao Espírito Santo, “Veni Creator”, que inicio uma vez mais um post aqui no blog. Talvez você não conheça este hino, pois infelizmente ele caiu em desuso em nossa Igreja após as reformas do Concílio Vaticano II (ao menos sua forma em latim), porém ele é invocado desde sempre pela Igreja especialmente na festa de Pentecostes (tanto nas Terças como nas Vésperas), á qual celebraremos amanhã.

Mas, o que é a festa de Pentecostes?

“Antes da Sua morte, Jesus prometera aos discípulos dar-lhes um “outro advogado” (Jo 14,16) quando não estivesse mais com eles.” [Youcat 113], o precursor de Jesus, João Batista, já havia dito ao povo “Eu os batizo com água. Mas virá alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de desamarrar as correias das suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo.” (Lc 3,16) e eis que cinquenta dias após a páscoa da ressurreição se cumprem as palavras de Jesus e dos profetas, o Espírito Santo é derramado sobre os apóstolos e Maria que se encontravam reunidos em oração no mesmo local onde outrora Jesus celebrara com seus apóstolos a última ceia, ali a Igreja nasceu através da Eucaristia e também ali é fortificada com os dons do Espírito Santo, no momento em que “os primeiros cristãos experienciam o Espírito Santo como uma unção curadora, uma água viva, uma tempestade ruidosa ou um fogo ardente.” [CIC 692] e é este mesmo Espírito que transforma aqueles “medrosos Apóstolos em corajosas testemunhas de Cristo” [Youcat 118]
Quando lemos o relato do acontecido naquele local santo, não é raro ficarmos de queixo caído ao vermos aqueles homens em sua grande maioria simples e analfabetos falarem línguas de cada um dos visitantes que ali estavam (lembrem-se que nesta festa peregrinos de todo o mundo estavam em Jerusalém), mas também devemos lembrar-nos há alguns anos atrás o Espírito já falava, pois era Ele mesmo que falava pelos profetas, “foi o Espírito de Deus que falou pela boca de Isaías, de Jeremias, de Ezequiel e de outros profetas.” [Youcat 116] e ainda antes de Jesus, o Espírito Santo agiu em Maria através de sua vida, pois Ela “possibilitou ao Espírito Santo a maravilha das maravilhas: a encarnação de Deus.” [Youcat 117]
Que o Espírito de Deus, “elixir vital” da Igreja continue iluminando o nosso Santo Padre, o papa Francisco, sobre os nossos bispos, padres, diáconos e todo o povo de Deus, seus filhos e filhas muito amados. Veni Creator Spiritus!


sábado, 11 de maio de 2013


#Maria, Mãe de Deus e nossa


Maio, o mês das noivas, o mês dos trabalhadores, o mês das mães e o mês da Mãe, não, não errei na hora de escrever estas linhas, ao contrário, maio é o mês por excelência das mães e da Mãe das Mães, Maria de Nazaré, Mãe de Deus e nossa, invocada nos mais diversos títulos mundo afora, mas que não deixa de ser aquela pobre mulher que deu á vida ao autor da vida, a theotokosque em seu ventre materno acolheu o Filho de Deus, por isso, nada mais justo do que ter um mês dedicado á aquela que “não deu á luz simplesmente a um ser humano, que após o nascimento tivesse se tornado Deus; o seu Filho era, já no ventre, o verdadeiro Filho de Deus.” [Youcat 82]
E um dia, o Filho que Maria tanto amou, cuidou e educou nos deu um presente, um dos mais belos presentes que Ele nos deixou, uma Mãe, mas não uma Mãe qualquer, a Mãe de Deus foi-nos dada como Mãe, e acreditem, Jesus deixou-nos este presente numa das horas mais doloridas de sua vida, quando Ele pendia no alto da cruz, nos dando sua prova máxima de amor, ainda assim foi capaz de amar-nos e dizer ““Mulher, eis o teu Filho!...Eis, a tua Mãe!”[Jo 19,27]. Estas frases, que Jesus pronunciou a João da cruz, forma sempre entendidas como uma entrega de toda a Igreja á Maria. Portanto, Maria também é nossa mãe. Podemos invocá-la e pedir –lhe intercessão junto de Deus.” [Youcat 85]
Como Mãe, Maria continua cuidando de seus amados filhos e filhas que habitam esta Terra, “Maria é a Rainha do Céu e está realmente, no seu seio materno, muito próxima de nós”[CIC 972]  através da sua intercessão que pode ser vista ao longo dos séculos, desde o casamento em Caná da Galiléia (veja Jo 2, 1-9), passando através dos tempos até a nossa era, prova disso são os grandes santuários marianos abarrotados de ex-votos agradecendo alguma graça recebida através da intercessão de Nossa Senhora, e “porque o seu amor por nós não acaba, podemos estar certos de que ela se comprometeu por nós nos dois momentos mais importantes da nossa vida: “Agora e na hora de nossa morte.””[Youcat 148]
Procuremos sempre imitar Maria em nossos lares, escolas e trabalhos, pois “Quem vive e crê como Maria vai para o céu.”[Youcat 147]

Viva Jesus Cristo Rei e Nossa Senhora Rainha!


sexta-feira, 10 de maio de 2013


#Podes rezar

Podes rezar. É com estas duas palavras que somos apresentados ao #YOUCAT Orações para jovens. Ele é uma das novas ferramentas que ajudam o jovem a se aproximar de Deus, neste caso, através da oração. Nós, da equipe do #CatecismoJovem estamos juntos com vocês conhecendo e explorando as possibilidades deste livro. Juntos iremos orar, e aprofundar nossa forma de evangelizar com o #Youcat Orações para os jovens. Afinal como aprendemos no #YOUCAT, a oração é a porta da fé. Quem ora deixa de viver para si e a partir da própria força. Quem ora sabe que há um Deus com quem pode falar. Uma pessoa que ora entrega-se cada vez mais a Deus. Ela procura desde já a união com Aquele com quem, cara a cara, se encontrará um dia. Por isso, pertence à vida cristã o esforço pela oração diária. Porém, não se aprende a orar como se aprende uma técnica. Embora isso soe estranho, orar é um dom que se obtém na oração [YOUCAT 469]. Oremos juntos, oremos com o YOUCAT no dia-a-dia, compartilhemos nossa oração. #PodesRezar!

"Podes rezar. Talvez já não rezes desde que eras pequeno. Talvez a oração ainda seja totalmente estranha. Ou talvez te tenham dito que é difícil rezar ou que isso também não serve para nada. É possível que tenhas medo que Deus não ouça sua oração. Ou talvez tenhas ouvidos alguém falar do que se pode experimentar pela oração muito apaixonadamente e tenha medo de te desiludires. Mas tudo isso não te deve impedir de rezar" Introdução do Youcat Oração para jovens.

sábado, 4 de maio de 2013


#Discípulos entre os povos


A cada dia mais nos aproximamos da data do encontro dos jovens com o Papa Francisco, a Jornada
Mundial da Juventude que nesta edição irá ocorrer na cidade do Rio de Janeiro, aqui em nosso país que por sinal está passando por um tempo de forte de preparação para este mega evento. Também nós do @Catecismo Jovem queremos te ajudar a preparar-se para este momento ímpar na história da Igreja no Brasil. Hoje iremos meditar sobre o tema da Jornada: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações” (Mt 28,19).
É com esta convocação feita por Cristo aos apóstolos á cerca de dois mil anos atrás que ainda hoje Jesus continua chamando-nos ao apostolado, ao seu seguimento e á continuação de sua missão, já a V Conferência Episcopal Latino-Americano que também realizou-se em nosso país, quer lembrar á cada um de nós nossa posição como discípulos e missionários do Cristo Jesus, vivo e ressuscitado, primeiramente “confiando totalmente na  Igreja e ensinado, tendo em vista a função educativa da Igreja .” [Youcat 13]

sexta-feira, 26 de abril de 2013


#Terra de Santa Cruz

A celebração da primeira missa no Brasil, deu-se no domingo de Páscoa, a 26 de abril de 1500, quando fincaram a Cruz no chão macio de um banco de areia em Porto Seguro, no litoral sul da Bahia. Esta cerimônia seria a primeira de tantas, que desde então, foram celebradas, neste, que veio a tornar-se o maior país católico do mundo. 


Disse Pero Vaz de Caminha, na Carta a El-Rei, em primeiro de maio de 1500:“…E quando veio o Evangelho, que nos erguemos todos em pé, com as mãos levantadas, eles (os índios) se levantaram conosco e alçaram as mãos, ficando assim, até ser acabado: e então tornaram-se a assentar como nós… e em tal maneira sossegados, que, certifico a Vossa Alteza, nos fez muita devoção. Enquanto dois carpinteiros separavam um enorme tronco para a feitura da Cruz, os índios, uns oitenta ou mais, tagarelas, estorvantes, rodeavam os marinheiros em seus afazeres, olhando pasmos o efeito do fio do ferro na árvore. Da mata próxima vinham os barulhos da bicharada, o ruído forte dos papagaios, dos bugios, e de uma poucas pombas rolas“. 

O Frei Henrique de Coimbra oficiou-a todo paramentado, enquanto a tripulação congregava-se na praia as voltas do altar. Tomavam posse daquela Ilha de Vera Cruz, em nome do rei de Portugal e da santa fé católica. Os nativos, dóceis, se portaram de tal modo que Caminha convenceu-se da fácil conversão deles no futuro. Um par de padres, dos bons, escreveu ele ao rei, bastava”. 

Assim teve início a história do nosso país: embaixo de uma cruz. 

O primeiro e mais importante ato foi realizado cindo dias após a chegada dos portugueses aqui: a celebração do santo sacrifício da Missa. O sangue do cordeiro, o único e eterno sacrifício aceito pelo Pai, já era oferecido nesta Terra de Santa Cruz, há 513 anos. 

Começamos Bem! Iniciamos sob o signo da cruz e oferecendo o preciosíssimo corpo e sangue de Jesus ao Pai, na Santa Missa.Após o descobrimento, bem antes desta terra ter sido banhada por qualquer outro sangue, ela foi consagrada pelo Sangue bendito do Filho de Deus oferecido sobre o altar naquele memorável 26 de abril de 1500. 

É por isso que somos um povo cheio de esperança. Porque iniciamos embaixo da cruz. Iniciamos no local da vitória. 

O Sacrifício de Jesus, que leva à plenitude todos os sacrifícios, torna-se presente na celebração eucarística. A Igreja e os crentes inserem-se com a sua própria entrega no sacrifício de Cristo. A palavra Missa provém da fórmula de despedida em língua latina Ite missa est, que significa, “Ide sois enviados”. [YOUCAT 212].

“Aconteceu que ouvi uma voz das alturas: “Eu sou o alimento dos fortes; sobe e come de Mim! Mas não Me transformarás em ti, como um alimento físico, mas tu é que serás transformado em Mim” Santo Agostinho, no tempo da sua conversão.

terça-feira, 23 de abril de 2013


#Pobres


Os cristãos devem demonstrar o amor aos pobres e este deve ser uma marca dos cristãos e este amor não se expressa em das algumas esmolas, devemos lutar pelo direito a justiça que os pobres possuem. “Além do mais, os cristãos têm o dever de partilhar os seus bens, Cristo é o modelo do amor aos pobres.” [YouCat, 449] São João Crisóstomo nos deixa uma mensagem que devemos refletir “Não deixar os pobres participarem dos nossos bens significa roubá-los e tirar-lhes a vida, Não são os nossos bens que possuímos mas os deles.”

Devemos compreender que não existe somente a pobreza material, o Papa Francisco afirma isto “Mas há ainda outra pobreza: é a pobreza espiritual dos nossos dias, que afeta gravemente também os países considerados mais ricos.” [Papa Francisco em Encontro com o Corpo Diplomático acreditado junto da Santa Sé, 22 de Março de 2013] Devemos lutar por todos os pobres devemos nos dedicar ao amor ao próximo e aos menos favorecidos, “Muito podemos nós fazer pelo bem de quem é mais pobre, de quem é frágil e de quem sofre, para favorecer a justiça, promover a reconciliação, construir a paz.” [Papa Francisco, Encontro com os Representantes das Igrejas e Comunidades Eclesiais, e das Várias Religiões, 20 de Março de 2013], este é um ensinamento que vem do próprio Cristo, quando no Sermão da Montanha diz “Bem-aventurados s pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus!” (Mt 5,3)

É um convite que a Igreja nos faz neste tempo em que vivemos de tanta desigualdade social que a Igreja acolha o pobre, o próprio Papa Francisco expressou isso “Ah, como eu queria uma Igreja pobre e para os pobres!” [Papa Francisco, Encontro com os Representantes dos Meios de Comunicação Social, 16 de Março de 2013] que atendamos ao pedido de Jesus Cristo quando afirmou “Quantas vezes o fizestes a um dos meus irmãos pequeninos, a Mim o fizestes.” [Mt 25,40)

sábado, 20 de abril de 2013


#Santa Missa


Na semana em que lembramos a data da primeira missa
 no Brasil iremos nestas linhas refletir um pouco
sobre a Santa Missa.
Na época em que aconteceu a nossa primeira missa, seu formato não é tal como nós o conhecemos hoje, naquela época rezava-se a Missa Tridentina (atualmente o costume de rezar a missa tridentina está sendo retomado nas nossas igrejas motivadas pelo Motu Proprio Summorum Pontificum do papa Bento XVI que nos convida á uma “reforma da reforma” do Concílio Vaticano II), porém o mesmo sacrifício realizado naquela época, o primeiro destas terras tupiniquins, é o mesmo que se realiza atualmente, aliás caro jovem, você sabia que a missa é o próprio sacrifício de Cristo, o mesmo realizado há quase dois mil anos no Calvário? Pois é, para muitos pode ser surpresa, mas a missa não é somente ação de graças como muitos dizem, aliás, o Concílio de Trento nos fala claramente: “Se alguém disse que a Missa é só Sacrifício de louvor, e não propiciatório (...) seja anátema.”
A missa é o “singular sacrifício de Jesus, que leva á plenitude todos os sacrifícios, a única ceia que Jesus celebrou com os Seus discípulos e simultaneamente a antecipação da ceia que o Senhor celebrará com os redimidos no fim dos dias, é também uma assembléia de “ação de graças”, na qual a Igreja encontra a sua expressão, unindo a Igreja celeste e a terrestre.” [Youcat 212]. É na celebração da Eucaristia que está “o cerne da comunhão cristã. Nela a Igreja torna-se Igreja.” [CIC 1325], ela, presidida pelo padre ou pelo bispo in persona Christi (na pessoa de Cristo) é a fonte de onde jorra a água que sacia nossa sede e ocasião onde podemos nos ligar mais profundamente á Cristo e celebrarmos por Ele, com ELe e n’Ele.
Agora que já pudemos entender um pouco mais sobre a Santa Missa, ite missa est (ide, sois enviados). Até a próxima!  

terça-feira, 16 de abril de 2013


#Obras de Misericórdia Espirituais



Para compreendermos a prática das Obras de Misericórdia, temos que primeiro compreender que quando cometemos um pecado este nos gera uma dupla consequência, uma primeira consequência é privação da comunhão com Deus, a esta privação chamamos de pena eterna do pecado, por outro lado todo pecado, acarreta um apego prejudicial às criaturas que exige uma purificação. Esta purificação é que nos liberta da chama pena temporal  do pecado. Não devemos entender estas duas penas como uma vingança por parte de Deus, mas, “antes como uma consequência da própria natureza do pecado. Uma conversão que procede de uma ardente caridade pode chegar à total purificação do pecador, de tal modo que não haja mais nenhuma pena.”  [CIC, 1472]
Através do perdão do pecado e a restauração da comunhão com Deus (sacramento da reconciliação) é a forma da remissão das penas eternas do pecado. Mas ainda permanecem as penas temporais do pecado e como forma de reparação  deve-se aplicar o esforço através da oração e da prática das diversas formas de penitência a despojar-se completamente do “velho homem” para revestir-se do “homem novo”.
Mas de modo especial deve-se aplicar as Obras de Misericórdia Espirituais que nos restauram através do esforço ao próximo em fazer o bem aos irmãos,  notemos que também à as Obras de Misericórdia Corporais que também nos auxiliam neste processo, mas hoje daremos destaque as Obras de Misericórdia Espirituais que são as seguintes:
1º.    Dar bom conselho
2º.    Ensinar os ignorantes
3º.    Corrigir os que erram
4º.    Consolar os tristes
5º.    Perdoar as injúrias
6º.    Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7º.    Rogar a Deus pelos vivos e defuntos
[YouCat, 451]
Desta forma somos convidados a praticar as Obras de Misericórdia Espirituais como forma de apagar as penas temporais de nossos pecados.

sábado, 13 de abril de 2013


#Relíquias



Muitas vezes ao adentrarmos em um templo católico, em altares lindos e preciosos relicários que contêm dentro deles uma relíquia, mas o que basicamente é uma relíquia? As relíquias são objetos que pertenceram a um santo, recordações da sua vida, algo que dele nos resta. São o sinal da sua presença na história e enquadram-se na lógica da encarnação. São realidades que nos recordam o que nele operou a obra da graça.

