sábado, 15 de junho de 2013

YOUCAT PE REGINALDO




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YOUCAT 309
A vivência da Campanha da Fraternidade faz alguns chamados a juventude de todo Brasil. Através de missões, campanhas, novenas e diversas atividades, dentro e fora da Igreja, os jovens testemunham que é possível ser um verdadeiro cristão no nosso dia-dia, sem deixar de ser jovem, de curtir a vida. Deus fez um chamado, e alegremente os jovens respondem: "Eis-me aqui, envia-me" (Is 6,8).

Inspirados por Cristos os jovens cristãos defendem sua fé além das quatro paredes da igreja. É necessário ir ao encontro de quem está fora, buscar as almas mundanas, e transformá-las com nosso testemunho. Desta forma aprende-se que ser cristão é fazer a diferença, onde nos encontramos. Bento XVI diz: “Deus faz a diferença. Mais ainda: Deus nos faz diferentes, nos faz novos.” 

A Campanha da Fraternidade pede sobretudo um encontro pessoal com Jesus, encontrando primeiro dentro de si, para depois compartilhar essa experiência com o próximo. Esse encontro só acontece através da abertura do coração para o amor. O amor a si mesmo, a amor a Cristo, e amor ao próximo. “O amor é, portanto, a maior de todas as energias, aquela que anima e aperfeiçoa todas as outras forças com a vida divina.” [YouCat 309]. Que não apenas durante esta campanha, mas em todos os tempos, possamos nos abrir a ação do Jesus, que nos ensina e nos ajuda a amar. Jesus é amor! Arrisquemos viver por amor!


162 – Mas se Deus é amor, como pode então haver Inferno?

Não é Deus que condena o ser humano. É o próprio ser humano que, por livre vontade, rejeita o amor misericordioso de Deus e a Vida eterna, excluindo-se da comunhão com Deus.

Deus anseia pela comunhão até com o último pecador; Ele quer que todos se convertam e sejam salvos. Todavia, Deus criou o ser humano livre e respeita as suas opções. Nem o próprio Deus força o amor. Sendo amor, Ele é “impotente” quando alguém, em vez do Céu, escolhe o Inferno.

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159 – O que é Purgatório?

O Purgatório, frequentemente imaginado como um lugar, é antes um estado. Quem morre na graça de Deus (isto é, em paz com Deus e com os outros), mas ainda necessita de purificação para poder estar face a face diante de Deus, passa por um purgatório.

Quando São Pedro traiu Jesus, o Senhor voltou-Se e olhou para ele «e, saindo Pedro para fora, chorou amargamente» (cf. Lc 22, 61 ss.). Trata-se aqui de um sentimento “como no purgatório”. E provavelmente a maioria de nós espera, no momento da morte, um purgatório como este: o Senhor olha-nos cheio de amor e nós sentimos uma ardente vergonha e um doloroso arrependimento pelo nosso comportamento mau ou “simplesmente” insensível. Só após esta dor purificadora seremos capazes de nos encontrar com Seu olhar amoroso numa pura alegria celestial. (Foto: Detalhe da pintura do Purgatório, segundo o artista Serafino Elmo)

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157 – Seremos colocados, após a morte, perante algum julgamento?

O chamado juízo especial ou pessoal sucede à morte do indivíduo. O juízo universal, também chamado último ou final, sucede no Último Dia, ou seja, no fim do mundo, aquando do regresso do Senhor.

Na morte, cada pessoa chega ao momento da Verdade. Nessa altura, nada mais pode ser reprimido ou ocultado, nada mais pode ser alterado. Deus vê-nos tal como somos. Comparecemos perante o Seu julgamento “justificador”, porque na proximidade santa de Deus somos ou “justos”, como Deus nos queria quando nos criou, ou “injustos”. Talvez tenhamos de passar por um processo de purificação, talvez possamos cair logo nos braços de Deus. Talvez, porém, estejamos tão cheios de maldade, de ódio, de um rotundo “não” a tudo, que apartemos a nossa face do amor de Deus para sempre. Uma vida sem amor é nada mais que o inferno.

