“Corruptos fazem muito mal à Igreja. Santos são a luz”, destaca Francisco
Missa com o Papa
SEGUNDA-FEIRA, 3 DE JUNHO DE 2013, 8H41
Em homilia na Casa Santa Marta, Francisco falou sobre três “modelos de cristãos”
Da Redação, com Rádio Vaticano
Pecadores, corruptos e santos. Foi sobre este trinômio que o Papa Francisco centrou sua homilia da Missa celebrada nesta segunda-feira, 3, na Casa Santa Marta. O Santo Padre ressaltou que os corruptos fazem muito mal à Igreja porque são adoradores de si mesmos. Os santos, ao contrário, fazem muito bem: são a luz na Igreja.
A homilia foi inspirada na leitura do Evangelho que narra a parábola dos vinhadeiros maldosos, o que proporcionou ao Papa aprofundar a questão dos três “modelos de cristãos” que existem na Igreja: pecadores, corruptos e santos.
“Não precisamos falar muito dos pecadores, porque sabemos bem como são, já que todos nós o somos. Se algum de nós não se sente pecador, procure um bom ‘médico espiritual’, porque alguma coisa está errada”.
Com relação aos corruptos, Francisco os definiu citando novamente a parábola. “Ela nos fala daqueles que querem tomar conta da vinha e perderam o relacionamento com o dono dela, aquele que nos chamou com amor, que zela por nós e nos dá a liberdade. Estas pessoas se sentiram autônomas de Deus. Estes eram pecadores como todos nós, mas deram um passo avante como se fossem acostumados no pecado, que não precisassem de Deus! E como não podem negá-lo, criaram um Deus especial: eles mesmos. São os corruptos”.
Para Francisco, os corruptos são os mais perigosos para as comunidades cristãs; eles são os grandes ‘esquecidos’, os que cortaram a relação com o Senhor e se tornaram adoradores de si mesmos. “Que o Senhor nos livre de cair neste caminho de corrupção!”, disse.
E ao falar sobre os santos, o Papa lembrou que nesta segunda-feira decorrem 50 anos da morte do Papa João XXIII, “modelo de santidade”.
“Os santos obedecem ao Senhor, adoram o Senhor e nunca perderam a memória do amor com o qual o Senhor plantou a vinha. Dos santos, a Palavra de Deus nos fala como luz, ‘como aqueles que estarão diante do trono de Deus, em adoração’”.
Concluindo, o Papa pediu “a graça de nos sentirmos pecadores, de não sermos corruptos e de embocarmos o caminho da santidade”.
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FRANCISCO
O único caminho para seguir Deus é o da fidelidade, ensina Papa
Missa com Francisco
QUINTA-FEIRA, 6 DE JUNHO DE 2013, 8H55
Santo Padre falou da necessidade de procurar e destruir os “ídolos escondidos”
Da Redação, com Rádio Vaticano
Papa Francisco celebrou, como de costume desde que foi eleito Papa, a Missa na Casa Santa Marta na manhã desta quinta-feira, 6. Em sua homilia, ele refletiu que a vida do ser humano é perpassada por pequenas ou grandes idolatrias, mas o caminho que leva a Deus é o da fidelidade, passa pelo amor exclusivo por Ele, conforme ensinado por Jesus. A Missa de hoje foi concelebrada com um brasileiro, o arcebispo de Curitiba, Dom MoacyrJosé Vitti.
Comentando a leitura do Evangelho, Francisco disse que a intenção do escriba provavelmente não era tão inocente quando ele se aproximou de Jesus para perguntar qual era, segundo Ele, o primeiro mandamento. A resposta de Jesus, “o Senhor é o nosso Deus”, diz, segundo Francisco, que não é suficiente dizer acreditar em Deus, mas é preciso viver isso e não ter outras divindades. “Existe o risco da idolatria!”, disse.
Dom MoacyrJosé Vitti (esq. da foto) foi um dos concelebrantes na Missa desta manhã, 6, com o Papa Francisco. Foto: L’Osservatore Romano/Rádio Vaticano
O Santo Padre explicou que essa idolatria é sutil, que todos têm “ídolos escondidos”, mas é necessário procurá-los e destruí-los, porque o único caminho para seguir Deus é o da fidelidade.
“Os ídolos escondidos fazem com que nós não sejamos fiéis no amor. O caminho para seguir avante no Reino de Deus é um caminho de fidelidade que se assemelha ao amor nupcial”.
Francisco concluiu dizendo ser necessário confiar em Cristo, que é fidelidade plena e tem muito amor por todos. “Hoje, podemos pedir a Jesus: ‘Senhor, você é tão bom, ensina-me o caminho para estar sempre perto de Deus e afastar sempre todos os ídolos. É difícil, mas temos que começar, porque eles nos tornam inimigos de Deus
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Homilia de Francisco na solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Na Missa desta manhã, Papa disse que devemos deixar-nos amar pelo Senhor
Atualizado em 07/06/2013 às 08h55
Deixar-nos amar pelo Senhor com ternura é difícil, mas é o que devemos pedir a Deus: este foi o convite feito pelo Papa Francisco na Missa desta manhã na Casa Santa Marta, na solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
Na homilia, o Pontífice repetiu várias vezes que Jesus nos amou não tanto com as palavras, mas com as obras e com a sua vida. A solenidade de hoje, disse, é “a festa do amor”, de um “coração que muito amou”. Um amor que, como repetia Santo Inácio, “se manifesta mais nas obras do que nas palavras” e que é sobretudo “mais dar do que receber”. “Esses dois critérios – evidencia o Papa – são como os pilares do verdadeiro amor” de Deus. Ele conhece suas ovelhas uma a uma, porque não se trata de um amor abstrato, mas que se manifesta por cada um de nós:
“Um Deus que se faz próximo por amor, caminha com seu povo e esse caminhar chega a um ponto inimaginável. E isto é proximidade: o pastor próximo do seu rebanho, de suas ovelhas”.
Citando um trecho do Livro do Profeta Ezequiel, o Papa evidencia outro aspecto do amor de Deus: o cuidado pela ovelha perdida e por aquela ferida e doente:
“Ternura! O Senhor nos ama com ternura. O Senhor conhece aquela bela ciência dos carinhos, a ternura. Não nos ama com as palavras. Ele se aproxima e nos dá o amor com ternura. Proximidade e ternura! E este é um amor forte, porque nos faz ver a fortaleza do amor de Deus”.
Francisco explica ainda que este amor deve fazer-se próximo do outro, deve ser como o do bom samaritano”. Mas é possível retribuir todo este amor ao Senhor?
“Isso pode parecer uma heresia, mas é a grande verdade! Mais difícil que amar a Deus é deixar-se amar por Ele! A maneira de retribuir tanto amor é abrir o coração e deixar-nos amar. Deixar que Ele se faça próximo a nós, deixar que ele nos acaricie. É tão difícil deixar-nos amar por Ele. Talvez isso é o que devemos pedir hoje na Missa: ‘Senhor, eu quero amá-Lo, mas me ensine a difícil ciência, o difícil hábito de deixar-nos amar, de senti-Lo próximo e tenro!’. Que o Senhor no dê esta graça!”
Fonte: Rádio Vaticano
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