Quando tocamos o corpo de um santo, tocamos o templo do Espírito Santo; quando tocamos um objeto que lhe pertenceu, tocamos o monumento da presença da graça e da misericórdia de Deus, na vida dessa pessoa.

Desde os primeiros tempos da era cristã, se veneram as relíquias daqueles que mais se identificaram com Cristo, sobretudo, dos que deram cruentamente por ele a sua vida. Mas podem as relíquias ser veneradas? Sim, as relíquias podem ser veneradas, pois sua veneração “é uma necessidade natural do ser humano, para testemunhar o respeito e a devoção por pessoas veneráveis. As relíquias dos santos são corretamente veneradas quando é louvada a ação de Deus nessas pessoas que se entregaram totalmente á Ele.” [CIC 1674]

Ao venerarmos uma relíquia devemos sempre nos lembrar que a pessoa só chegou ao estado de santidade pois buscou sempre mais ser amigo de Deus, e é Dele que nos provêm toda a santidade.

Ao terminar este texto que tal ler algumas passagens bíblicas sobre o poder das relíquias sagradas na história do Povo de Deus? Elas encontram-se em:

2Rs 13,20-21
At 19,11-12

Na foto relíquias da "Vera Cruz" na Igreja da Santa Cruz em Roma

quinta-feira, 4 de abril de 2013


#Como orava Jesus?

A vida de Jesus era uma oração única. Em momentos decisivos, como a tentação no deserto, a escolha dos apóstolos e a crucifixão, a sua oração era especialmente intensa. Com frequência, sobretudo à noite, Ele retirava-Se na solidão, para orar. Ser um com o Pai, no Espírito Santo, era o fio condutor da sua vida terrena. [ 2600-2605]

Perante a morte, Jesus viveu toda a profundidade da angústia humana. Porém, Ele encontrou a força para também nesse momento confiar no Pai celeste: «Abbá, Pai, tudo Te é possível: afasta de Mim este cálice! Contudo, não se faça o que Eu quero, mas o que Tu queres!« (Mc 14,36) [2605-2606,2620]

 “A necessidade ensina a orar.” Quase todas as pessoas têm a experiências disso. Como orou Jesus perante a ameaça da morte? O que nessa altura O orientou foi a absoluta disponibilidade para crer no amor e no cuidado do Pai. No entanto, Jesus proferiu a mais abissal de todas as orações, retirada das orações judaicas para a chegada da morte: «Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste? « (Sl 22,1; cf. Mc 15,34) Então implícitos nesta frase do Crucificado todo o desespero, toda a lamúria, todo o grito das pessoas de todos os tempos, assim como o desejo da mão auxiliadora de Deus. Ao dizer «Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito« (Lc 23,46), Jesus entregou o Seu espírito. Aqui ressoa a confiança infinita no Pai, cujo poder conhece o caminho para superar a morte. Assim, a oração de Jesus a morrer antecipa a vitória pascal na Sua ressureição. [YouCat 475,476]

«Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado para o céu, é um grito de gratidão e de amor, tanto no meio da tribulação como no meio da alegria» (1). «Se conhecesses o dom de Deus!» (Jo 4, 10). A maravilha da oração revela-se precisamente, à beira dos poços aonde vamos buscar a nossa água: aí é que Cristo vem ao encontro de todo o ser humano; Ele antecipa-Se a procurar-nos e é Ele que nos pede de beber. Jesus tem sede, e o seu pedido brota das profundezas de Deus que nos deseja. A oração, saibamo-lo ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d’Ele (5).
[Papa Bento XVI - Catequese 29/08/2012]

sábado, 30 de março de 2013


#Sacrifício Redentor


Neste sábado de Aleluia, meditemos sobre o sacrifício redentor de Cristo na cruz, tomando como base a
pergunta 101 do nosso Catecismo Jovem, o Youcat: Por que teve Jesus de nos redimir justamente na cruz?
São Paulo em sua carta aos coríntios assim nos diz “A cruz é loucura para os que se perdem, mas, para os que foram salvos, para nós, é uma força divina.” [1 Coríntios 1,18]. Ao aceitar morrer de modo humilhante pendido nu no madeiro da cruz, Jesus prova ao mundo que seu amor é infindo e sem limites, Ele “não poderia ter demonstrado o Seu amor de modo mais eficaz que Se deixar pregar na cruz. A cruz era a forma de execução mais vergonhosa e severa da Antiguidade; a título de exemplo, os cidadãos romanos, independentemente da gravidade da culpa, nunca deveriam ser crucificados.” [Youcat 101]
Aproveitemos este sábado de aleluia para pensarmos quão grande é o amor de Deus por nós, não sejamos ingratos para com este amor. Fiquem com Deus e uma feliz e santa páscoa!

terça-feira, 26 de março de 2013


#Morte de Jesus


Diante da morte de Jesus Cristo, podemos nos questionar: Deus quis a morte de seu próprio filho?  Na morte violenta sofrida por Cristo, temos que entender que existe condições externas  e não somente na morte em si,  isto se justifica no motivo “para que nós, filhos do pecado e da morte, tivéssemos a Vida.” [YouCat 98], podemos confirmar isto na carta de São Paulo a comunidade de Filipos  “Ele tinha a condição divina mas não se apegou a sua igualdade com Deus (...)  humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz!” Fl (2, 6;8)

Existe uma prova tão grande de amor tanto pelo lado de Deus quanto pelo lado de Jesus que podemos confirmar na Cruz, Deus para nos salvar colocou seu filho no mundo da morte, e se uniu a Seu Filho Jesus Cristo nesta missão, podemos verificar a unidade do Pai e Filho que estavam indissociavelmente aliados e preparados para realizar sua tarefa de amor, tomando sobre Si os pecados da humanidade, assim: “Ele quis dar-nos a Sua Vida eterna, para desfrutarmos da Sua alegria, e quis sofre nossa aflição, o nosso abandono e a nossa morte, para em tudo estar em comunhão conosco, para nos amar até o fim e para além da morte.” [YouCat 98]

Desta forma podemos entender o mistério da Cruz, a qual nós cristãos católicos trazemos como marca de nossa salvação, como afirma Santa Rosa de Lima “Além da cruz, não existe outra escada para subir ao Céu” e neste mesmo sentido temos a fala de Santo Anselmo de Cantuária “Só quem seriamente ponderou quão pesada é a cruz  pode conceber quão pesado é o pecado.” O nosso Papa Francisco nos exorta, quando de sua homilia na missa com os cardeais “Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.” [Papa Francisco, Santa Missa com os Cardeais - Capela Sistina -14-03-2013]

sábado, 23 de março de 2013


#Semana Santa


Ás portas do Domingo de Ramos (ou Domingo da Paixão), data em que inicia-se a Semana Santa iremos refletir um pouco sobre esta que é a semana mais sagrada da Igreja, tomando como base os seis atos principais da semana: Domingo de Ramos, Quinta-feira Santa, Sexta-feira da Paixão, Sábado Santo (ou de Aleluia) e o Domingo da Páscoa.

@Domingo de Ramos: Celebramos a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, mesmo sabendo que esta seria “a cidade onde haveria de sofrer a Paixão, Morte e Ressurreição” [CIC 570]. Em muitas paróquias há a procissão e missa solene de ramos.
@Quinta-feira Santa: Nesta noite Nosso Senhor “revelou de três modos seu amor até o fim: lavou os pés dos discípulos, mostrando que está entre nós como aquele que serve, antecipou simbolicamente seu Sacrifício e fazendo seus Apóstolos sacerdotes da Nova Aliança.” [Youcat 99]
@Sexta-feira Santa: Este é o único dia do ano em que não há missas. Ao invés da missa, realiza-se a Solene Ação Litúrgica da Paixão, cerimônia onde ocorre o beijamento da Cruz. Este é um dia de silêncio e oração em respeito e lembrança á morte de Nosso Senhor e Salvador.
@Sábado Santo: A noite do sábado santo é a “noite de alegria verdadeira, que une de novo o Céu e a Terra inteira” [Precônio pascal]. Nesta noite nos encontramos com o Cristo ressuscitado e nos enchemos de seu amor e misericórdia. Durante a missa solene é aceso o círio pascal, “Luz de Cristo”, que ficará aceso durante todo o tempo pascal, até o dia de Pentecostes, também durante esta mesma missa renovamos nossas promessas batismais e na maioria das vezes alguns irmãos são batizados, para que banhados nas águas do Cristo ressuscitado possam ser novas criaturas.
@Domingo da Páscoa: É o “dia que o Senhor fez para nós” [Sl 118,24], o dia em que na qual os cristãos celebram a Ressurreição de Nosso Senhor e lembram-se de que “a morte não é mais o fim de tudo, veio ao mundo a alegria e a esperança. Depois de a morte deixar de ter poder sobre Jesus [Rm 6,9], também já não tem mais poder sobre nós, que pertencemos a Jesus.” [CIC 655,658] A Igreja pede que seus fiéis comunguem ao menos neste dia.   

Agora que você sabe um pouco sobre a Semana Santa, que tal ir vivê-la em sua comunidade? Fique ligado nos horários das celebrações na Igreja mais próxima de você e percorra junto de Cristo os caminhos da história da Redenção da humanidade. Fique com Deus e uma santa e feliz Semana Santa!

sexta-feira, 22 de março de 2013


#Testemunho por amor

A vivência da Campanha da Fraternidade faz alguns chamados a juventude de todo Brasil. Através de missões, campanhas, novenas e diversas atividades, dentro e fora da Igreja, os jovens testemunham que é possível ser um verdadeiro cristão no nosso dia-dia, sem deixar de ser jovem, de curtir a vida. Deus fez um chamado, e alegremente os jovens respondem: "Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8).

Inspirados por Cristos os jovens cristãos defendem sua fé além das quatro paredes da igreja. É necessário ir ao encontro de quem está fora, buscar as almas mundanas, e transformá-las com nosso testemunho. Desta forma aprende-se que ser cristão é fazer a diferença, onde nos encontramos. Bento XVI diz: “Deus faz a diferença. Mais ainda: Deus nos faz diferentes, nos faz novos.” 

A Campanha da Fraternidade pede sobretudo um encontro pessoal com Jesus, encontrando primeiro dentro de si, para depois compartilhar essa experiência com o próximo. Esse encontro só acontece através da abertura do coração para o amor. O amor a si mesmo, a amor a Cristo, e amor ao próximo. “O amor é, portanto, a maior de todas as energias, aquela que anima e aperfeiçoa todas as outras forças com a vida divina.” [YouCat 309]. Que não apenas durante esta campanha, mas em todos os tempos, possamos nos abrir a ação do Jesus, que nos ensina e nos ajuda a amar. Jesus é amor! Arrisquemos viver por amor!

sexta-feira, 15 de março de 2013


#Caminhar #Edificar #Confessar


Esse é o momento da movimentação, da atitude, do #AGIR. A Campanha da Fraternidade não foi pensada para os jovens, mas sim sobre os jovens! Todos nós, paroquianos, padres, leigos e somos convidados a entrar nesse movimento coletivo para acolher a juventude e prover caminhos para o nosso protagonismo no seguimento de Jesus, na vivência na Igreja e na construção de uma sociedade fraterna.

Nesta quinta (14), durante sua homilia na missa com os cardeais na Capela Sistina, papa Francisco destacou três pontos que podem ser a base para esta vivência : Caminhar, edificar e confessar.

A primeira coisa que Deus disse a Abraão foi: "Caminha na minha presença e sê irrepreensível. A nossa vida é um caminho. Quando paramos, alguma coisa está errada. Caminhar sempre na presença do Senhor, na luz do Senhor, buscando viver com aquela irrepreensibilidade que Deus pede a Abraão na promessa", frisou o Papa.

Depois o Santo Padre prosseguiu com o edificar. "Edificar a Igreja, fala-se de pedras. As pedras têm consistência, mas pedras vivas, pedras ungidas pelo Espírito Santo. Edificar a Igreja, Esposa de Cristo, sobre a pedra angular que é o Senhor".

O terceiro ponto foi o confessar. "Nós podemos caminhar como queremos, podemos construir muitas coisas, mas se não confessamos Jesus Cristo, algo está errado. Tornamo-nos uma ONG piedosa, mas não a Igreja, Esposa do Senhor. Quando não se caminha, se para. Quando não se edifica sobre as pedras o que acontece? Sucede como acontece com as crianças na praia quando fazem castelos de areia, tudo desaba, pois não tem consistência", disse ainda.

"Caminhar, edificar-construir, confessar, não é tão fácil, porque no caminhar, no construir, no confessar muitas vezes existem abalados, há movimentos que não são movimentos próprios do caminho. São movimentos que nos puxam para traz", destacou papa Francisco.

A passagem do Evangelho proposta na liturgia prossegue com uma situação especial. O próprio Pedro que confessou Jesus Cristo lhe disse: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Eu te seguirei, mas não falaremos de Cruz. Isso não tem nada a ver. Eu te seguirei com outras possibilidades, sem a Cruz". 
"Quando caminhamos sem a Cruz, quando edificamos sem a Cruz e quando confessamos um Cristo sem a Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, sacerdotes, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor", frisou o pontífice.

"Eu gostaria que todos nós, depois desses dias de graça, tivéssemos a coragem de caminhar na presença do Senhor, com a Cruz do Senhor, de construir a Igreja no sangue do Senhor, derramado na Cruz, e confessar a única glória, Cristo Crucificado. E assim a Igreja caminhará para frente. Desejo a todos nós que o Espírito Santo, a oração de Maria, nossa Mãe, nos conceda esta graça: caminhar, edificar e confessar Jesus Cristo Crucificado", concluiu o Papa Francisco.

Ao viver este tempo, ao buscar se integrar com a CF, lembremos-nos das palavras do Papa, que guiam e iluminam no seguimento a Jesus Cristo, nosso Senhor.

terça-feira, 12 de março de 2013


#Igreja


Muitas vezes pode surgir uma dúvida em relação a Igreja e nos questionarmos quem pertence a Igreja Católica? Neste momento podem surgir muitas respostas tais como os padres, bispos ou todo o povo de Deus.