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155 – Como nos ajuda Cristo na morte, se nos confiarmos a Ele?
Cristo vem ao nosso encontro e introduz-nos na Vida eterna. «Não é a morte que me vai buscar, mas Deus.» (Santa Teresa de Lisieux)

Tendo em conta o sofrimento e a morte de Jesus, a nossa morte pode tornar-se mais ligeira. Num ato de confiança e de amor ao Pai, podemos dizer “sim” como Jesus fez no monte das Oliveiras. Tal compostura chama-se “sacrifício espiritual”: aquele que morre une-se ao sacrifício de Jesus na cruz. Quem morre assim, numa confiança em Deus e em paz com os outros, ou seja, sem pecado grave, está no caminho para a comunhão com Cristo ressuscitado. A nossa morte não nos faz cair mais fundo que nas Suas mãos. Quem morre não viaja para “nenhures”, mas regressa à casa do amor de Deus, o seu Criador.

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150 – Pode a Igreja perdoar realmente os pecados?

Sim. O próprio Jesus não apenas perdoou pecados, como também deu à Igreja o encargo e o poder de libertar as pessoas dos seus pecados.

Através do serviço do sacerdote, é concedido o perdão de Deus, pelo que a culpa é perfeitamente apagada, como se nunca tivesse existido. O SACERDOTE só o pode fazer porque Jesus o fez participar no Seu próprio poder de perdoar pecados.

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146 – O que significa a “comunhão dos Santos”?

Pertencem à “comunhão dos santos” todas as pessoas que colocaram a sua esperança em Cristo e Lhe pertencem pelo Batismo, tenham elas já morrido ou vivam ainda. Porque somos um “corpo” em Cristo, vivemos uma comunhão que abraça o Céu e a Terra.

A Igreja é maior e mais viva do que pensamos. A ela pertencem conhecidos e desconhecidos, grandes santos e pessoas modestas, os vivos e os mortos, encontrem-se estes ainda em processo de purificação ou estejam já na glória de Deus. Podemos ajudar-nos mutuamente até para além da morte. Podemos pedir ajuda aos santos que mais nos dizem ou têm o nosso nome, e inclusivamente aos nossos familiares falecidos que cremos já estarem em Deus. Inversamente, podemos ajudar os nossos falecidos ainda em processo de purificação, mediante a nossa oração de súplica. Tudo o que uma pessoa faz ou sofre em Cristo e por Cristo torna-se proveitoso para todos; infelizmente, isso também significa, contrariamente, que cada pecado danifica a comunhão.

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139 – Em que consiste a vocação dos leigos?

Os LEIGOS são enviados parar se comprometerem na sociedade, para que o Reino de Deus possa crescer no mundo.

Um LEIGO não é um cristão de segunda classe, porque ele participa no ministério sacerdotal de Cristo (sacerdócio comum dos fiéis). Ele empenha-se para que as pessoas do seu meio (escola, faculdade, família e profissão) aprendam a conhecer e a amar Cristo. Ele cunha com a sua fé a sociedade, a economia e a política. Ele promove a vida eclesial assumindo ministérios, como o acolitado e o leitorado, disponibilizando-se para dirigir grupos e aderindo aos movimentos e conselhos eclesiais (por exemplo, os conselhos paroquiais, pastoral ou econômico). Também os jovens devem refletir seriamente sobre o lugar em que Deus os quer.

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137 – Por que se chama a Igreja «apostólica»?

A Igreja chama-se «apostólica» porque ela, fundada pelos Apóstolos, baseia-se na sua Tradição e é guiada pelos seus sucessores.

