Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) (2011-2015)
A missão primordial da Igreja de defender, cuidar e promover a vida em
todas as suas expressões e danatureza como sua casa, tem na
Pastoral Social
- estruturada, orgânica e integral
– a forma atual de eficácia de sua ação no social (106).O serviço à vida
começa pelo respeito e a defesa da dignidade humana, em todas as
etapas da existência,desde a fecundação até a morte natural (107).Um olhar
especial merece a família, lugar e escola de fé, que precisa ser
considerada um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora. Precisa
estar respaldada por uma pastoral familiar intensa, vigorosa efrutuosa (108).
As crianças, adolescentes e jovens, os mais expostos a perigos e
desleixos, precisam de maior atenção por parte das comunidades
eclesiais.
A pastoral da juventude e uma pastoral infanto-juvenil podem dar importante
contribuição (109).
Atenção especial merecem os migrantes, forçados pela busca de trabalho e moradia. É urgente a criação de estruturas nacionais e diocesanas, destinadas tanto a acompanhar os migrantes, como a atuar junto a organismosda sociedade civil, para que os governos tenham uma política migratória que leve em conta os direitos das pessoasem mobilidade (111).
No serviço à vida, cabe promover uma sociedade que respeite as legítimas diferenças,combatendo o preconceito e a discriminação nas mais diversas esferas, mas sempre vigilantes a evitar a afirmação exasperada dos interesses individuais e subjetivos (112).
Na promoção e defesa da vida, cabe aos cristãos apoiar as iniciativas em prol da inclusão social e o reconhecimento das populações indígenas e africana. É preciso denunciar toda prática de discriminação e racismoe apoiar as reivindicações pela defesa de seus territórios, na afirmação de seus direitos, cidadania, projetos próprios de desenvolvimento e vivência, segundo suas próprias culturas(113).
Importante campo de ação da Igreja é educar para a preservação da natureza e o cuidado com a ecologiahumana, através de atitudes que respeitem a biodiversidade e de ações que zelem pelo meio ambiente(114).
Incentive-se, cada vez mais, a participação social e política dos cristãos, especialmente nos Conselhos deDireitos. Com a crise da democracia representativa, cresce a importância e a necessidade de colaboração da Igrejano fortalecimento da sociedade civil(115).
Como cidadãos-cristãos, cabe empenharmo-nos na busca de políticas públicas inclusivas de todos, em parceria com outras instituições privadas ou públicas, ou com os movimentos populares. Neste particular,merecem especial atenção as regiões suburbanas e a população carcerária(116).
Tarefa mais arrojada é a formação de pessoas que estão em níveis de decisão ou espaços que exigem uma presença mais qualificada por parte da Igreja, como o mundo universitário (pastoral universitária), dascomunicações (pastoral da comunicação), presença junto aos empresários, aos políticos, aos formadores deopinião, dirigentes de entidades, etc.
Atenção especial merecem os migrantes, forçados pela busca de trabalho e moradia. É urgente a criação de estruturas nacionais e diocesanas, destinadas tanto a acompanhar os migrantes, como a atuar junto a organismosda sociedade civil, para que os governos tenham uma política migratória que leve em conta os direitos das pessoasem mobilidade (111).
No serviço à vida, cabe promover uma sociedade que respeite as legítimas diferenças,combatendo o preconceito e a discriminação nas mais diversas esferas, mas sempre vigilantes a evitar a afirmação exasperada dos interesses individuais e subjetivos (112).
Na promoção e defesa da vida, cabe aos cristãos apoiar as iniciativas em prol da inclusão social e o reconhecimento das populações indígenas e africana. É preciso denunciar toda prática de discriminação e racismoe apoiar as reivindicações pela defesa de seus territórios, na afirmação de seus direitos, cidadania, projetos próprios de desenvolvimento e vivência, segundo suas próprias culturas(113).
Importante campo de ação da Igreja é educar para a preservação da natureza e o cuidado com a ecologiahumana, através de atitudes que respeitem a biodiversidade e de ações que zelem pelo meio ambiente(114).
Incentive-se, cada vez mais, a participação social e política dos cristãos, especialmente nos Conselhos deDireitos. Com a crise da democracia representativa, cresce a importância e a necessidade de colaboração da Igrejano fortalecimento da sociedade civil(115).
Como cidadãos-cristãos, cabe empenharmo-nos na busca de políticas públicas inclusivas de todos, em parceria com outras instituições privadas ou públicas, ou com os movimentos populares. Neste particular,merecem especial atenção as regiões suburbanas e a população carcerária(116).
Tarefa mais arrojada é a formação de pessoas que estão em níveis de decisão ou espaços que exigem uma presença mais qualificada por parte da Igreja, como o mundo universitário (pastoral universitária), dascomunicações (pastoral da comunicação), presença junto aos empresários, aos políticos, aos formadores deopinião, dirigentes de entidades, etc.
(117).O empenho da Igreja na promoção humana e da justiça social exige
educar a comunidade eclesial como umtodo no conhecimento e na aplicação da
Doutrina Social da Igreja.É condição para os cristãos tornarem-se verdadeiros
missionários da caridade, no seio da sociedade secular(120).
INDICAÇÕES DE OPERACIONALIZAÇÃO
Para uma ação evangelizadora eficaz, não basta definir diretrizes. É
preciso chegar a“indicações programáticas concretas”, através da elaboração de planos de pastoral
(121).
Como lembra Puebla, “a ação pastoral planejada
é a resposta específica, consciente e intencional, às necessidades da
evangelização” (122).
O plano como fruto de um processo de planejamento.
Planejar é pensar a ação antes, durante e depois dela.