No YOUCAT podemos ter uma resposta “Pertence totalmente à comunhão da Igreja Católica quem, unido ao papa e as bispos, se incorpora em Cristo através da confissão da fé católica e da celebração dos sacramentos” [YouCat 134]

Todos os que foram devidamente batizados e creem em Cristo mas não professam a integra da fé católica ou não guardam a unidade da comunhão sob o sucessor de Pedro, estão constituídos em certa comunhão com a Igreja Católica embora de forma não perfeita. [CIC 838] 

domingo, 10 de março de 2013


# Desejo de Deus



Deus colocou no nosso coração um desejo:procurá-l'O e encontrá-l'O. Santo Agostinho diz: "Tu criaste-nos  para Ti e o nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti". A este desejo de Deus chamamos Religião. [YouCat 3]
O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso:
«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador»(1).
 De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e comportamentos religiosos (orações, sacrifícios, cultos, meditações, etc.). Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso:
Deus «criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente por O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. É n'Ele que vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 26-28). [CIC 27-28]

sábado, 9 de março de 2013


#Congregação Geral


É corrente nos noticiários durante estas últimas semanas que os cardeais estão encontrando-se para as Congregações Gerais, porém muitos irmãos e irmãs não sabem o que é e para que servem as reuniões de congregação. Antes de cada Conclave, o Colégio de Cardeais, sucessores diretos dos apóstolos (Youcat 140), reúne-se para definir quais serão os desafios e urgências pastorais que o Santo Padre terá ao longo de seu Pontificado,além de discutir assuntos relativos ao Conclave, sendo uma das decisões a data e horário de início da eleição do novo Pontífice. A Congregação geral inclui também os cardeais não-eleitores. Ela é realizada na Sala do Sínodo e presidida pelo Decano do Colégio Cardinalício, Dom Ângelo Cardeal Sodano.
Neste “Tempe Sede Vacante” peçamos ao Senhor que ilumine e guie os cardeais-eleitores para que possam escolher o próximo sucessor Petrino!

sexta-feira, 8 de março de 2013


#Juventude e Fraternidade

A Campanha da Fraternidade neste ano nos traz duas reflexões, em seu tema e lema. Mais do que citadas, devem ser vivenciadas de forma que sem falar, as pessoas possam identificar uma Juventude Católica seguidora do exemplo de Cristo, solidária com os irmãos, e obediente as leis de Deus.

Com o tema “Fraternidade e Juventude” e o lema “Eis-me aqui, envia-me”(Is 6,8), segundo a CNBB, o objetivo geral da CF é acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.

Bento XVI descreve no prefácio do YOUCAT: “Vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Trazei à Igreja o fogo inextinguível do vosso amor sempre que o seu rosto for desfigurado!” Sejamos este corpo, não somente em palavras, nas redes sociais, ou nos momentos dentro da Igreja, mas em todo lugares em que estivermos. Vamos viver de forma que todos queiram conhecer quem é esse Cristo, que nos leva a amar de forma tão profunda, que faz nos sentirmos amados e seguros, neste mundo de tantas dúvidas e perigos.

Nossa missão é permitir que, em todos os povos, brote e cresça o Reino de Deus, que Jesus já inaugurou. Aonde Jesus foi, o Céu tocou a Terra, despontou o Reino de Deus, um reino de paz e de justiça. [YOUCAT 123]. Nosso compromisso nesta Campanha é fazer o Reino de Deus crescer no íntimo de cada jovem, de cada grupo ou movimento do qual fazemos parte.

quinta-feira, 7 de março de 2013


#Que missão tem o Papa?

PAPA (gr.pappas = papá) É o sucessor do Apóstolo São Pedro, bispo de Roma. Como São Pedro fora já o primeiro entre os Apóstolos, o Papa, seu sucessor, tem a presidência do colégio dos bispos. Como representante de Cristo, é o pastor supremo.

Como sucessor de São Pedro e cabeça do colégio dos bispos, o Papa é garante da unidade da Igreja. Ele possui a mais alta autoridade pastoral, quer doutrinal quer disciplinar. [880-882, 936-937] 


Jesus concedeu a São Pedro uma singular precedência entre os Apóstolos, que fez dele a superior autoridade na Igreja primitiva (Roma). A Igreja local que São Pedro dirigia e o lugar do seu martírio tornou-se, após a sua morte, o ponto orientador da jovem Igreja. Cada comunidade devia estar em consonância com Roma, o que se tornou a medida da fé correta, íntegra e genuína. 
Até ao momento presente, cada Bispo de Roma, tal como São Pedro, tem sido o supremo pastor da Igreja, cuja cabeça é, na verdade, Cristo; só assim o Papa é “representante de Cristo na Terra”. Como autoridade superior na pastoral e no ensino, vela pela transmissão pura da fé. Em casos necessários, deve revogar nomeações e exonerar ministros ordenados por causa de erros graves de fé ou moral no exercício do seu ministério. 
A Unidade da fé e da moral, garantida pelo ministério pastoral, em cujo topo se encontra o Papa, produz, em parte, a capacidade de resistência e a difusão da Igreja Católica. [YouCat 141]

sábado, 2 de março de 2013


#Colégio de Cardeais


Após a renúncia do agora Papa emérito Bento XVI, os olhos da Igreja e do mundo voltam-se para os 117 cardeais que irão reunir-se na Capela Sistina dentro de poucos dias para escolher o próximo chefe da Barca de São Pedro. Mas o que é o Colégio de Cardeais? São os sucessores dos Apóstolos que “conduzem a Igreja sob a presidência do ministério petrino (Papa)” [Youcat 140]. São funções dos cardeais a eleição do Pontífice Romano durante um evento conhecido como Conclave e a função consultiva dos cardeais, em que na qual exercem junto ao Papa, que pode ser desenvolvida tanto colegialmente (consistório ordinário secreto ou no consistório ordinário público e no consistório extraordinário [Cânone 353]), como particularmente, assinalada na “Pastor Bonus 23” participando do consistório plenário ou congregação plenária, no caso dos Cardeais Prefeitos, Presidentes ou membros dos dicastérios ou de outros departamentos da Cúria Romana ou do Estado da Cidade do Vaticano. O Colégio é presidido pelo Cardeal Decano (ou Deão) é responsável por convocar os cardeais para reuniões ou conclaves. O atual Deão dos cardeais é Dom Ângelo cardeal Scola.
Procuremos ao longo desta semana rezarmos pelos cardeais que irão reunir-se em Roma para o Conclave, onde escolherão o novo Pontífice da Igreja,  que eles, tendo Nosso Senhor como testemunha e inspirados pelo Espírito Santo possam eleger o próximo Papa da Santa Igreja! 

sexta-feira, 1 de março de 2013


#Apóstolos de Cristo



Os apóstolos tornaram-se testemunhas da ressurreição de Jesus e garantes de Sua verdade. Eles continuaram a missão de Jesus após sua morte; e escolherem bispos para seus sucessores. Os sucessores dos Apóstolos partilham, ainda hoje, do pleno poder transmitido por Jesus; eles guiam, ensinam e celebram a Liturgia. A união dos Apóstolos tornou-se o fundamento da unidade da Igreja. [YouCat, 92]
Entre os Apóstolos ainda se destaca Pedro, a quem Jesus concedeu uma especial autoridade: "Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja." (Mt 16,18) Do especial lugar de Pedro entre os Apóstolos proveio o ministério papal.
Somos convidados neste momento particular de nossa Igreja, a intensificar nossas orações pelos Apóstolos de Cristo reunidos em Roma. Que assim como em Pentecostes, O Espírito Santo conduza seus pensamentos e ações. "Jesus disse: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-Me para anunciar a boa nova aos pobres. Enviou-Me a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos, a proclamar o ano da graça do Senhor." (Lc 4,18).
"Permaneçamos unidos, queridos Irmãos, neste Mistério: na oração, especialmente na Eucaristia cotidiana, e assim sirvamos à Igreja e toda a humanidade. Esta é a nossa alegria, que ninguém pode nos tirar." Papa Bento XVI


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domingo, 30 de dezembro de 2012


# Fé em família

Uma família cristã deve ser uma Igreja em ponto pequeno. Todos os membros de uma família cristã são convidados a fortalecer-se reciprocamente na fé e a superar-se mutuamente no zelo por Deus. Devem rezar uns pelos outros e uns com os outros, e realizar ações comuns de amor ao próximo.
Os pais responsabilizam-se pela transmissão da fé aos seus filhos, pedem o seu Batismo e servem-nos, sendo para eles exemplo de fé. Isto significa que  os pais devem fazer com que seus filhos saibam como é valioso e agradavel viver na presença e na proximidade do Deus que ama. A determinada altura, porém, os pais também aprenderão com a fé dos seus filhos e ouvirão como Deus fala por eles, porque a fé dos mais novos frequentemente está cunhada de maior entrega e "porque habitualmente o Senhor revela o melhor a uma pessoa mais nova"( São Bento de Núrsia, Regra 3, 3). [YouCat 373]


A educação da fé por parte dos pais deve começar desde a mais tenra infância. Faz-se já quando os membros da família se ajudam mutuamente a crescer na fé pelo testemunho duma vida cristã, de acordo com o Evangelho. A catequese familiar precede, acompanha e enriquece as outras formas de ensinamento da fé. Os pais têm a missão de ensinar os filhos a rezar e a descobrir a sua vocação de filhos de Deus (19). A paróquia é a comunidade eucarística e o coração da vida litúrgica das famílias cristãs: é o lugar privilegiado da catequese dos filhos e dos pais.
Por sua vez, os filhos contribuem para o crescimento dos seus pais na santidade (20). Todos e cada um se darão, generosamente e sem se cansar, o perdão mútuo exigido pelas ofensas, querelas, injustiças e abandonos. Assim o sugere o afeto mútuo. E assim o exige a caridade de Cristo (21). [CIC 2226-2227]

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


#O que tem a minha fé a ver com a Igreja?


Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. [YouCat 166 - 169, 181]

A fé é aquilo que a pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de poder dizer tanto “eu” como “nós”, pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte numa convicção comum. A fé dos outros transporta-me, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. O “eu” e o “nós” da fé remetem-nos para os dois símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com “eu creio”, Credo, e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua forma original, começava com credimus (“nós cremos”). [YouCat 24] 

Não posso construir a minha fé pessoal num diálogo privado com Jesus, porque a fé me é doada por Deus através duma comunidade crente que é a Igreja e, desta maneira, me insere na multidão dos crentes numa comunhão que não é só sociológica, mas radicada no amor eterno de Deus, que em Si mesmo é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, é Amor trinitário. A nossa fé só é deveras pessoal, se for também comunitária: só pode ser a minha fé, se viver e se mover no «nós» da Igreja, se for a nossa fé, a fé comum da única Igreja. 
Aos domingos, durante a Santa Missa, recitando o «Credo», nós expressamo-nos em primeira pessoa, mas confessamos comunitariamente a única fé da Igreja. O «Credo» pronunciado singularmente une-se ao de um imenso coro no tempo e no espaço, no qual cada um contribui, por assim dizer, para uma polifonia concorde na fé. O Catecismo da Igreja Católica resume de modo claro: «"Crer" é um ato eclesial. A fé da Igreja precede, gera, apoia e nutre a nossa fé. A Igreja é a Mãe de todos os crentes. "Ninguém pode dizer que tem Deus como Pai se não tiver a Igreja como Mãe" [São Cipriano]» (n. 181). Portanto, a fé nasce na Igreja, conduz para ela e vive nela. É importante recordar isto. Precisamos de uma Igreja para confirmar a nossa fé e fazer experiência dos dons de Deus: a sua Palavra, os Sacramentos, o apoio da graça e o testemunho do amor. Assim o nosso «eu» no «nós» da Igreja poderá sentir-se, ao mesmo tempo, destinatário e protagonista de um evento que o supera: a experiência da comunhão com Deus, que funda a comunhão entre os homens. Num mundo no qual o individualismo parece regular as relações entre as pessoas, tornando-as cada vez mais frágeis, a fé chama-nos a ser Povo de Deus, a ser Igreja, portadores do amor e da comunhão de Deus por todo o género humano (cf. Const. past. Gaudium et spes, 1).
[PAPA BENTO XVI – A Fé da Igreja]

terça-feira, 25 de dezembro de 2012


#É Natal!


“E em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado à humanidade, pelo qual possamos ser salvos.” At 4,12Em Jesus Cristo, Deus se revela a nós como um Pai misericordioso, cheio de amor. “Através de Jesus Cristo, torna-Se visível o Deus invisível. Ele torna-Se como nós. Isto mostra-nos até que ponto vai o amor de Deus: Ele carrega o nosso peso.” 
[YouCat 9]

No natal, somos chamados a viver o nascimento do Emanuel (Deus Conosco), é tempo de refletir como está sendo nossa caminhada, como estou acolhendo o amor do Pai, que entregou seu filho único por amor a nós. Jesus que vive nossa solidão, nosso sofrimento, nosso medo da morte, um Deus que se fez homem em tudo, exceto no pecado, um Deus que não ficou nas alturas, mas se rebaixou a nossa condição, para abrir para nós a porta da Vida eterna.

“Por isso, a vinda do Senhor não pode ter outra finalidade, a não ser a de nos ensinar a ver e a amar os acontecimentos, o mundo e quanto nos circunda, com os olhos do próprio Deus. O Verbo que se fez Menino ajuda-nos a compreender o modo de agir de Deus, a fim de sermos capazes de nos deixar transformar cada vez mais pela sua bondade e misericórdia infinita.” 
(Bento XVI – Audiência geral de 22/12/10)

domingo, 23 de dezembro de 2012


# Orar com Maria

Aprender a orar com Maria significa estar em harmonia com a sua oração: <<Faça-se em mim segundo a Tua palavra.>> (Lc 1,38) Orar é, no fundo, uma entrega que responde ao amor de Deus. Quando, como Maria, dizemos "sim", Deus tem a possibilidade de viver no seio da nossa vida. [YouCat 479]

A oração de Maria é-nos revelada na aurora da plenitude dos tempos. Antes da encarnação do Filho de Deus e da efusão do Espírito Santo, a sua oração coopera de um modo único com o desígnio bene­volente do Pai, aquando da Anunciação para a concepção de Cristo (87) e aquando do Pentecostes para a formação da Igreja, corpo de Cristo (88). Na fé da sua humilde serva, o Dom de Deus encontra o acolhimento que Ele esperava desde o princípio dos tempos. Aquela que o Todo-Poderoso fez «cheia de graça» responde pelo oferecimento de todo o seu ser: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». «Faça-se» é a oração cristã: ser todo para Ele, já que Ele é todo para nós. [CIC 2617]

A oração da Virgem Maria, no seu «Fiat» e no seu «Magnificat», caracteriza-se pelo oferecimento generoso de todo o seu ser na fé.[CIC 2622]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012


#Tempo de oração

Natal é tempo de oração. É tempo de olhar para Aquele que nasce e aprender a orar como Ele.

Jesus cresceu com as crianças israelitas do Seu tempo, com os ritos e formas de oração do Seu povo. Aprendeu a rezar na Sua família e na sinagoga. A Sua oração mostrou a união com o Pai do Céu. A vida de Jesus era uma oração única. Em momentos decisivos, como a crucifixão, sua oração era intensa.

Ser um com o Pai, no Espirito Santo, era o fio condutor da Sua vida terrena. Festejemos o nascimento de Jesus em oração, como forma de estarmos ligados ao Pai, de onde viemos e para onde voltaremos. [Catecismo Jovem 474 e 475]

terça-feira, 18 de dezembro de 2012


#Deus se fez homem


 Podemos nos questionar o porque de Jesus se tornar como um de nós, participando de nossa sorte terrena, dos sofrimentos e da nossa morte, tornando-Se um de nós em tudo exceto no pecado. [YouCat 76] O evangelista João nos responde de uma forma brilhante “Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho Unigênito” (Jo 3,16), foi simplesmente por amor, para que nós pudéssemos ser salvos e um O encontrar na glória celeste, sabendo que “Ele permaneceu o que era e assumiu o que não era”.
           