Jesus chamou os APÓSTOLOS como Seus colaboradores mais próximos. Eles eram as Suas testemunhas oculares. Após a Sua ressurreição, apareceu-lhes reiteradas vezes, deu-lhes o Espírito Santo e enviou-os ao mundo como Seus mensageiros plenipotenciários. Na Igreja jovem, eram a garantia da unidade. Através da imposição das mãos, transmitiram aos seus sucessores, os bispos, o seu envio e os seus plenos poderes. E assim foi até hoje. Este processo é designado por SUCESSÃO APOSTÓLICA.

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133 – Por que se chama a Igreja «católica»?

Ser “católico” (gr. katholikós) significa estar “referido ao todo”. A Igreja é católica porque Cristo a chamou a confessar toda a fé, a guardar e celebrar todos os SACRAMENTOS, a anunciar a boa-nova na sua totalidade. E Ele enviou-a a todos os povos.

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122 – Para que quer Deus a Igreja?

Deus quer a Igreja, porque nos quer salvar, não individualmente, mas em comunhão. Ele quer fazer de toda a humanidade o Seu Povo.

Ninguém vai para o Céu por uma porta insocial. Quem só pensa em si e na salvação da própria alma vive “in-socialmente”. Isso é impossível tanto na Terra como no Céu. Nem Deus é insocial; não é um Ser solitário, autossuficiente. O Deus trino é, em Si mesmo, “social”, uma comunhão, um eterno intercâmbio de amor. Também o ser humano, segundo o modelo de Deus, visa relação, permuta, participação e amor. Somos responsáveis uns pelos outros.

123 – Qual é a missão da Igreja?

A missão da Igreja é permitir que, em todos os povos, brote e cresça o Reino de Deus, que Jesus já inaugurou.

Aonde Jesus foi, o Céu tocou a Terra, despontou o Reino de Deus, um reino de paz e de justiça. A Igreja serve este Reino de Deus. Ela não é um fim em si mesma. Ela tem de continuar o que Jesus começou. Ela deve proceder como Jesus procederia. Ela transmite as Palavras de Jesus e prossegue a celebração dos sinais sagrados de Jesus (SACRAMENTOS). Portanto, a Igreja, com toda sua fraqueza, é um pedaço do Céu sobre a Terra.

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121 – O que significa “Igreja”?

Igreja, em grego, diz-se ekklesia e significa “os convocados”. Todos nós, que somos batizados e cremos em Deus, somos convocados pelo Senhor. Juntos somos a Igreja. Cristo é, no dizer de São Paulo, a «cabeça» da Igreja; nós somos o seu «corpo».

Quando celebramos os sacramentos e ouvimos a Palavra de Deus, Cristo está em nós e nós estamos n’Ele – isto é a Igreja. A Sagrada Escritura descreve a comunhão estreita, pessoal e vital de todos os batizados com Jesus através de metáforas sempre novas: ora fala do Povo de Deus, ora da Esposa de Cristo; ora é chamada Mãe, ora é a Família de Deus ou comparada a um banquete nupcial. A Igreja nunca é uma simples instituição ou uma “igreja administrativa” que podemos pôr de lado. Podem escandalizar-nos os erros e os defeitos da Igreja, mas não nos podemos distanciar dela, porque Deus a escolheu irrevogavelmente e, apesar de todos os pecados, não Se distancia dela. A Igreja é a presença de Deus na humanidade, pelo que a devemos amar.

"A Igreja é uma mulher de idade muito avançada, com muitas rugas. Mas é a minha mãe. E numa mãe não se bate." Karl Rahner, ao ouvir críticas descabidas à Igreja






106 – Existem provas da ressurreição de Jesus?

Em sentido científico-natural, não há provas da ressurreição de Jesus. Há, porém, testemunhos individuais e coletivos muitos fortes de um grande número de pessoas que presenciaram os acontecimentos em Jerusalém.