Por isso, um bom plano é sempre fruto de um processo de planejamento,
com a participação direta ou representativa de toda a comunidade eclesial
(123).
Todo processo precisa ser preparado, começando pela sensibilização da comunidade eclesial sobre a importância da participação de todos. Na sequência, para que a comunidade seja sujeito, está a necessidade da constituição dos organismos de discernimento e tomada de decisões, como a Assembléia, o Conselho de Pastoral,as Comissões e Equipes de Coordenação (124).
A preparação do processo implica, também, a definição conjunta dos passos metodológicos, que devem levar em conta o estatuto da ação (125).
Todo processo precisa ser preparado, começando pela sensibilização da comunidade eclesial sobre a importância da participação de todos. Na sequência, para que a comunidade seja sujeito, está a necessidade da constituição dos organismos de discernimento e tomada de decisões, como a Assembléia, o Conselho de Pastoral,as Comissões e Equipes de Coordenação (124).
A preparação do processo implica, também, a definição conjunta dos passos metodológicos, que devem levar em conta o estatuto da ação (125).
Passos metodológicos Primeiro passo: onde estamos (marco
da realidade)
O melhor ponto de partida é sempre aquele onde a gente está. Trata-se de
colocar os pés no chão. Se ignorarmos a realidade, não evangelizamos. As boas
respostas pastorais dependem da identificação das verdadeiras necessidades de
evangelização.
No âmbito da sociedade, é importante conhecer a situação
cultural, econômica, política e ecológica. No âmbito religioso
, é preciso ter dados da situação da experiência religiosa e da
caminhada da comunidade eclesial(127). Nas atuais DGAE, o marco da
realidade está em “marcas de nosso tempo” (17-24).
Segundo passo: onde precisamos estar (marco
doutrinal)
Na ação evangelizadora, o ponto de chegada está em olhar para o horizonte do Evangelho do Reino deDeus,
inaugurado e mostrado por Jesus (128). De acordo com a tradição recente das
DGAE, a vida e a missão dodiscípulo missionário consiste no exercício de
tríplice múnus, recebido no batismo:
Ministério da Palavra, Ministério da Liturgia,
Ministério da Caridade
(129).A vivência do tríplice múnus se dá
no âmbito da pessoa, no âmbito da comunidade e no âmbito da sociedade.
Terceiro passo: urgências pastorais (diagnóstico pastoral)
Do confronto da realidade com o horizonte da fé cristã, derivam urgências pastorais
. As atuais DGAE indicam cinco, que conformam um curso de ação: para uma
Igreja em estado permanente de missão, é preciso que a comunidade eclesial
seja casa de um processo de iniciação cristã, alicerçado sobre a Palavra
de Deus, que leva a uma Igreja comunidade de comunidades, a serviço da vida
plena pra todos. Cabe a cada Igreja Local averiguar seseu próprio contexto
exige somar alguma outra urgência a estas cinco, propostas em nível nacional
(131).
Nas atuais DGAE, o diagnóstico pastoral está em “urgências na ação evangelizadora” (25-72).
Nas atuais DGAE, o diagnóstico pastoral está em “urgências na ação evangelizadora” (25-72).
Quarto passo: o que queremos alcançar (projeção pastoral)
Os resultados almejados estão registrados nos objetivos: geral e específicos.
À luz deles, cada Igreja Local procurará elaborar seus
próprios objetivos específicos, dentro do plano pastoral (132).
Quinto passo: como vamos agir (critérios de ação)
Tanto a unidade eclesial quanto a eficácia na obra evangelizadora,
exigem critérios comuns de ação.Historicamente, à luz do Vaticano II, as
Diretrizes Gerais assumiram seis dimensões da ação pastoral:
. dimensão comunitário-participativa
, dimensão missionária
, dimensão bíblico-catequética
, dimensão litúrgica
, dimensão ecumênica e do diálogo inter-religioso,
. dimensão sócio-transformadora
(133). Nos últimos tempos, inspiradas na
Evangelii Nuntiandi, as Diretrizes sugeriram as quatro exigências de um processo de evangelização
serviço
diálogo
anúncio
e
testemunho da comunhão
. São dois critérios, praticamente equivalentes (134). Nas atuais DGAE,
os critérios de ação estão em “indicações de operacionalização” (133-135).
Sexto passo: o que vamos fazer (programação)
Trata-se da intervenção na realidade apreendida à luz da fé, buscando
responder às urgências pastorais,segundo os Objetivos e critérios de ação estabelecidos.
É o momento da programação
. As atuais DGAE oferecem perspectivas de ação para cada uma das
urgências na ação evangelizadora. À luz das pistas indicadas, cabe a cada Igreja
Local definir sua própria
Programação
, organizada em Programas (conjunto de ações afins)
e
Projetos (metas) (136).
Sétimo passo: a renovação das estruturas (marco
organizacional)
Mudadas as ações, é preciso igualmente mudar as estruturas que lhe
dão suporte (137).
CONCLUSÃO: COMPROMISSO DE UNIDADE NA MISSÃO
As atuais DGAE apontam para o compromisso evangelizador da Igreja
no Brasil para o início da segunda década do século XXI. Manifestam, através das
cinco
urgências, o caminho discernido, à luz do Espírito Santo,como resposta a este
tempo de profundas transformações. Em continuidade com as orientações de toda a
Igreja,elas assumem o mais profundo espírito do Concílio Vaticano II e acolhem,
de modo especial, as Conclusões da Conferência de Aparecida (139).
Elas representam um forte apelo à efetiva unidade.
Assim,a Igreja no Brasil tornar-se-á, cada dia mais,imagem do Deus-Trindade,
sinal escatológico do Reino definitivo, quando Cristo será tudo em todos no
amor(140).
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