Deus se fez homem em Jesus Cristo, através da encarnação e pela ação do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria se fez homem, para que  pudéssemos também nos reconciliar com Deus, para que conhecêssemos o amor de Deus, para se tornar nosso modelo de santidade e para que cada um de nós nos tornássemos participantes da natureza divina. [CIC 456-460]

Deste modo a humanidade pecadora e infeliz, pode ter a esperança da salvação, e já não é mais órfã pois eis o Salvado entre nós, Deus se feito homem para a salvação da humanidade.

domingo, 16 de dezembro de 2012


# Fé e evolução

«No princípio, Deus criou o céu e a terra». Três coisas são afirmadas nestas primeiras palavras da Escritura: Deus eterno deu um princípio a tudo quanto existe fora d'Ele. Só Ele é criador (o verbo «criar» – em hebraico «bara» – tem sempre Deus por sujeito). E tudo quanto existe (expresso pela fórmula «o céu e a terra») depende d' Aquele que lhe deu o ser.
 Insinuada no Antigo Testamento (115) revelada na Nova Aliança, a acção criadora do Filho e do Espírito Santo, inseparavelmente unida à do Pai, é claramente afirmada pela regra de fé da Igreja: «Existe um só Deus. Ele é o Pai, é Deus, é o Criador, o Autor, o Ordenador. Fez todas as coisaspor Si mesmo, quer dizer, pelo Seu Verbo e pela sua Sabedoria» (116) «pelo Filho e pelo Espírito» que são como «as suas mãos» (117). A criação é obra comum da Santíssima Trindade.  [CIC 290 e 292]

A teologia não tem competência cientifico-natural nem a ciência natural tem competência teológica. A ciência natural não pode excluir dogmaticamente que na criação haja processos orientados para um fim; por seu turno, a fé não pode definir como eles concretizam no curso do desenvolvimento da Natureza. Um cristão pode aceitar a teoria da evolução como um modelo explicativo e eficaz, desde que não caia no erro do evolucionismo, que vê no ser humano um produto casual de processos biológicos. A Evolução pressupõe a existência de "algo" que se desenvolva. Nada é dito sobre o "onde" deste "algo". De igual modo, a biologia não pode responder as perguntas acerca do "ser"da "essência", da "dignidade", da "missão", do "sentido" e do "porquê" do mundo e do ser humano. Tal como o evolucionismo, num extremo, também o criacionismo, no outro, é uma ultrapassagem de limites; os criacionistas tomam ingenuamente à letra os dados bíblicos ( como a idade da terra e os seis dias da criação). [YouCat 42]

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


#Fé - o que é isso?


Fé é conhecimento e confiança. Tem sete características: 

• A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos. 
• A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação.
• A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino. 
• A fé é absolutamente segura porque Jesus o garante.
• A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor.
• A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio.
 • A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do Céu. [153-165, 179-180, 183-184] 

Muitos afirmam que “crer” é demasiado pouco; eles querem é “saber”. A palavra “crer” tem, no entanto, dois sentidos completamente distintos. Se um pára-quedista no aeroporto, pergunta ao empregado: “O pára-quedas está corretamente acondicionado?”, e este casualmente responder: “Hum, creio que sim…”, isso então não lhe bastará; ele quer mesmo saber. Se, todavia, ele tiver pedido a um amigo para acondicionar o pára-quedas, e este lhe responder à mesma pergunta: “Sim, eu pessoalmente encarreguei-me de fazer. Podes confiar em mim!”, o pára-quedista responder-lhe-á então: “Está bem, acredito em ti!” Esta fé é muito mais que “conhecimento”, ela significa “certeza”. E esta é a fé que fez Abraão mudar-se para a Terra Prometida, esta é a fé que fez os mártires perseverarem até à morte, esta é a fé que ainda hoje mantém de pé os cristãos perseguidos. Uma fé que compreende todo o ser humano… [YouCat, n.º 21] 

 “A fé, então, é um consentimento com o qual a nossa mente e o nosso coração dizem o seu “sim” a Deus, confessando que Jesus é o Senhor. E este “sim” transforma a vida, a abre ao caminho para uma plenitude de significado, a torna então nova, rica de alegria e de esperança confiável”. 

“Caros amigos, o nosso tempo requer cristãos que foram apreendidos por Cristo, que cresçam na fé graças à familiaridade com a Sagrada Escritura e os Sacramentos. Pessoas que sejam quase um livro aberto que narra a experiência da vida nova no Espírito, a presença daquele Deus que nos sustenta no caminho e nos abre à vida que nunca terá fim”
 [ PAPA BENTO XVI – Carta Apostólica Porta Fedei]

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


#Transmissão da Fé



Os cristãos autênticos de forma nenhuma podem deixar de transmitir a fé, muitos pensam que essa transmissão cabe somente aos especialistas (catequistas, párocos, missionários), mas se enganam esta responsabilidade é de todos os cristãos, somos cristãos para os outros.

Devemos transmitir a fé porque Jesus ordenou-nos: “Ide, fazei discípulos de todas as nações!” (Mt 28,19), a esse respeito Madre Teresa utilizou uma boa metáfora: “É freqüente observares fios elétricos ao longo da estrada. Se a corrente não passa por eles, não há luz. O fio é o que somos tu e eu. A corrente elétrica é Deus. Temos o poder de a deixar passar através de nós e, assim, fornecer ao mundo a Luz, que é Jesus, ou de recusarmos que Ele Se sirva de nós, permitindo, com isso, que a escuridão se alastre” [YouCat 11]

Neste tempo é que vivemos se torna necessária que estejamos edificados na palavra de Deus para realizarmos transmissão da fé, como afirma o Papa Bento XVI “É urgente e necessário que surja uma nova geração de apóstolos que estejam enraizados na Palavra de Cristo, em condições de dar uma resposta aos desafios do nosso tempo e preparados para anunciar o Evangelho em toda a parte”. [Bento XVI, 22-02-2006]

domingo, 9 de dezembro de 2012


# Santíssima trindade

A Trindade é um mistério de fé em sentido estrito, um dos «mistérios ocultos em Deus, que não podem ser conhecidos se não forem revelados lá do alto» (37) É verdade que Deus deixou traços do seu Ser trinitário na obra da criação e na sua revelação ao longo do Antigo Testamento. Mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santíssima constitui um mistério inacessível à razão sozinha e, mesmo, à fé de Israel antes da Encarnação do Filho de Deus e da missão do Espírito Santo. [CIC 237]

O Ser humano , com as capacidades da sua razão não consegue atingir Deus. Ele reconhece, todavia, a razoabilidade deste mistério ao aceitar a Revelação de Deus em Jesus Cristo. Se Deus fosse só e solitário, não poderia amar desde toda a eternidade. Iluminados por Jesus, encontramos sinais da Trindade de Deus já no Antigo Testamento e até em toda a Criação. [ YouCat 36]


A lembrança deste Pai ilumina a mais profunda identidade do ser humano: donde vimos, quem somos e quão grande é a nossa dignidade. Nós provimos naturalmente dos nossos pais e somos seus filhos; porém, nós vimos de Deus, que nos criou à Sua imagem e nos chamou a sermos Seus filhos. Por isso, não é o acaso ou concorrência do destino que se encontra na origem de cada ser humano, mas um plano do amor divino. Isto nos revelou Jesus Cristo, verdadeiro Filho de Deus e homem perfeito. Ele sabia de onde vinha e de onde vimos nós todos: do amor do Seu Pai e de nosso Pai.

 Bento XVI, 09-07-2006


quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


#Estudai o Catecismo!


Queridos jovens amigos! 

Hoje, aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário. É extraordinário pelo seu conteúdo, mas também pelo modo pelo qual é formado, que eu desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender sua particularidade. Youcat originou-se, por assim dizer, de uma outra obra, que surgiu em meados dos anos 80. Era um período difícil para a Igreja, assim como para a sociedade mundial, durante o qual se sugeriu a necessidade de novas orientações para encontrar uma estrada rumo ao futuro. Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude hodierna; mas eu não acredito nessa afirmação e estou seguro de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de ser; os jovens querem saber de que consiste verdadeiramente a vida. Um romance criminal é emocionante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é emocionante porque nos fala do nosso próprio destino e, por isso, está intimamente relacionado a cada um de nós. Por isso, convido-vos: estudai o catecismo! Esse é o meu desejo, de coração. Esse subsídio ao catecismo não vos engana; não oferece soluções fáceis; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do Evangelho como a “pérola preciosa” (Mt 13, 45) pela qual preciso dar tudo. Por isso, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo para isso! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, leiai-o em duplas, se sois amigos, formais grupos e redes de estudo, trocai ideias pela Internet. Permanecei, de todos os modos, em diálogo sobre a vossa fé! 

Prefácio do Papa Bento XVI – YouCat 

Estudai o catecismo! Esse é o desejo do meu coração. Formai grupos de estudo e redes sociais, partilhai-o entre vós na Internet! 

PAPA BENTO XVI 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012


#Símbolos da Fé



A fé necessita de formas densas para que seu conteúdo não se perca, com os símbolos da fé é possível que diferentes culturas mantenham a essência da fé que a Igreja professa. “Na Igreja, o que está em jogo não são palavras vazias, mas a realidade”. [YouCat 25]

E é com a ajuda dos símbolos da fé que se pode, contemplar, expressar, transmitir, celebrar e viver as diversas realidades de nosso tempo em diferentes tempos, não cometendo equívocos e adulterações na mensagem de Cristo.

Os símbolos da fé expressam o que temos de mais belo, e somente o conhecendo é que podemos viver verdadeiramente a mensagem de Cristo, “Com efeito, no nosso tempo é necessária uma renovada educação para a fé, que inclua sem dúvida um conhecimento das suas verdades e dos acontecimentos da salvação, mas, sobretudo que nasça de um encontro verdadeiro com Deus em Jesus Cristo, do amá-lo, do ter confiança nele, de modo que a vida inteira seja envolvida por Ele.”

Papa Bento XVI, 24-10-2012

domingo, 2 de dezembro de 2012


#Fé e Ciência natural



«Muito embora a fé esteja acima da razão, nunca pode haver verdadeiro desacordo entre ambas: o mesmo Deus, que revela os mistérios e comunica a fé, também acendeu no espírito humano a luz da razão. E Deus não pode negar-Se a Si próprio, nem a verdade pode jamais contradizer a verdade» [CIC 159]

Nenhuma verdade da fé faz concorrência com as verdades da ciência. Só existe uma verdade, à qual dizem respeito tanto a fé como a razão científica. Deus quis tanto a razão, com que podemos descobrir as estruturas racionais do mundo, como a fé. Por isso a fé cristã exige e apoia a ciência natural. A fé existe para conhecermos as coisas que, embora não possam ser abarcadas pela razão, existem todavia para além da razão e são reais. A fé lembra à ciência natural que esta não se deve colocar no lugar de Deus, mas servir a Criação. A ciência natural tem de respeitar a dignidade humana, em vez de atentar contra ela. [YouCat 23]

"É falso o pré-juízo de certos pensadores modernos, segundo os quais a razão humana seria como que bloqueada pelos dogmas da fé. É verdade exatamente o contrário, como os grandes mestres da tradição católica demonstraram. Santo Agostinho, antes de sua conversão, busca com tanta inquietação a verdade, através de todas as filosofias disponíveis, encontrando todas insatisfatórias. A sua cansativa investigação racional é para ele uma significativa pedagogia para o encontro com a Verdade de Cristo". 

Papa Bento XVI, 21-11-2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012


#Maria (Theotokos) modelo de Fé


Maria é mãe e modelo da Igreja, “que acolhe na fé a divina Palavra e se oferece a Deus como ‘terra fértil’ na qual ele pode continuar a realizar seu mistério de salvação”

 [Papa Bento XVI - 02-01-2012]

Chamada nos evangelhos «a Mãe de Jesus» (Jo 2, 1; 19, 25)(150), Maria é aclamada, sob o impulso do Espírito Santo e desde antes do nascimento do seu Filho, como «a Mãe do meu Senhor» (Lc 1, 43). Com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que Se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade. A Igreja confessa que Maria é, verdadeiramente, Mãe de Deus («Theotokos») (151). [CIC 495] 

Quem chama “mãe de Deus” a Maria confessa que o seu Filho é Deus. [Youcat 82] 

Em Maria, a fé se traduz em ser mãe, educadora e discípula de Jesus. Sua importância não reside em primeiro lugar na maternidade. E sim, na fé, compromisso radical e inteiro a Deus e ao seu projeto.

terça-feira, 27 de novembro de 2012


#Fé e a Igreja II


A fé não deve ser vivida de forma solitária ou isolada, a fé existe para ser partilhada pois assim formamos a comunhão. "Uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional.” [YouCat 24]

A fé do outro me edifica a caminhar, enquanto a minha fé fortalece outro. “Quando chegaram (Paulo e Barnabé) a Antioquia, reuniram a comunidade e contaram tudo o que Deus havia feito por meio deles: o modo como Deus tinha aberto a porta da fé para os pagãos” (At 14, 27).

A fé mesmo que seja o que uma pessoa tem de mais pessoal, mas ela não é um assunto privado e é da Igreja que recebemos a fé. Foi por esta fé que Maria viveu e entregou toda sua vida sendo sempre fiel e assim se tornou modelo de partilha e de comunhão “como foi no caso das bodas de Caná, como no dia de Pentecostes em que ela orava com os discípulos” [YouCat 149]

Por este motivo a Igreja a venera de uma forma tão especial e tem vários locais de peregrinação, festas, cânticos e orações marianas, como o Rosário

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


#A fé em Deus II



A fé consiste numa relação de confiança com Deus, com o coração e com a inteligência, com todas as forças emocionais; de fato, a fé se torna "ativa no amor" (Gl 5,6). Crer realmente no Deus do amor não se manifesta nas afirmações, mas nas ações do amor. [YouCat 307]

Nós precisamos da Igreja para confirmar a nossa fé e experimentar os dons de Deus: a Sua Palavra, os sacramentos, o apoio da graça e o testemunho do amor. Assim, o nosso "eu" no "nós" da Igreja será capaz de se perceber, ao mesmo tempo, destinatário e protagonista de um evento que o supera: a experiência da comunhão com Deus, que estabelece a comunhão entre as pessoas.

Papa Bento XVI - Catequese 31-10-2012

domingo, 11 de novembro de 2012


#A fé em Deus


A fé é o caminho aberto por Deus para a verdade, que é o próprio Deus. Porque Jesus é " o Caminho, a Verdade e a Vida" (Jo 14,6), esta fé não pode ser uma simples atitude, uma "crença" em algo. Por um lado, a fé tem conteúdos claros, que a Igreja confessa no Credo (Símbolo da fé) e que tem como missão proteger; quem acolhe o dom da fé, isto é, quem quer crer, confessa esta fé, preservada fielmente através dos tempos e das culturas. [YouCat 307]

Crer é um ato eclesial. A fé da Igreja antecede, gera, apoia e nutre a nossa fé. A Igreja é Mãe de todos os crentes. ‘Ninguém pode dizer ter Deus como Pai se não tem a Igreja como Mãe’ [são Cipriano]” (n. 181). Também a fé nasce na Igreja, conduz a essa e vive nessa. É importante recordar isso. 

Papa Bento XVI - Catequese 31-10-2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012


#Crer em Deus II


Seu houvesse dois deuses, um seria a fronteira do outro. Nenhum dos dois seria infinito; nenhum, perfeito. Portanto, nenhum seria Deus. A experiência fundamental de Deus feita por Israel está assim expressa: "Escuta, Israel! O Senhor nosso Deus é único." (Dt 6,4) Os profetas exortavam a deixar os falsos deuses e a virar-se para o único Deus: "Eu sou Deus e mais ninguém." (Is 45,22) [YouCat 30]

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não criado, consubstancial ao Pai. Por Ele todas as coisas foram feitas. E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: e encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem.

Credo Niceno-Constantinopolitano

domingo, 4 de novembro de 2012


#Crer em Deus


Cremos num só Deus porque, segundo o testemunho da Sagrada Escritura, há m só Deus , e também porque, segundo as leis da lógica, só pode haver um. [YouCat 30]

Por conseguinte, só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior porque tem a sua origem em Deus.