O mais antigo testemunho escrito da ressurreição é uma carta que São Paulo escreveu aos Coríntios cerca de vinte anos após a morte de Jesus: «Transmiti-vos em primeiro lugar o que eu mesmo recebi: Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois aos Doze. Em seguida apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, dos quais a maior parte ainda vive, enquanto alguns já faleceram.» (1Cor 15,3-6)

São Paulo refere aqui uma Tradição viva que ele encontrou na comunidade primitiva quando ele próprio se tornou cristão, dois ou três anos depois da morte e da ressurreição de Jesus, devido ao seu próprio encontro transformador com o Senhor ressuscitado. Os discípulos compreenderam o fato do túmulo vazio (Lc 24,3-6) como a primeira indicação real da ressurreição. Foram precisamente umas mulheres, cujo testemunho era inválido para o Direito de então, que o descobriram. Embora se diga que já o APÓSTOLO São João no túmulo vazio, «viu e acreditou» (Jo 20,8), a certeza de que Jesus vivia só se consolidou mediante uma série de aparições. Os múltiplos contatos com o Ressuscitado terminaram com a ascensão de Jesus ao Céu. Contudo, os encontros com o Senhor vivente continuam até hoje, o que demonstra que Jesus Cristo ainda vive!

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102 – Como podemos também nós assumir o sofrimento da nossa vida, tomando “a cruz sobre nos” e seguindo Jesus?

Os cristãos não devem procurar o sofrimento. Se, porém, são confrontados com um sofrimento inevitável, ele pode ganhar um sentido para eles, caso unam o seu sofrimento ao de Cristo. «Cristo sofreu também por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os Seus passos.» (1 Pd 2,21)

Jesus disse «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me!» (Mc 8,34). Os cristãos têm a missão de mitigar o sofrimento no mundo. Porém, ele continuará a existir. Na fé, podemos assumir o nosso sofrimento e partilhar o do próximo. Desta forma, o sofrimento humano unir-se-á com o amor redentor de Cristo, transformando-se, assim, em parte da força divina que tornará o mundo melhor.

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YOUCAT 98

Diante da morte de Jesus Cristo, podemos nos questionar: Deus quis a morte de seu próprio filho?  Na morte violenta sofrida por Cristo, temos que entender que existe condições externas  e não somente na morte em si,  isto se justifica no motivo “para que nós, filhos do pecado e da morte, tivéssemos a Vida.” [YouCat 98], podemos confirmar isto na carta de São Paulo a comunidade de Filipos  “Ele tinha a condição divina mas não se apegou a sua igualdade com Deus (...)  humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz!” Fl (2, 6;8)

Existe uma prova tão grande de amor tanto pelo lado de Deus quanto pelo lado de Jesus que podemos confirmar na Cruz, Deus para nos salvar colocou seu filho no mundo da morte, e se uniu a Seu Filho Jesus Cristo nesta missão, podemos verificar a unidade do Pai e Filho que estavam indissociavelmente aliados e preparados para realizar sua tarefa de amor, tomando sobre Si os pecados da humanidade, assim: “Ele quis dar-nos a Sua Vida eterna, para desfrutarmos da Sua alegria, e quis sofre nossa aflição, o nosso abandono e a nossa morte, para em tudo estar em comunhão conosco, para nos amar até o fim e para além da morte.” [YouCat 98]


Desta forma podemos entender o mistério da Cruz, a qual nós cristãos católicos trazemos como marca de nossa salvação, como afirma Santa Rosa de Lima “Além da cruz, não existe outra escada para subir ao Céu” e neste mesmo sentido temos a fala de Santo Anselmo de Cantuária “Só quem seriamente ponderou quão pesada é a cruz  pode conceber quão pesado é o pecado.” O nosso Papa Francisco nos exorta, quando de sua homilia na missa com os cardeais “Eu sigo-Te, mas de Cruz não se fala. Isso não vem a propósito. Sigo-Te com outras possibilidades, sem a Cruz. Quando caminhamos sem a Cruz, edificamos sem a Cruz ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos, somos bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor.” [Papa Francisco, Santa Missa com os Cardeais - Capela Sistina -14-03-2013]

81 – Maria teve outros filhos além de Jesus?