Papa Bento XVI - Porta Fidei

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


#Fé III


A fé é a força pela qual concordamos com Deus, reconhecemos a Sua Verdade e nos ligamos a Ele pessoalmente. [307]

A PORTA DA FÉ (cf. Act 14, 27), que introduz na vida de comunhão com Deus e permite a entrada na sua Igreja, está sempre aberta para nós. É possível cruzar este limiar, quando a Palavra de Deus é anunciada e o coração se deixa plasmar pela graça que transforma. Atravessar esta porta implica embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira. Este caminho tem início no Batismo (cf. Rm 6, 4), pelo qual podemos dirigir-nos a Deus com o nome de Pai, e está concluído com a passagem através da morte para a vida eterna, fruto da ressurreição do Senhor Jesus, que, com o dom do Espírito Santo, quis fazer participantes da sua própria glória quantos creem n’Ele (cf. Jo 17, 22). Professar a fé na Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – equivale a crer num só Deus que é Amor (cf. 1 Jo 4, 8): o Pai, que na plenitude dos tempos enviou seu Filho para a nossa salvação; Jesus Cristo, que redimiu o mundo no mistério da sua morte e ressurreição; o Espírito Santo, que guia a Igreja através dos séculos enquanto aguarda o regresso glorioso do Senhor.

Papa Bento XVI - Porta fidei

quarta-feira, 24 de outubro de 2012


#Em que cremos


Deus colocou em nosso coração um desejo: procurá-Lo e encontrá-Lo. Santo Agostinho diz: "Tu criaste-nos para Ti e o nosso coração está inquieto até encontrar o descanso em Ti." A este desejo de Deus chamamos religião. A busca de Deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo quando encontrou Deus. "Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ela." (Santa Edith Stein) [YouCat 03]

Nesta perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo. No mistério da sua morte e ressurreição, Deus revelou plenamente o Amor que salva e chama os homens à conversão de vida por meio da remissão dos pecados (cf. At 5, 31).

Papa Bento XVI - Porta Fidei

quarta-feira, 17 de outubro de 2012


#Fé e a Igreja


Ninguém pode crer só para si mesmo, como também ninguém consegue viver só para si mesmo. Recebemos a fé da Igreja e vivemo-la em comunhão com todas as pessoas com quem partilhamos a nossa fé. O “eu” e o “nós” da fé remetem-nos para os dois símbolos da fé da Igreja, pronunciados na Liturgia: o Símbolo dos Apóstolos, que começa com (“eu creio”) ( Credo), e o grande Símbolo Niceno-Constantinopolitano, que, na sua forma original, começava com credimus (“nós cremos”).

A fé é aquilo que uma pessoa tem de mais pessoal, mas não é um assunto privado. Quem deseja crer tem de poder dizer tanto “eu” como “nós”, pois uma fé que não possa ser partilhada e comunicada seria irracional. Cada crente dá o seu consentimento ao Credo da Igreja. Dela recebeu a fé. Foi ela que, ao longo dos séculos, lhe transmitiu a fé, a guardou de adulterações e a clarificou constantemente. Crer é, portanto, tomar parte numa convicção comum. A fé dos outros transporta-me, como também o fogo da minha fé incendeia os outros e os fortalece. [YouCat 24]

Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele».

Papa Bento XVI - Porta fidei

segunda-feira, 15 de outubro de 2012


#Crer em Deus


Responder a Deus significa crer n’Ele. 

Quem deseja crer precisa de um «coração que escuta» (1Rs 3,9). Deus procura o contato conosco de múltiplas formas. Em cada encontro humano, em cada experiência da Natureza que nos toca, em cada aparente acaso, em cada desafio, em cada sofrimento... Deus deixa-nos uma mensagem escondida. Ele fala-nos ainda mais claramente quando Se dirige a nós pela Sua Palavra ou pela voz da consciência. Ele trata-nos como amigos. Por isso, também nós, como amigos, devemos corresponder-Lhe, crendo e confiando totalmente n’Ele, aprendendo a conhecê-lO cada vez melhor e a aceitar sem reservas a Sua vontade. [YouCat 20]

"Crer é essencialmente o acolhimento de uma Verdade que a nossa razão não consegue atingir, um acolhimento simples e incondicional, como se se tratasse de uma prova."

Beato John Henry Newman

quarta-feira, 10 de outubro de 2012


#Fé II


Fé é conhecimento e confiança. Tem sete características: 

A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos; A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação; A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino; A fé é absolutamente segura porque Jesus o garante; A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor; A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio; A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do Céu. 

Muitos afirmam que “crer” é demasiado pouco; eles querem é “saber”. A palavra “crer” tem, no entanto, dois sentidos completamente distintos. Se um pára-quedista, no aeroporto, pergunta ao empregado: «O pára-quedas está corretamente acondicionado?», e este casualmente responder: «Hum, creio que sim...», isso então não lhe bastará; ele quer mesmo saber. Se, todavia, ele tiver pedido a um amigo para acondicionar o pára-quedas, e este lhe responder à mesma pergunta: «Sim, eu pessoalmente encarreguei-me de o fazer. Podes confiar em mim!», o pára-quedista responder-lhe-á então: «Está bem, acredito em ti!» Esta fé é muito mais que “conhecimento”, ela significa “certeza”. E esta é a fé que fez Abraão mudar-se para a Terra Prometida, esta é a fé que fez os mártires perseverarem até à morte, esta é a fé que ainda hoje mantém de pé os cristãos perseguidos. Uma fé que compreende todo o ser humano... [YouCat 21]

Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. (Papa Bento XVI - Porta Fidei)

sábado, 6 de outubro de 2012


#Fé


Quando a fé nasce, ocorre com frequência uma perturbação ou um desassossego. O ser humano apercebe-se de que o mundo visível e o decurso normal das coisas não correspondem a tudo o que existe. Sente-se tocado por um mistério. Persegue as pistas que o remetem para a existência de Deus e encontra-se cada vez mais confiante em abordar a Deus e, por fim, ligar-se a Ele livremente. [YouCat 22]


"Com efeito, a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria. A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de fato, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem  o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos. Os crentes – 
atesta Santo Agostinho – "fortificam-se acreditando". O Santo Bispo de Hipona tinha boas razões para falar assim. Como sabemos, a sua vida foi uma busca contínua da beleza da fé enquanto o seu coração não encontrou descanso em Deus. Os seus numerosos escritos, onde se explica a importância de crer e a verdade da fé, permaneceram até aos nossos dias como um patrimônio de riqueza incomparável e consentem ainda que tantas pessoas à procura de Deus encontrem o justo percurso para chegar à 'porta da fé."

Papa Beto XVI - Porta Fidei

segunda-feira, 24 de setembro de 2012


#Novo Testamento


Chegados por assim dizer ao coração da "Cristologia da Palavra", é importante sublinhar a unidade do desígnio divino no Verbo encarnado: é por isso que o Novo Testamento nos apresenta o Mistério Pascal de acordo com as Sagradas Escrituras, como a sua íntima realização.

Papa Bento XVI - Verbum Domini


No Novo Testamento consuma-se a revelação de Deus. Os quatro Evangelhos - segundo São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João - são o coração da Sagrada Escritura e o mais precioso tesouro da Igreja. Neles mostra-Se o Filho de Deus como Ele é e como vem ao nosso encontro. Nos Atos dos Apóstolos conhecemos os primórdios da Igreja e a ação do Espírito Santo. Nas cartas apostólicas a vida do ser humano é iluminada, em todas as suas dimensões, pela Luz de Cristo. No Apocalipse de São João antevemos os fins dos tempos. [YouCat 18]

A Sagrada Escritura não é algo que pertence ao passado. O Senhor não fala no passado, mas no presente; Ele fala conosco hoje, dá-nos a luz, mostra-nos o caminho da vida, concede-nos a comunhão, e, assim, prepare-nos e abre-nos para a paz.

Papa Bento XVI, 29-06-2006

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


#Antigo Testamento


"É estupendo observar como todo o Antigo Testamento se nos apresenta já como história na qual Deus comunica a sua Palavra: de fato, "tendo estabelecido aliança com Abraão (cf. Gn 15, 18), e com o povo de Israel por meio de Moisés (cf. Ex 24, 8), revelou-Se ao Povo escolhido como único Deus verdadeiro e vivo, em palavras e obras, de tal modo que Israel pudesse conhecer por experiência os planos de Deus sobre os homens, os compreendesse cada vez mais profunda e claramente, ouvindo o mesmo Deus falar por boca dos profetas, e os difundisse mais amplamente entre os homens (cf. Sl 21, 28-29; 95, 1-3; Is 2, 1-4; Jr 3, 17)". 
Esta condescendência de Deus realiza-se, de modo insuperável, na encarnação do Verbo. A Palavra eterna que se exprime na criação e comunica na história da salvação." 

Papa Bento XVI - Verbum Domini

"No Antigo Testamento, Deus mostra-Se como o Criador e o sustento do mundo, como guia e educador da humanidade. Também os livros do Antigo Testamento são Palavra de Deus e Sagrada Escritura. Sem o Antigo Testamento não é possível compreender Jesus." [YouCat 17]

"Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacob – não dos filósofos ou dos eruditos! Deus de Jesus Cristo. Só se pode encontrar e guardar nos caminhos instruídos no Evangelho." 

Blaise Pascal

sexta-feira, 14 de setembro de 2012


#Como se lê a Bíblia II


Ninguém pense que desejo resumir em breves palavras o conteúdo deste livro, pois esta escritura contém todos os mistérios do Senhor, falando do Emanuel, o nascido da Virgem, o realizador de obras e sinais estupendos, o morto e sepultado, o ressurgido dos infernos e o salvador de todos os povos. Que direi de física, ética e lógica? Tudo o que há nas santas Escrituras, tudo o que a língua humana pode proferir e uma inteligência mortal receber, está contido neste livro. Atesta esses mistérios quem escreveu: Será para vós a visão de todas as coisas como as palavras de um livro selado; se é dado a alguém que saiba ler, dizendo-lhe: Lê isto, ele responderá: Não posso, está selado. E se for dado a quem não sabe ler e se lhe disser: Lê, responderá: Não sei ler (Is 29,11-12). São Jerônimo

A Bíblia é como uma longa carta de Deus dirigida a nós. Por isso, temos de acolher as Sagradas Escrituras com grande amor e respeito. Primeiro, devemos realmente ler a carta de Deus, isto é, não isolar pormenores sem atender ao todo. Depois, devemos orientar esse todo para o seu coração e mistério, ou seja, para Jesus Cristo, de quem fala toda Bíblia, mesmo o Antigo Testamento. Portanto, devemos ler as Sagradas Escrituras na mesma fé viva da Igreja em que elas surgiram. [YouCat, n.º 16]

domingo, 9 de setembro de 2012


#Como se lê a Bíblia


Desejaria ainda sublinhar como é signiÞ cativo o testemunho a respeito da relação entre o Espírito Santo e a Escritura que encontramos nos textos litúrgicos, onde a Palavra de Deus é proclamada, escutada e explicada aos Þ éis. É o caso de antigas orações que, em forma de epiclese, invocam o Espírito antes da proclamação das leituras: "Mandai o vosso Espírito Santo Paráclito às nossas almas e fazei-nos compreender as Escrituras por Ele inspiradas; e concedei-me interpretá-las de maneira digna, para que os fiéis aqui reunidos delas tirem proveito". De igual modo, encontramos orações que, no fim da homilia, novamente invocam de Deus o dom do Espírito sobre os fiéis: "Deus salvador (…), nós Vos pedimos por este povo: Mandai sobre ele o Espírito Santo; o Senhor Jesus venha visitá-lo, fale à mente de todos e abra os corações à fé e conduza para Vós as nossas almas, Deus das Misericórdias". Por tudo isto bem podemos compreender que não é possível alcançar o sentido da Palavra, se não se acolhe a ação do Paráclito na Igreja e nos corações dos fiéis.

Papa Bento XVI - Verbum Domini

A Sagrada Escritura lê-se corretamente se for lida em atitude orante, ou seja, com a ajuda do Espírito Santo, sob cujo influxo ela surgiu. Ela contém a Palavra de Deus, isto é, a decisiva mensagem de Deus para nós.  [YouCat, n.º 16]

quarta-feira, 5 de setembro de 2012


#Sagrada Escritura



Por conseguinte, a Palavra de Deus exprime-se em palavras humanas graças à obra do Espírito Santo. A missão do Filho e a do Espírito Santo são inseparáveis e constituem uma única economia da salvação. O mesmo Espírito, que atua na encarnação do Verbo no seio da Virgem Maria, guia Jesus ao longo de toda a sua missão e é prometido aos discípulos. O mesmo Espírito que falou por meio dos profetas, sustenta e inspira a Igreja no dever de anunciar a Palavra de Deus e na pregação dos Apóstolos; e, enfim, é este Espírito que inspira os autores das Sagradas Escrituras. São Gregório Magno sublinha, de modo sugestivo, a obra do mesmo Espírito na formação e na interpretação da Bíblia: "Ele mesmo criou as palavras dos Testamentos Sagrados, Ele mesmo as desvendou."

Papa Bento XVI - Encíclica Verbum Domini

A Bíblia não caiu do céu feita, nem Deus a ditou a autómatas, isto é, escritores inconscientes. Antes "para escrever os livros sagrados, Deus escolheu e serviu-Se de pessoas na posse das suas faculdades e capacidades, para que, agindo Ele neles e por eles, pusessem por escrito, como verdadeiros autores, tudo aquilo e só aquilo que Ele queria" (Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n.º 11). Para que determinados textos fossem declarados como Escritura Sagrada, tiveram de ser aceitos pela Igreja universal. Teve de existir, portanto, um consenso nas comunidades: "Sim, é o próprio Deus que nos fala por este texto, isto é mesmo inspirado pelo Espírito Santo!" Desde o século IV, estes escritos proto cristão estão fixados no CÂnone das Sagradas Escrituras, tal como foram realmente inspirados pelo Espírito Santo. [14]

sábado, 1 de setembro de 2012


#Sagrada Escritura



Como sabemos, tal temática é fundamental para uma correta hermenêutica da mensagem bíblica. Exatamente a inspiração como ação de Deus faz sim que, nas palavras humanas se exprima a Palavra de Deus. De consequência, o tema da inspiração é decisivo para a adequada aproximação das Sagradas Escrituras. De fato, uma interpretação dos sagrados  textos que desconsidera ou esquece sua inspiração não leva em consideração a sua mais importante e preciosa característica, ou seja, a proveniência de Deus. Na minha exortação apostólica pós sinodal Verbum Domini, recordei, além disso, que os Padres Sinodais colocaram em evidência o tema da inspiração, esteja conectado também ao tema da verdade das escrituras. Por isto, uma aprofundamento da dinâmica da inspiração levará sem dúvida também a uma maior compreensão da verdade contida nos livros sacros.


Papa Bento XVI - Aos Membros da Pontifícia Comissão Bíblica Vaticano
Sexta-feira, 20 de abril de 2012

"Os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro a verdade de Deus, porque são inspirados, ou seja, foram escritos por inspiração do Espirito Santo e têm Deus por autor."
 (Concílio Vaticano II, Dei Verbum, n.º 11) [YouCat, n.º 14]

quinta-feira, 30 de agosto de 2012


#Meios de comunicação social II


"Entre as novas formas de comunicação de massa, há que reconhecer hoje um papel crescente à internet, que constitui um novo fórum onde fazer ressoar o Evangelho, na certeza, porém, de que o mundo virtual nunca poderá substituir o mundo real e que a evangelização só poderá usufruir da virtualidade oferecida pelos novos meios de comunicação para instaurar relações significativas, se se chegar ao encontro pessoal que permanece insubstituível.
No mundo da internet, que permite que bilhões de imagens apareçam sobre milhões de monitores em todo o mundo, deverá sobressair o rosto de Cristo e ouvir-se a sua voz, porque, "se não há espaço para Cristo, não há espaço para o homem".(JOÃO PAULO II, Mensagem para o XXXVI Dia Mundial das Comunicações Sociais (24 de Janeiro de 2002), 6: Insegnamenti XXV/1 (2002), 94-95)"

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL VERBUM DOMINI - Palavra de Deus e meios de comunicação social. DO SANTO PADRE BENTO XVI

Muitas pessoas, especialmente as crianças, consideram real o que veem nas mídias. Quando, no contexto da diversão, a violência é glorificada, o comportamento anti-social é aprovado e a sexualidade humana é banalizada, pecam tanto os responsáveis pelas mídias como as instâncias de controle, que deviam rejeitar os produtos sem qualidade ética.
As pessoas que trabalham nas mídias devem estar conscientes de que seus produtos têm um efeito educativo. Os jovens devem avaliar se estão a utilizar as mídias na liberdade e numa distância crítica, ou se já estão viciados nelas. Cada pessoa é responsável por sua alma. Quem consome violência, ódio e pornografia através das mídias embrutece espiritualmente e causa prejuízos a si mesmo. [460]

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sábado, 31 de dezembro de 2011


@Juventude, o centro das atenções

O pontificado de Bento XVI é marcado pela fé e por sua capacidade de anunciar com clareza, nos tempos de hoje, a palavra de Deus e Cristo Jesus na história. É isso que indica o Núncio Apostólico no Brasil, dom Lorenzo Baldisseri, segundo o qual, a juventude estará cada vez mais no centro das atenções da Igreja no mundo.

“A mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2012 (1º de janeiro) tem como tema 'Educar os jovens para a justiça e a paz', e os jovens levarão essa mensagem durante todo o ano. Nesse sentido, o Brasil se sente particularmente estimulado desde que os jovens receberam, em agosto passado, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora para preparar a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil, no Rio de Janeiro, em julho de 2013” – afirma, entrevistado pela Canção Nova.

A experiência dos mais de 2 milhões de jovens reunidos para a JMJ 2011 em Madri foi um sinal claro e uma garantia de que os jovens são o futuro da sociedade e da Igreja.

“Este ano, então, será dedicado a eles. Educar os jovens para a justiça e a paz significa que estes jovens levarão a todo o Brasil, a toda a parte, a mensagem da Cruz de Cristo, que é sinal de paz, apesar de todas as dificuldades que os cristãos hoje enfrentam em várias partes do mundo. A cruz não é sinal de morte e de tristeza, mas de triunfo. Através desta mensagem, podemos chegar à felicidade. E isso os jovens compreendem bem, pois têm facilidade para sonhar, ter grandes ideais, e são aqueles que efetivamente levam adiante a humanidade” - destaca dom Lorenzo.

A JMJ foi destaque no discurso em que o Santo Padre apresentou os votos de Feliz Natal à Cúria Romana e fez um balanço da atividade da Igreja ao longo deste ano.

Além disso, Bento XVI cumpriu uma série de viagens internacionais: Croácia, Madri, Alemanha e Benin. Na Itália, esteve em Veneza, San Marino, Ancona e Calábria. E convocou o Ano da Fé, que começa em outubro de 2012 e segue até outubro de 2013.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011


#Lugares Sagrados


Os lugares centrais de uma casa de Deus são o altar com a cruz, o sacrário, a cadeira do presidente, o ambão, a pia batismal e o confessionário.

O altar é o ponto central da igreja; sobre ele torna-se presente, na celebração eucarística, a imolação da cruz e a ressurreição de Jesus Cristo; é também a mesa a que está convidado o povo de Deus. O sacrário, uma espécie de tesouro sagrado, num local o mais possível digno e destacado da Igreja, hospeda o Pão Eucarístico, em que o próprio senhor está presente; a chamada luz permanente mostra que o sacrário esta “habitado”; se esta apagada, o sacrário esta vazio. A cadeira do bispo ou do presbítero, em lugar de destaque, deve dizer que, no fundo, é Cristo que conduz a comunidade. O ambão, a estante de leitura da Palavra de Deus, deve permitir reconhecer o valor e a dignidade das leituras bíblicas, que contém a Palavre do Deus vivo. Na pia batismal celebra-se o batismo e as pias de água benta refrescam-nos a memória das nossas promessas batismais.

O confessionário (ou outro espaço reservado à penitência sacramental) existe para confessar a culpa e receber o perdão.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


#Adoração


Quem compreende que é criatura de Deus reconhece humildemente o Onipotente e adora-O. A adoração cristã, porém, não olha apenas para a grandeza, a onipotência e a santidade de Deus Pai. Com toda a gratidão, ela também evoca Jesus, o nosso Salvador, pelo qual Deus teve a iniciativa de nos amar.

Quem realmente adora Deus ajoelha-se diante d’Ele ou lança-se no chão. Assim se exprime a verdade a relação entre o ser humano e Deus: Ele é grande e nós somos pequenos. Simultaneamente, o ser humano nunca é tão grande quando ele, numa livre entrega, se ajoelha diante de Deus. Uma pessoa que não crê, mas procura Deus e começa a rezar, pode encontrar Deus por este caminho.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


#Pecado Original


O pecado é, em sentido próprio, uma culpa de responsabilidade pessoal. A expressão “pecado original” refere, portanto, não o pecado pessoal, mas o estado nocivo da humanidade em que nasce o indivíduo, antes mesmo de, por livre vontade, ele pecar.

Acercado pecado original, diz Bento XVI que se deve compreender “que todos carregamos dentro de nós uma gota do veneno daquela forma de pensar que nos é ilustrada nas imagens do livro do Genesis. [..] O ser humano não confia em Deus. Seduzido pelas palavras da serpente, levanta a suspeita de que Deus é um adversário que [...] restringe a nossa liberdade, e de que só seremos verdadeiramente humanos quando pusermos Deus de parte. [...] O ser humano não quer receber de Deus a existência e a plenitude da sua vida. [...] E, na medida em que o faz, confia na mentira em vez da verdade e precipita a sua vida no vazio, na morte.” (08.12.2005).

Todavia, o ser humano está profundamente ferido pelo pecado original e inclinado a pecar. Não obstante, é capaz de fazer o bem com a ajuda de Deus.

É impossível viver sem nunca pecar. Na realidade, porém, pecamos constantemente pelo fato de sermos fracos, néscios e seduzíveis. Um pecado forçado não seria, aliás, um pecado, porque a liberdade de escolha faz sempre parte do pecado. [68, 69]

terça-feira, 27 de dezembro de 2011


#Aborto

A vida, concedida por Deus, é uma posse direta; ésagrada desde o primeiro instante e deve ser preservada de qualquer atentado humano. “Antes de te formar no ventre materno, Eu te escolhi; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei.” (Jr 1, 5)

Só Deus é o Senhor da vida e da morte. Nem sequer a “minha” vida me pertence. Cada criança tem direito a vida desde a sua concepção. Desde o início, o nascituro é uma pessoa própria, cujo círculo de direitos ninguém deve violentar, nem o Estado, nem o médico, nem mesmo a mãe.

A posição da Igreja não é carente de misericórdia; aliás, ela pretende alertar para os danos que são causados à criança morta, aos pais e a toda a sociedade, e que nunca mais poderão ser reparados. Proteger a vida inocente pertence às mais nobres tarefas do Estado; se ele se furtar a essa missão, destrói ele próprio os alicerces do Estado de direito. [383]

@Natal todo dia


Uma das maiores festas celebradas em todo o mundo é o Natal. A data comemora o nascimento de Jesus Cristo, em Belém; fato que marcou a linha do tempo com um antes e um depois. Essa festa tornou-se tradição, inspirou artistas e espalhou-se pelo mundo inteiro.

A natividade tornou-se fonte de inspiração para artistas clássicos como Michelangelo e Caravaggio, motivou São Francisco de Assis a montar o primeiro presépio vivo do mundo, contagiou escultores anônimos a prepararem presépios dos mais variados tipos e, na música, são inúmeras as canções natalinas como “Oh Holy Night”, “White Christmas” e, claro, “Noite Feliz”. No início dos anos 70, John Lennon compôs “Merry Christmas, The War is Over”, para celebrar o fim da guerra no Vietnã; até hoje a canção está presente nas comemorações natalinas.

Na atualidade, o Natal movimenta a economia, reúne famílias e amigos e desperta sentimentos nobres como a esperança, a caridade, a fé. Poetas chegam a sonhar com a possibilidade de ser Natal todo dia. Nessa data, as pessoas são capazes de promover mais momentos de alegria, abrem-se para dar e receber perdão, ficam mais sensíveis em relação aos menos favorecidos.

Recente estudo realizado pelo Centro Pew de Pesquisa, dos Estados Unidos, revelou que os cristãos representam um terço da população mundial. Isso demonstra que as tradições cristãs são capazes de atingir todas as culturas, e isso é visível nesse período natalino. Não há quem não se envolva com as luzes, o brilho, a emoção, a paz que essa festa cristã irradia.

Natal é celebrar a decisão de Deus vir morar no meio de Seu povo. O nascimento do Menino Deus aconteceu durante a “Pax Romana” (um período longo de paz e segurança no Império Romano) e demonstra que Ele é maior que os simples acordos pacifistas formalizados por líderes mundiais. Jesus é a Paz. Em Belém, Cristo assumiu nossa humanidade e quis tornar-se um de nós. Todos os dias centenas de peregrinos fazem memória do Natal naquela região da Palestina. Lá, Santas Missas são celebradas em todas as línguas e todos os dias é possível ouvir “Feliz Natal” porque Jesus continua a nascer no coração de quem se faz pequeno e acolhe a salvação.


Rodrigo Luiz @rodrigosanluiz
Missionário da Comunidade Canção Nova

domingo, 25 de dezembro de 2011


@Catequese de Bento XVI para este Natal

Queridos irmãos e irmãs,

Tenho o prazer de acolhê-los nessa Audiência Geral a poucos dias da celebração do Natal do Senhor. A saudação frequente de todos nesses dias é "Feliz Natal! Boas festas!" Façamos isso de modo que, mesmo na sociedade atual, a troca de saudações não perca seu profundo valor religioso e a festa não seja absorvida por aspectos exteriores, que essas toquem mesmo o coração. Certamente, os sinais externos são lindos e importantes, desde que não nos desviem, mas devem nos ajudar a ver o Natal no seu sentido verdadeiro, aquele sagrado e cristão, de modo que também a nossa alegria não seja superficial, mas profunda.

Com a Liturgia Natalina, a Igreja nos apresenta o grande Mistério da Encarnação. O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, mas é mais que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do homem: o próprio Deus veio habitar em meio a nós (cfr Jo 1,14), se fez um de nós; um Mistério que afeta nossa fé e nossa existência; um Mistério que vivemos concretamente na Celebração Litúrgica, especialmente na Santa Missa.

Qualquer um poderia se perguntar: como é possível que eu viva agora este evento passado há tanto tempo? Como posso participar ativamente do nascimento do Filho de Deus que aconteceu mais de 2000 anos atrás?

Na Santa Missa da Noite de Natal repetimos, no Salmo Responsorial, estas palavras: “Hoje nasceu para nós o Salvador”. Esse advérbio de tempo “hoje” aparece mais vezes nas celebrações natalinas e se refere ao evento do nascimento de Jesus e à salvação que a Encarnação do Filho de Deus traz.

Na Liturgia, tal acontecimento ultrapassa os limites do espaço e do tempo e se torna atual, presente, o seu efeito é contínuo, mesmo com o passar dos dias, dos anos e dos séculos. Indicando que Jesus nasce “hoje”, a Liturgia não usa uma frase sem sentido, mas destaca que este Nascimento investe e permeia toda a história, permanece uma realidade, na qual, também hoje, podemos alcançar justamente na Liturgia. A nós que acreditamos, a celebração do Natal renova a certeza de que Deus está realmente presente em meio a nós, se fez carne e não está distante, é o próprio Pai que está junto a nós naquele Menino nascido em Belém, se aproximando do homem. Nós podemos encontrá-lo agora, num “hoje” que não acabou.
Gostaria de insistir neste ponto, porque o homem contemporâneo, aquele que é sensível, que experimenta empiricamente, faz sempre dificuldade para abrir o horizonte e entrar no mundo de Deus.

A redenção da humanidade vem num momento preciso e identificado na história: no evento de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho de Deus, é o próprio Deus que não somente falou ao homem, lhe mostrou sinais admiráveis e o guiou ao longo da história de salvação, mas se fez homem e permaneceu como homem. O Eterno entrou nos limites do tempo e do espaço, para tornar possível “hoje” o encontro com Ele.

Os textos litúrgicos natalinos nos ajudam a entender que os eventos da salvação operados por Cristo são sempre atuais, interessam a cada homem e a todos os homens.

Quando escutamos ou pronunciamos, na celebração litúrgica, que “hoje nasceu para nós o Salvador” não estamos usando um vaga expressão convencional, mas entendemos que Deus nos oferece “hoje”, agora, a mim, a cada um de nós, a possibilidade de reconhecê-lo e acolhê-lo, como fizeram os pastores em Belém, porque Ele nasceu também na nossa vida e a renova, a ilumina com a Sua graça, com a Sua presença.
O Natal, portanto, comemora o nascimento de Jesus em carne, a partir da Virgem Maria – e inúmeros textos litúrgicos fazem reviver aos nossos olhos este ou aquele episódio – é um evento de sucesso para nós.
O Papa São Leão Magno, falando sobre o sentido profundo da Festa de Natal, disse aos seus fiéis: “Alegremo-nos no Senhor, meus queridos, e abramos nossos corações para a mais pura alegria, porque o dia raiou para nós e isso significa a nova redenção, a antiga promessa, a felicidade eterna. Se renova para nós, realmente, o ciclo anual do alto mistério de nossa salvação, que, prometido no início e no final dos tempos, está destinado a não ter fim” (Sermo 22, In Nativitate Domini, 2,1: PL 54,193).

E São Leão Magno, em outra homilia natalina, afirmou: “Hoje, o autor do mundo foi gerado do ventre de uma virgem: aquele que fez todas as coisas se fez filho de uma mulher que ele mesmo criou. Hoje o Verbo de Deus apareceu revestido de carne e, enquanto jamais foi visível aos olhos humanos, se torna, além de visível, palpável. Hoje os pastores escutaram da voz dos anjos que nasceu o Salvador, na substância do nosso corpo e nossa alma” (Sermo 26, In Nativitate Domini, 6,1: PL 54,213).

Existe um segundo aspecto ao qual gostaria de sublinhar brevemente: o evento de Belém deve ser considerado à luz do Mistério Pascal: um e outro são parte de uma única obra de redenção de Cristo.
A Encarnação e o nascimento de Jesus nos convidam já a voltar o olhar em direção a Sua morte e a Sua ressurreição: o Natal e a Páscoa são do mesmo modo festa de redenção.

A Páscoa é celebrada como vitória sobre o pecado e sobre a morte: marca o momento final quando a glória do Homem Deus resplandece como luz do dia. O Natal celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem para levar novamente o homem a Deus: marca, por assim dizer, o momento inicial, quando se pode ver a luz da aurora.

Assim como a aurora antecede a luz do dia, o Natal anuncia já a Cruz e a glória da Ressurreição. Também como os dois períodos do ano nos quais acontecem as duas grandes festas, ao menos em algumas partes do mundo, podem ajudar a compreender este aspecto.

De fato, enquanto a Páscoa acontece no início da primavera [no hemisfério norte], quando o sol vence as nuvens e densos nevoeiros e renova a face da terra, o Natal cai justamente no início do inverno, quando a luz e o calor do sol não conseguem acordar a natureza; às vezes faz muito frio e é preciso ficar em baixo das cobertas, mas a vida pulsa e começa de novo a vitória do sol e do calor.

Os Padres da Igreja ligavam sempre o nascimento de Cristo à luz de toda obra de redenção, que encontra seu ápice no Mistério Pascal. A Encarnação do Filho de Deus aparece não só como início e condição da salvação, mas como a própria presença do Mistério da nossa salvação: Deus se faz homem, nasce menino como nós, pega da nossa carne para vencer a morte e o pecado.