Não. Jesus é o único filho biológico de Maria.

Já na Igreja antiga se partia do princípio de que a virgindade de Maria era perene, o que excluía a ideia de que Jesus tivesse irmãos biológicos. Em aramaico, a língua-mãe de Jesus, só existe uma palavra para “irmão” e “irmã”, "primo” e “prima”. Onde, nos Evangelhos se fala de “irmãos” de Jesus (por exemplo Mc 3,31-35), refere-se a parentes próximos d’Ele.

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66 – Estava no plano de Deus que o ser humano sofresse e morresse?

Deus não quer que o ser humano sofra nem morra. A ideia original de Deus para o ser humano era o Paraíso: vida eterna e paz entre Deus, o ser humano e o seu ambiente, entre homem e mulher.

Por vezes, sentimos o modo como a vida deveria ser, como nós deveríamos ser; mas, de fato, vivemos em guerra com nós próprios, somos determinados pela angústia e por paixões descontroladas, e perdemos a harmonia original com o mundo e, por fim, com Deus. Na Sagrada Escritura, a experiência dessa alienação é expressa na história da “queda original”. Porque o pecado se introduziu furtivamente, Adão e Eva tiveram de abandonar o Paraíso, no qual estavam em harmonia consigo e com Deus. A fadiga laboral, o sofrimento, a mortalidade e a inclinação para o pecado são indícios da perda do Paraíso.

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65 – E as pessoas que se sentem homossexuais?

A Igreja crê que a homossexualidade não corresponde à ordem da Criação na qual foram delineadas a necessidade do complemento e a atração mútua entre homem e mulher, com vista à 
geração dos filhos. Por isso, a Igreja não pode aprovar práticas homossexuais. No entanto, ela deve respeito e amor a todas as pessoas, independentemente da sua orientação sexual, porque são todas respeitadas e amadas por Deus.

Todo ser humano que existe na Terra provém da união de uma mãe e um pai. Por isso, para algumas pessoas orientadas homossexualmente é uma experiência dolorosa não se sentirem eroticamente atraídas pelo sexo oposto e terem de sentir, numa união homossexual, a falta da fecundidade física, como é próprio da natureza do ser humano e da divina ordem da Criação. Frequentemente, contudo, Deus chama a Si por vias inusitadas: uma carência, uma perda ou uma ferida – assumida ou aceite – pode tornar-se um trampolim para se lançar nos braços de Deus, aquele Deus que tudo corrige e Se deixa descobrir mais como Redentor que como Criador.



60 – Por que razão é Jesus o maior modelo do mundo?

Jesus é singular não apenas porque nos mostra a verdadeira essência de Deus, mas também porque é o verdadeiro ideal do ser humano.
Jesus foi mais que um ser humano ideal. Até os pretensos seres humanos ideais são pecadores. Por isso, nenhum ser humano pode ser a medida do ser humano. Jesus, por seu turno, não cometeu pecado. Só com Jesus Cristo, «em tudo igual a nós, exceto no pecado» (Hb 4,15), compreendemos o que significa “ser humano” e o que faz a humanidade ser, no mais autêntico sentido da expressão, infinitamente digna de amor. Jesus, o Filho de Deus, é o ser humano verdadeiro por excelência. N’Ele reconhecemos o que Deus pretende do ser humano.




51 – Se Deus tudo sabe e tudo pode, por que não evita o mal?