Dois textos significativos de São Basílio ilustram isso bem. São Basílio dizia aos fiéis: “Deus assume a carne justamente para destruir a morte escondida nela. Como os antídotos dos venenos uma vez ingeridos anulam seus efeitos, como a escuridão de uma casa se desfaz à luz do sol, assim a morte que dominava a natureza humana foi destruída pela presença de Deus. E como o gelo permanece sólido durante a noite, mas logo derrete ao calor do sol, assim a morte que reinou até a vinda de Cristo, graças ao aparecimento de Deus Salvador, o sol da justiça surgiu, “Tragada a morte na vitória” (1 Cor 15,54), não podendo coexistir com a Vida” (Homilia sobre o nascimento de Cristo 2: PG 31,1461).

E ainda, São Basílio, em outro texto, faz este convite: “Celebremos a salvação do mundo, o natal do gênero humano. Hoje foi apagada a culpa de Adão. Portanto, não podemos mais dizer “és pó e em pó te tornarás” (Gen 3,19), mas unido a Ele que veio do Céu, serás admitido no Céu” (Homilia sobre o nascimento de Cristo, 6: PG 31,1473).

No Natal nós encontramos a ternura e o amor de Deus que está acima de nossos limites, nossas fraquezas, nossos pecados e que se abaixa até nós. São Paulo afirma que Jesus Cristo “sendo ele de condição divina (...) esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens" (Fl 2,6-7).
Olhamos a gruta de Belém: Deus se abaixa até o ponto de se deitar numa manjedoura, o que já é um prelúdio da hora da paixão. O cume da história de amor entre Deus e o homem acontece entre a manjedoura de Belém e o sepulcro de Jerusalém.

Queridos irmãos e irmãs, vivamos com alegria o Natal que se aproxima. Vivamos este evento maravilhoso: o Filho de Deus nasce ainda "hoje", Deus está realmente próximo a cada um de nós e quer nos encontrar, quer nos levar a Ele. Ele é a verdadeira luz que remove e dissolve as trevas que envolvem nossa vida e a vida da humanidade. Vivamos o Natal do Senhor contemplando o caminho do amor imenso de Deus que nos eleva a Ele por meio do Mistério da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Seu Filho, pois – como afirma Santo Agostinho – “em [Cristo] a divindade do Unigênito participa da nossa mortalidade, a fim que nós possamos participar de Sua imortalidade” (Epistola 187,6,20: PL 33,839-840).

Sobretudo, contemplemos e vivamos este Mistério na celebração da Eucaristia, centro do Santo Natal; ali está presente de maneira real Jesus, verdadeiro Pão que desceu do Céu, verdadeiro Cordeiro sacrificado para nossa salvação.

Desejo a todos vocês e as vossas famílias uma celebração de Natal realmente cristã, de modo que também todas as felicitações deste dia sejam expressões da alegria por saber que Deus está próximo a nós e quer percorrer conosco o caminho da vida. Obrigado.

sábado, 24 de dezembro de 2011


#Natal de Jesus Cristo

Natal é nascimento de Jesus Cristo. É através de Jesus Cristo que o Deus invisível se torna visível. Ele torna-se como nós. O natal é o tempo de percebermos até que ponto vai o amor de Deus: Ele vem para carregar todo o nosso peso.

Ele vem para percorrer conosco todos os caminhos. Ele vem para viver nossa solidão, sofrer o nosso sofrimento, viver conosco o medo da morte.

Jesus Cristo que nasce, é a ultima palavra de Deus. Ouvindo-O, toda pessoa humana, em todos os tempos, pode saber quem é Deus. [09 e 10]

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


#Natal com o Ungido

Devemos passar o natal sem esquecer do Cristo, o Ungido.

O nome Jesus (que em hebraico significa “Deus Salva”) é associado ao cognome Cristo, que significa ungido. Em Israel, os ungidos são os Reis, Sacerdotes e profetas. Jesus Cristo foi ungido com o Espirito Santo.

Nos preparemos para o nascimento do Filho Unigênito de Deus e passemos este natal com o Filho do simples carpinteiro, que é o Messias e Salvador. [72 e 73]

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


#Natal em oração

Natal é tempo de oração. É tempo de olhar para Aquele que nasce e aprender a orar como Ele.

Jesus cresceu com as crianças israelitas do Seu tempo, com os ritos e formas de oração do Seu povo. Aprendeu a rezar na Sua família e na sinagoga. A Sua oração mostrou a união com o Pai do Céu. A vida de Jesus era uma oração única. Em momentos decisivos, como a crucifixão, sua oração era intensa.

Ser um com o Pai, no Espirito Santo, era o fio condutor da Sua vida terrena. Festejemos o nascimento de Jesus em oração, como forma de estarmos ligados ao Pai, de onde viemos e para onde voltaremos. [474 e 475]

@Historia do Natal Digital







sexta-feira, 16 de dezembro de 2011


#Acampamento Revolução Jesus

O II Acampamento Revolulção Jesus traz neste ano várias novidades. Além da programação que acontece no Rincão do Meu Senhor. Terá vários módulos de aprofundamento sobre diversos assuntos. Shows de impacto e ainda a presença da Cruz e o Ícone da JMJ.
A Equipe do @CatecismoJovem é convidada para dialogar sobre o YouCat, em três momentos, dois durante o sábado e um no domingo.


Confira mais informações:

Módulo: Pope2u

Objetivo deste módulo é abordar assuntos sobre a maneira com que nosso Papa Bento XVI apresenta a fé, essencialmente no tocante a juventude. O papa certo para tempos incertos. A finalidade é mostrar que o Papa Bento XVI é um grande amigo dos jovens e que apresenta Cristo como Amor, Esperança e verdade… algo que diz da busca de todo jovem. Em uma linguagem atualizada e interativa Padre Demétrio abordará os diversos temas sobre o Pontificado de Bento XVI mostrando assim sua eficácia em responder aos anseios juvenis!

O módulo acontecerá na Ermida de Nossa Senhora nos seguintes horários:
Sábado: 12h30 as 13h30 – Pope 2 u   e Galera do @catecismojovem ( You cat)
19h30 as 20h30 –  Pope 2 u – @catecismojovem ( You cat)
Domingo: 12h30 as 13h30 - @catecismojovem ( You cat)


Mais informações no site do Revolução Jesus

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011


#Para que eu existo?


Estamos no mundo para conhecer e amar a Deus, para fazer o bem segundo a sua vontade e um dia ir para o Céu.
Ser pessoa humana significa vir de Deus e ir para Deus.

Nós vimos de mais longe que dos nossos pais. Nós vimos de Deus, do qual provém toda felicidade do Céu e da Terra, e somos esperados na Sua eterna e ilimitada bem-aventurança. Entretanto, vivemos neste mundo. De vez em quando, sentimos a proximidade do nosso Criador; frequentemente, não sentimos mesmo nada. Para encontrarmos o caminho para casa, Deus enviou-nos o Seu filho, que nos libertou do pecado, nos salvou de todo o mal e nos conduz infalivelmente à verdadeira Vida. Ele é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6)

Deus nos criou por livre e desinteressado amor.

Quando uma pessoa ama, o seu coração transborda. Ela deseja partilhar a alegria com os outros. Nisso ela parece-se com o seu Criador. Embora Deus seja um mistério, podemos pensá-l’O de um modo humano e dizer: Ele criou-nos a partir 
do excesso do Seu amor.

Ele queria partilhar a sus infinda alegria conosco, criaturas do Seu amor.

sábado, 10 de dezembro de 2011


#BrasilSemTVRecord

ATENÇÃO CATÓLICOS:: A TV Record deseja em matérias jornalísticas mudar a opinião pública contra a #JMJ2013. Por isso, nós católicos temos que protestar contra a ação dessa emissora. Dia 16/12/2012 às 14h faremos um twittaço #BrasilSemTVRecord. Se você católico e tem twitter, junte-se a nós! O protesto é pacífico e justo! Contamos com você! 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


#Imaculada Conceição - Santo Anselmo

Imaculada Conceição, 1505
Ó Virgem, pela tua bênção é abençoada a criação inteira!

O céu e as estrelas, a terra e os rios, o dia e a noite, e tudo quanto obedece ou serve aos homens, congratulam-se, ó Senhora, porque a beleza perdida foi por ti de certo modo ressuscitada e dotada de uma graça nova e inefável. Todas as coisas pareciam mortas, ao perderem sua dignidade original que é de estar em poder e a serviço dos que louvam a Deus. Para isto é que foram criadas. Estavam oprimidas e desfiguradas pelo mau uso que delas faziam os idólatras, para os quais não haviam sido criadas. Agora, porém, como que ressuscitadas, alegram-se, pois são governadas pelo poder e embelezadas pelo uso dos que louvam a Deus.

Perante esta nova e inestimável graça, todas as coisas exultam de alegria ao sentirem que Deus, seu Criador, não apenas as governa invisivelmente lá do alto, mas também está visivelmente nelas, santificando-as com o uso que delas faz. Tão grandes bens procedem do bendito fruto do sagrado seio da Virgem Maria.

Pela plenitude da tua graça, aqueles que estavam na mansão dos mortos alegram-se, agora libertos; e os que estavam acima do céu rejubilam-se renovados. Com efeito, pelo Filho glorioso de tua gloriosa virgindade todos os justos que morreram antes da sua morte vivificante, exultam pelo fim de seu cativeiro, e os anjos se congratulam pela restauração de sua cidade quase em ruínas.

Ó mulher cheia e mais que cheia de graça, o transbordamento de tua plenitude faz renascer toda criatura! Ó Virgem bendita e mais que bendita, pela tua bênção é abençoada toda a natureza, não só as coisas criadas pelo Criador, mas também o Criador pela criatura!

Deus deu a Maria o seu próprio Filho, único gerado de seu coração, igual a si, a quem amava como a si mesmo. No seio de Maria, formou seu Filho, não outro qualquer, mas o mesmo, para que, por natureza, fosse realmente um só e o mesmo Filho de Deus e de Maria! Toda a criação é obra de Deus, e Deus nasceu de Maria. Deus criou todas as coisas, e Maria deu à luz Deus! Deus que tudo fez, formou-se a si próprio no seio de Maria. E deste modo refez tudo o que tinha feito. Ele que pode fazer tudo do nada, não quis refazer sem Maria o que fora profanado.

Por conseguinte, Deus é o Pai das coisas criadas, e Maria a mãe das coisas recriadas. Deus é o Pai da criação universal, e Maria a mãe da redenção universal. Pois Deus gerou aquele por quem tudo foi feito, e Maria deu à luz aquele por quem tudo foi salvo. Deus gerou aquele sem o qual nada absolutamente existe, e Maria deu à luz aquele sem o qual nada absolutamente é bom.
Verdadeiramente o Senhor é contigo, pois quis que toda a natureza reconheça que deve a ti, juntamente com ele, tão grande benefício.
(Das Meditações de Santo Anselmo, bispo – Séc. XII – Liturgia das Horas).

#Imaculada Conceição

Virgem Puríssima

A Igreja acredita “que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, salvador do gênero humano, foi preservada e imune de toda mancha de pecado original”. (Dogma de 1854)

A crença da “conceição sem mancha” existe desde o princípio da Igreja. Hoje, o conceito é equívoco. Ele declara que Deus preservou Maria do pecado original desde o início. Não se refere à concepção de Jesus no ventre de Maria. Nem sequer é uma desvalorização da sexualidade no Cristianismo, como se o homem e a mulher se manchassem quando concebessem um filho.[83]

Essa doutrina foi definida dogmaticamente pelo Papa Pio IX na Constituição Ineffabilis Deus, em 8 de dezembro de 1854. A festa da Imaculada Conceição de Maria é celebrada em 8 de Dezembro, definida inicialmente em 1476 pelo Papa Sixto IV. Também neste caso, muitos escritos dos Padres da Igreja já defendiam a Imaculada Conceição de Maria, pois era adequado que a Mãe do Cristo estivesse completamente livre do pecado para gerar o Filho de Deus.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


#Comunhão

No Tempo do Advento aumentamos a nossa fé, a nossa esperança e a nossa caridade. A fé ilumina os nossos caminhos para que não caíamos nas trilhas fáceis deste mundo, mas persistamos no caminho, por vezes, árido e sofrido do seguimento do Salvador. Caminho que ele disse ser ele mesmo e não outro. A esperança nos fortalece e anima, não nos deixa desfalecer mediante as dificuldades e tristezas que encontramos no seguimento de Cristo. A Caridade deve invadir-nos, revelando-nos o quanto somos AMADOS por DEUS e o quanto precisamos retribuir, este amor que recebemos, aos nossos irmãos.

Para tanto, " Deus quer a igreja, porque nos quer salvar não individualmente, mas em comunhão." [122] Não podemos mais ficar pensando que rezando sozinhos, vivendo o nosso mundinho espiritual, sem entrarmos em comunhão, estaremos realizando a vontade de Deus. Ele nos quer unidos, em comunhão com Ele e com os que Ele AMA. Neste sentido "a Celebração da Eucaristia é o cerne da comunhão cristã. Nela a Igreja torna-se Igreja." [211] Ao comungarmos o Corpo de Cristo entramos em comunhão com Ele e com os nossos irmãos, e como fez Madre Tereza, podemos também realizar. Ela ao se encaminhar para a missa encontrou um pobre mendigo e disse: Eis o meu altar! 

Catecismo Jovem afirma: "o cristão nunca pode ser individualista, porque o ser humano, está por natureza orientado para a comunhão." [321] Desde o nosso surgimento, enquanto humanidade, somos seres de comunhão, que se relacionam com a natureza, com a nossa espécie e com a demais e, sobretudo, se relaciona com Deus. Não há como pensar uma pessoa sozinha no mundo, cabe-nos melhor as palavras de São João da Cruz: "Se não tens medo de cair sozinho, como tens a pretensão de te levantares sozinho? Repara: dois podem mais que um só." [pg. 180]

Por estes dias, muitos são os momentos em que temos a oportunidade de vivermos e de entramos em comunhão com os nossos irmãos e com Deus, que irá surgir no meio de nós na forma de homem, "o Verbo Divino se fez Carne" (Jo 1, 14); Busquemos neste dias nos unirmos em #Comunhão com os nossos irmãos e familiares, pois, deste modo, participaremos, verdadeiramente, do AMOR de Deus. 

"O próprio Deus em sua profundidade, é comunhão. No âmbito humano, a família é o protótipo da comunhão. A família é uma singular escola de vida carregada de significado... uma Igreja doméstica, cuja força e irradiação convida outros à comunhão da fé, do amor e da esperança."[368]

#Hino de Santo Ambrósio - Laudes


@CatecismoJovem

“Splendor paternae gloriae”


Esplendor da glória do Pai,
Luz nascida da Luz,
Fonte viva de claridade,
Dia que ilumina o dia.
Verdadeiro sol resplandecente,
desce sobre nós,
Brilha numa luz sem fim,
Faz luzir nos nossos corações
Os raios do Espírito divino.
Que nos seja dado cantar
O Pai da eterna glória,
O Pai todo-poderoso
Que apaga as nossas faltas.
Que Ele dê força ao nosso agir,
Que Ele destrua o inimigo
Que nos dê na provação
A graça para atuar.
Dirija a nossa inteligência,
Que Ele guarde o nosso corpo,
Que a nossa fé seja ardente,
Simples e sem retorno.
Seja Cristo nosso alimento,
A fé a nossa bebida,
Que a sóbria embriaguez do Espírito
Seja a alegria deste dia.
Que o dia decorra alegre
Na pureza da manhã,
Que ao meio dia brilhe a fé
Que vença as sombras da noite.
Como o sol que brilha aos nossos olhos,
Venham até nós com a aurora
O Filho nos braços do Pai
E o Pai nos braços do Filho.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011


#Superstição


Vamos nos aproximando do final de ano e aumenta o número de pessoas que querem saber como vai ser a sua vida o ano que vem, se vai conseguir aquele grande Amor, a "cara metade"; se vai conseguir ascensão financeira, se vai ser feliz no trabalho etc.  Querer saber destas coisas não é ruim, mas, às vezes, o modo em que buscamos fazer isto é pecado. 