«Deus só permite o mal para fazer surgir dele algo melhor.» (São Tomás de Aquino)

O mal no mundo é um mistério sombrio e doloroso. O próprio Crucificado perguntou ao Seu Pai: «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27,46) Muito dele é incompreensível. Mas de algo temos a certeza: Deus é cem por cento bom. Ele nunca pôde ter sido o autor de algo mau. Deus criou o mundo bom, embora ainda não aperfeiçoado. Com violentas faltas e penosos processos, ele desenvolve-se até à definitiva perfeição. Pode distinguir-se aquilo a que a Igreja chama de mal físico, como um deficiência ingênita ou uma catástrofe natural, do mal moral, que atinge o mundo pelo abuso da liberdade. O “inferno na terra” – crianças-soldado, atentados suicidas, campos de concentração... – é geralmente operado por seres humanos. A pergunta decisiva não é, portanto, «Como se pode crer num Deus bom, se há tanto mal?», mas «Como poderia o ser humano, com coração e inteligência, suportar a vida neste mundo se não existisse Deus?» A morte e a ressurreição de Cristo mostram-nos que o mal não tem a primeira nem a última palavra: do pior dos males Deus fez surgir o bem absoluto. Nós cremos que Deus, no Juízo Final, acabará com toda a injustiça. Na vida do mundo vindouro, o mal não terá mais lugar e o sofrimento acabará.



50 – Que papel desempenha o ser humano na Providência Divina?
O aperfeiçoamento da Criação pela Providência Divina não acontece acima e para além de nós. Deus convida-nos a colaborar no aperfeiçoamento da Criação.

O ser hum
ano pode rejeitar a vontade de Deus, porém, é melhor se Ele se tornar um instrumento do amor divino. Madre Teresa, na sua vida terrena, esforçou-se por pensar assim: «Sou apenas um pequeno lápis na mão de Nosso Senhor. Ele pode apontar ou afiar o lápis. E pode escrever ou desenhar aquilo que Ele quiser e onde Ele desejar. Se o escrito ou o desenho forem bons, apreciamos não o lápis ou o material empregue, mas aquele que os utilizou.» Quando, de igual modo, Deus age em nós e através de nós, nunca deveríamos confundir o nosso pensamento, os nossos planos e atos, com a ação de Deus. No fundo, Ele não precisaria do nosso trabalho; mesmo na ausência deste, nada Lhe faltaria.

21 – Fé – o que é isso?

Fé é conhecimento e confiança. Tem sete características:

- A fé é uma pura dádiva de Deus, que nós obtemos se intensamente a pedirmos.

- A fé é a força sobrenatural de que necessariamente precisamos para alcançar a salvação.

- A fé requer a vontade livre e a lucidez do ser humano quando ele se abandona ao convite divino.

- A fé é absolutamente segura porque Jesus o garante.

- A fé é incompleta enquanto não se tornar operante no amor.

- A fé cresce na medida em que escutamos cada vez melhor a Palavra de Deus e permanecemos com Ele, na oração, em vivo intercâmbio.

- A fé permite-nos já a experiência do alegre antegozo do CÉU.

9 - O que nos mostra Deus quando nos envia Seu Filho?

“Em Jesus Cristo, Deus nos mostra toda a profundidade do Seu misericordioso amor”.
Através de Jesus Cristo, torna-Se visível o Deus invisível. Ele torna-Se como nós. Isto mostra-nos até que ponto vai o amor de Deus: Ele carrega todo o nosso peso. Ele percorre conosco todos os caminhos. Ele vive a nossa solidão, o nosso sofrimento, o nosso medo da morte. Ele apresenta-Se onde não podemos avançar, para nos abrir a porta para a Vida”.

3 - Porque procuramos Deus?
Deus colocou no nosso coração um desejo: procurá-l'O e encontrá-l'O. Santo Agostinho diz: «Tu criaste-nos para Ti e o nosso coração está irrequieto até encontrar o descanso em Ti.» A este desejo de Deus chamamos RELIGIÃO.

A busca de Deus é natural na pessoa humana. Toda a sua aspiração pela verdade e pela felicidade é, no fundo, uma busca daquilo que a sustenta absolutamente, que a satisfaz absolutamente, que a torna absolutamente útil. Uma pessoa só está totalmente consigo própria quando encontrou Deus. «Quem procura a verdade procura Deus, seja isso evidente ou não para ela.» (Santa Edith Stein)




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