Por que, Catecismo Jovem, é pecado? 

Diz-nos a Sagrada Escritura: "Não terás outros deuses além de mim" (Dt 5, 3)... 

Segue o #YouCat "Este mandamento (Não terá outros deuses além de mim) proíbe-nos de:

- Venerar outros deuses ou divindades falsas, adorar um ídolo terreno ou vender a alma  a um bem terreno (dinheiro, influência, sucesso, beleza, juventude, etc.);
- Ser supersticioso, isto é, ao invés de crer no poder, na orientação e na Bênção de Deus, aderir a práticas esotéricas, mágicas ou ocultas, incluindo a adivinhação e o espiritismo;"

Não podemos ficar na #Esperança de coisas mágicas, ocultas, produzidas por ações obscuras, mundanas, por vezes, satânicas. Precisamos ofertar a nossa vida aquele que pode nos dar o melhor, que não fará, simplesmente, uma ação em nossas vida, deixando-nos, momentaneamente, mais feliz, mas nos dará a alegria que não passa, a alegria da #Salvação!

O grande pecado do supersticioso é que ele acredita em suas próprias e mundanas forças, esquece-se que o poder e a graça só vem de Deus. Acreditas, e por isso peca, em outros deuses. 

Sejamos neste tempo gratos a Deus!




#Inveja

Por este dias muitas são as expressões de felicidades, muitas pessoas adquirem aquilo que sonhavam, ganham aquilo que esperavam, encontram-se na VIDA... Tornam-se felizes pois colocam a sua confiança e #Esperança naquele que pode gerar em todos nós a vida eterna. Por outro lado, vemos muitas pessoas "secarem", como dizemos em nossas rodas de amigos, os bens e a felicidade do outro, isto chamamos #Inveja e é sobre ela que iremos conversar hoje. 

Catecismo Jovem ao questão 446 nos auxilia no combate e na definição da #Inveja. Segue assim: "A inveja é o ciúme e a fúria de quem vê a prosperidade dos outros e deseja apoderar-se injustamente do que eles têm." Isto, aqui na região, chamamos "olho gordo" (risos). Precisamos neste #Advento rezar para que não nos tornemos invejosos e que  os invejosos não nos prejudique, pois "Quem deseja mal aos outros peca gravemente"[446]

Combatemos a inveja "à medida que procuramos nos alegrar com as conquistas e os dons do outros". Isto é bastante importante para nós jovens, muitas vezes em nossos grupos ronda um sentimento de inveja, pois aquele jovem possui qualidades melhores que as minhas, porque ele sempre se destaca quando faz alguma coisa no grupo, porque ele sempre está a frente de tudo. Tal sentimento necessita ser vencido, precisamos nos alegrar com os "destaques" de nossos irmãos e irmãs, e, de modo algum, ficarmos furiosos.

É preciso acreditar na "benévola providência de Deus", pois é ela que nos cumula de dons e de graças. Entretanto, não podemos guardar estes, somente, para nós. Faz-se necessário colocar, ainda mais neste tempo de preparação, a dispor dos nossos irmãos e irmãs. Que assim seja!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011


#Adviento - Ven Señor


Tiempo de Adviento,
Tiempo de espera.Dios que se acerca,Dios que ya llega.Esperanza del pueblo,
la vida nueva.
El Reino nace,
don y tarea.
Te cantamos Padre bueno
a la esperanza.
Con María, ayúdanos Señor,
a vivir generosos en la entrega,
a ofrecer nuestra vida como ella,
a escuchar tu Palabra en todo tiempo,
a practicar sin descanso el Evangelio,
ayúdanos a vivir solidarios con los que sufren,
con quienes hoy como ayer
en Belén no tienen lugar.Te cantamos Padre Bueno
a la esperanza.
Con los pastores de Belén,
ayúdanos señor
a vivir la Vigilia de tu Reino,
a correr presurosos a tu encuentro,
a descubrir tu Rostro en medio del pueblo,
a no quedarnos "dormidos" en la construcción del mundo nuevo.Te cantamos Padre Bueno
a la esperanza.
Con los ángeles de Belén,
ayúdanos Señor,
a cantar al mundo entero tu Presencia,
¡ Dios-está-con-nosotros !
Construyamos la paz entre los hombres,
Edifiquemos la Justicia entre los pueblos.Te cantamos Padre Bueno
a la esperanza.
Con Jesús niño-Dios,
ayudanos Señor,
a abrigar la esperanza que nace en cada Adviento,
a escuchar los clamores de tu pueblo,
a regar con nuestras vidas
la semilla de tu Reino,
a ser Mensajeros de tu Amor,
a construir comunidades de servicio y oración.Navidad, fiesta del hombre.
Navidad, fiesta de Dios.
Queremos ser tus Testigos,
danos la fuerza Señor.


#Esperança

O Advento é o tempo da Esperança, tempo de nos lembramos que Deus, em seu imenso amor, nos enviou seu Filho Jesus, para que ele nos mostrasse o Caminho, a Verdade e nos desse um NOVA VIDA.

O YOUCAT nos diz: "Os discípulos, que antes tinham perdido a esperança, chegaram a fé... " [105]. Não podemos mais pensar em um natal somente de presentes, de bolas coloridas, de árvores bem enfeitadas, de casas bem iluminadas, se o nosso coração está preso na correntes da morte, do pecado. Necessitamos nos deixar iluminar pela palavra de Deus nesses dias de Advento. Pois através deles seremos conduzidos a Salvação, que surgiu na pequena estrebaria: simples, humilde, mas cheia de amor.

Segue o YOUCAT: "Agora, que a morte já não é mais o fim de tudo, veio ao mundo a alegria e a esperança..." [108] Preparamos-nos para a vinda de Jesus, o Maranatha. Ele vem em sua pequenez e simplicidade, disposto a nos mostrar a felicidade verdadeira, que não está nas coisas deste mundo, pois não somos dele, está no seguimento e na escuta da palavra e do ensinamento d'Ele, o Senhor de nossas Vidas.

Esperançosos estamos para o Natal do Senhor. Alegres, porque mais uma vez Ele nascerá no meio de nós, motivados a neste tempo que antecede a Vinda d'Ele, nos prepararmos BEM! Não deixando a nossa casa interior bagunçada, cheia de poeira, como se tivéssemos sem limpá-la a muito tempo. Se assim ela está, motivemos-nos a organizá-la. Deixando-a digna para receber o Senhor Jesus, o Emanuel, o Deus Conosco.

Que neste tempo você viva a ESPERANÇA!


#Oração em Línguas

"... falarão novas línguas" 

Conversaremos hoje, em especial, sobre o dom das línguas. Temos recebido muitos pedidos para falarmos sobre este dom tão comum, mas tão incompreendido, passando, por vezes, a ser uma coisa estranha a nós. 

O Catecismo Jovem, YOUCAT, nos fala como nota explicativa dos Carismas do Espírito Santo

"São os dons gratuitos do Espírito Santo, tal como são descritos, por exemplo em 1Cor 12, 8-10: a sabedoria, o conhecimento, a força, a fé, o dom da cura, o poder de exercer milagres, a profecia, o dom das línguas e o dom de interpretar, etc.; aqui estão incluídos os "sete dons" do Espírito  Santo. São, portanto, dons especiais para a direção, a administração, o amor ao próximo e ao anúncio da fé." [117]

Todo o dom precisa, de algum modo, nos conduzir a Deus, para que a partir da experiência com Ele, possamos utilizar os dons que recebemos gratuitamente, a favor do Reino de Deus e de sua vontade.

O Dom das línguas ou glossologia é expressado, no que conhecemos, em uma oração, que chamamos Oração em Línguas. Tal língua desconhecida, nunca estudada e nunca ouvida. Quem 
profere, emprega sons dos quais não compreende o sentido, sente-se envolvido por um misterioso sentimento de alegria e paz.

A oração em línguas integra sempre a oração comunitária, onde brota com naturalidade e se traduz numa força poderosa. Faz também parte da oração pessoal, quando as palavras nos faltam, a fraqueza nos invade e se apodera de nós uma sensação de desânimo, impedindo a nossa concentração. Rezar em línguas abre o caminho para uma oração mais profunda, para um contato mais imediato com Deus.


São Paulo diz: "Rezarei com o Espírito, mas rezarei também com a inteligência, cantarei com o Espírito, mas cantarei também com a inteligência" (1 Cor 14,15s). Santo Agostinho chama ao cântico em línguas o cântico no júbilo e explica que o júbilo é uma alegria que não pode expressar por palavras o que se canta com o coração.

A voz humana expressa o que é concebido interiormente e não pode ser explicado por palavras. "A voz da alma extravasa felicidade expressando o que sente sem refletir em nenhuma significação especial. Para manifestar esta alegria o homem não usa palavras que podem ser pronunciadas ou entendidas, mas simplesmente deixa que a sua alegria irrompa sem palavras".

A oração em línguas é apropriada em qualquer circunstância, porque sabemos que é o Espírito que inspira as intenções e as palavras. Como oração de louvor é o meio mais fácil para glorificar a Jesus e ao Pai. Como oração de súplica e intercessão e combate às tentações, é forte e poderosa porque as palavras chegam a Deus mediante o poder do Espírito.

Agradecemos ao 
Grupo Pneumavita, Lisboa - Texto Original modificado pelo Catecismo Jovem

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011


#Compartilhar

A #Equipe do Catecismo Jovem neste mês de dezembro traz muitas novidades para você. A primeira delas é a nossa #Promoção de Natal. Deixando uma mensagem natalina no post #Promoção de Natal você fica concorrendo a um #YOUCAT. A mensagem ganhadora será escolhida no dia 20 de dezembro. Outra novidade é a twitcam deste mês, que trará uma grande surpresa. Ahh, não podíamos esquecer do #TOP3. O blog do Catecismo Jovem foi escolhido, e está entre os finalista do Top Blog Prêmio, sistema de incentivo cultural e de inclusão social, a maior rede de blogs do Brasil. Tudo isto é fruto do trabalho de evangelização que nós, da equipe, e você realizamos. Agradecemos por toda a sua colaboração e esperamos sempre mais: EVANGELIZAR: Por Amor a Deus e em Favor dos Irmãos! 




#Crescer Para Deus – São Cromácio




Hoje iremos conversar sobre crescimento. Todos nós em algum momento de nossa vida, precisamos crescer, não estou aqui me referindo ao crescimento físico, que é natural, mas aos “crescimentos” que exigem de nós. Um sinônimo que nos ajuda a entender tais “crescimentos” é amadurecimento. Entretanto, parece-me que estamos vivendo uma crise neste sentido. Tal deficiência tem maior impacto nas relações, que cada vez mais estão frágeis, liquidas e descartáveis.

Estamos sentindo a necessidade de fortalecer-nos. Está é uma lição que a natureza nos dá. Só cresce aquilo que se alimenta. Percebemos isto, principalmente, quando convivemos com crianças. Em nossas relações isto não é diferente. As relações amadurecem na medida em que damos atenção a elas, na medida em que nós dispomos a alimentá-la.

A igreja no dia de hoje apresenta-nos um Santo Bispo, que juntamente com seus sacerdotes buscou #Crescer Para DEUS. Em seu tempo havia um movimento chamado Arianismo, difundindo mentiras, afirmando ser Jesus uma criatura escolhida, não Deus. A casa de São Cromácio, Bispo, tornou-se um lugar de encontro e de crescimento para Deus. Cromácio era sábio pastor, culto, enérgico na defesa da doutrina e incansável na evangelização dos povos.

Necessitamos em nossos dias da força e do exemplo de São Cromácio. Busquemos incansavelmente crescer para Deus, e que com o nosso crescimento mais JOVENS acordem e levantem-se fortalecidos por nosso testemunho. Quando somos chamados a santidade, somos chamados ao TESTEMUNHO. Para tanto, precisamos crescer para Deus seguindo os exemplos dos SANTOS.

São Cromácio, Rogai por nós!

#Top3


A história do blog @Catecismo Jovem é curta. Iniciou com o grande convite do Papa Bento XVI: “Formai grupos de estudos nas redes sociais, partilhai-o entre vós na internet! Permanecei deste modo num diálogo sobre a vossa fé!”. Deste então, agosto deste ano, após este convite do Papa na Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, o @Catecismo Jovem (Blog, Facebook, Twitter, Orkut, Google+, Grupo de E-mails) desenvolve o desejo do Coração do Papa Bento XVI. Entretanto, cada vez mais, surge entre nós jovens uma sede, uma vontade de conhecer mais a nossa fé, a nossa Igreja e, principalmente, conhecer mais a Pessoa de Jesus.

 O crescimento do @Catecismo Jovem foi incrível, surpreendeu a todos da #Equipe, e a cada dia aumenta mais. Hoje temos mais de 3.000 seguidores no twitter e amigos no Facebook, e cerca de 800 acessos diários no blog. Logo que iniciamos, descobrimos “um sistema de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica os Blogs brasileiros mais populares...” –TOP BLOG PRÊMIO – sem esperanças classificatórias, nos escrevemos. No entanto, em outubro recebemos o selo Top100 e no dia 29 de novembro saiu à lista dos Top3, e lá estávamos. A premiação acontecerá no dia 17 de dezembro, às 19h, no auditório da Unip.

 Os sinais de Deus em nossas vidas se mostram em ações concretas. Acreditamos, nós da #Equipe Catecismo Jovem, que muito Deus tem realizado pela Evangelização nas mídias sociais, por meio de comunicações interativas e dinâmicas. Esperamos que mais jovens tenham este desejo: Evangelizar!

Grande Abraço
 #Equipe Catecismo Jovem


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


#Ordem



“Quando me atemorizo por ser para vós, consola-me o que sou convosco. Para vós sou bispo, convosco sou cristão. Aquilo designa o ministério; isto, a graça. Aquilo, o perigo; isto, a salvação.” Santo Agostinho


Um ministro católico ordenado não celebra os sacramentos por força própria ou por perfeição moral (que ele, freqüente e infelizmente, não tem), mas in persona Christi. Pela sua ordenação, cresce nele a força de Cristo, que transforma, cura e salva. Porque um ministro ordenado de si nada tem, é acima de tudo um servo. Por isso, o sinal de reconhecimento de um autentico ministro ordenado é o humilde assombro pela sua própria vocação. § 250 YouCat


Muitas são as pessoas que querem “deixar tudo para ficar com o Tudo” (S. João da Cruz), sentindo no coração o impulso para ser todo de Deus. Mas como se encontrar entre os vários estados de vida? Sendo assim, uma parte importante para o discernimento vocacional é a Convivência Vocacional. É uma experiência daquele que deseja ingressa em algum Instituto Religioso, Seminário Diocesano, Comunidade de Vida, enfim, uma convivência do dia a dia com aqueles que já fizeram sua opção. É uma chance de se conhecer mais de perto o ambiente e aqueles que ali já vivem o estado de vida que se deseja abraçar. E melhor, para aqueles que se sentem chamados à Vida Consagrada, é a chance de se conhecer o Carisma no dia a dia daqueles homens ou mulheres que já o vivem. Assim, a convivência vocacional é uma oportunidade que devemos abraçar quando acreditamos valer a pena seguir por aquele caminho; ali Deus falará mais forte ao coração, confirmando seu chamado naquele lugar ou em qualquer outro onde Ele deseja que estejamos. Afinal, sabemos que nossa felicidade somente será verdadeira quando estivermos no caminho que Deus escolheu para nós desde seu sonho conosco. Desafie-se, se lance, abrace a oportunidade de Deus em sua vida. Siga sua vocação e seja feliz!

Roberto Junior
#Colaborador @CatecismoJovem
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